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Referendo, PRECISA-SE

08-07-2016 - Eduardo Milheiro

É preciso, é necessário, é urgente e fundamental, um partido ou movimento cívico que comece a desenvolver a ideia de um referendo no País sobre a nossa continuidade no Euro e na União Europeia e que, pelo sim, pelo não, prepare o PTEXIT.

Os últimos dias têm sido vividos com ameaças de todos os lados sobre as sanções a Portugal e a Espanha, mas no que diz respeito a Portugal é incrível quando um pseudo português de nome Durão Barroso defendeu no seu estilo destemperado que as sanções a aplicar por Bruxelas contra Portugal dependiam do que fizesse o actual governo português, sabendo que as ditas sanções se destinam a punir Portugal devido à acção do anterior governo de Passos e Portas. E sabendo ainda que as políticas seguidas e que conduziram àqueles resultados foram as impostas a Portugal pela Comissão, pelo BCE e pelo FMI.

É vergonhoso que Portugueses como Passos Coelho e Assunção Cristas, também façam afirmações que no mínimo quase são de apoio às sanções, imputando as culpas ao actual governo, como se o resultado deste deficit de 2015 não fosse da responsabilidade do governo PSD/CDS, do qual Maria Luís Albuquerque era ministra das finanças, a tal que agora diz que se estivesse na mesma posição não haveria sanções da Comissão Europeia a Portugal. Será porque sempre foi uma fiel servidora da política de Wolfgang Schauble? Deve ser isso.

Aliás, não se consegue entender muito bem esta espécie de ódio que este boche alemão tem contra Portugal ou será que espalhou esta cortina de fumo para esconder a quase possível falência do Deutsche Bank, que vai ser com certeza a próxima grande crise financeira da União Europeia.

Parece também que um Senhor de nome Valdis Dombrovskis, um letão de Riga na Letónia, veio lançar mais achas na fogueira exigindo a punição de Portugal, sendo que este tipo é perigoso, pois é originário dos Balcãs, uma zona do globo onde se desenvolveram as   "guerras mais violentas e sanguinárias da Europa" .

Na verdade, o que está a acontecer é que a o controlo que a Alemanha quis fazer sobre a Europa falhou, tendo resultado em políticas antidemocráticas e no desagregar da União Europeia, começando agora com os Ingleses, mas que com certeza continuará porque esta Europa já não tem condições para continuar.

O nosso caso é o exemplo mais claro desta situação: fizemos sacrifícios, muita gente passou e passa fome por causa da austeridade imposta pela Troika. Como é possível virem dizer-nos que pode não haver sanções sobre o deficit de 2015?Haverá se não mudarmos o Orçamento de 2016, orçamento que tem vindo a demonstrar nos seus resultados que o deficit de 2016 ficará abaixo dos 3%.

Catarina Martins disse e bem: "Eu acho que o ideal era que num Conselho Europeu ou numa conferência intergovernamental se enterrasse de vez o Tratado Orçamental, mas se isso não acontecer quem vive neste país tem de ser chamado a pronunciar-se antes que o tratado seja Tratado Europeu, para não deixar que o Tratado Orçamental seja o tratado das sanções para sempre", afirmou Catarina Martins.

Concordo com esta declaração na totalidade, mas defendo mais, defendo um referendo para decidirmos se devemos continuar na União Europeia ou sair, não digo isto de ânimo leve, mas quero que a nossa soberania seja respeitada, não andámos anos e anos em lutas fratricidas com os vizinhos espanhóis para agora ser o Boche Schauble a ditar como tem de ser Portugal, até parece que os alemães querem fazer pelas finanças o que não conseguiram pelas armas em 1939 a 1945.

A Comissão Europeia reuniu na terça-feira para iniciar o processo de aplicação de sanções a Portugal e Espanha por cumprimentos do deficit em 2015, nada tendo resolvido, mas atenção, o TERRORISMO CONTINUOU, pois alguns jornalistas em Bruxelas afirmaram que circulava oficialmente que a Comissão Europeia iria comunicar ao ECOFIN que Portugal e Espanha não tinham feito tudo o que estava ao seu alcance para reduzir o deficit, o que significa que a primeira parte da acusação estava feita.

De qualquer modo, como Judas, ontem a Comissão Europeia lavou as mãos, abriu o Processo de Sanções contra Portugal por incumprimento do limite do défice de 3% do PIB e remeteu a decisão sobre sanções para o Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) que decorre a 12 de Julho, continuando esta pressão como se tortura da Gestapo se tratasse.

Esta é a Europa em que vivemos, em que és “preso por ter cão e por não ter”, ideias a que não devem ser estranhas a influência da Alemanha e do Boche Schauble.

Como diz Pablo Iglésias, “A Europa não se constrói com multas como um exemplo a seguir, mas deixando a austeridade e a lutar contra a desigualdade”.

A Europa acabou, resta-lhe pouco tempo de vida. Depois de ter lido com atenção um artigo que publicámos de Pedro Pereira em que uma   FEDERAÇÃO IBÉRICA  poderá ser uma forma de nos livrarmos dos ricos do Norte e dos Boches que nos querem oprimir, considero que nos tornaremos quase seus escravos. Esta semana Pedro Pereira actualiza este artigo com   AINDA SOBRE A DESEJÁVEL E URGENTE FEDERAÇÃO IBÉRICA.

Acrescento que este artigo despertou muito interesse de organizações e movimentos Espanhóis que defendem a mesma ideia, ou seja, a União Europeia foi destruída pelos neoliberais. A Direita conseguiu mais: já deu o poder a muita extrema-direita.

A UNIÃO EUROPEIA ESTÁ MORTA.

REFERENDO PTEXIT È PRECISO, PENSO DE DEVEMOS LUTAR POR ISSO.

Eduardo Milheiro

 

 

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