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A Esquerda e as eleições francesas, e o menino “peão de brega” dos Rothschild. E em Portugal como é!?

05-05-2017 - Eduardo Milheiro

Se fosse francês, o meu candidato e em consequência o meu voto seria para Jean-Luc Mélenchon, um dos fundadores do Partido Socialista de Esquerda, dissidentes do PS Francês. Este candidato é de esquerda, não é da esquerda radical nem da extrema-esquerda como dizem comentadores e jornalistas. O problema que lhes passa ao lado é que os partidos socialistas tradicionais - caso do PS Francês e do PS Português - transformaram-se em partidos sociais-democratas liberais, uma vez que os continuam a considerar de esquerda, os outros são de extrema-esquerda: má interpretação política. Lamentavelmente, os franceses decidiram levar para a segunda volta das presidenciais que se realizam no próximo Domingo, 7 de Maio, Emmanuel Macron e Marine le Pen.

A questão que os euro liberais políticos colocam é que se tem de dizer a todos os franceses que devem votar Emmanuel “Rothschild” Macron para derrotar a extrema-direita representada por Marine le Pen. A velha táctica caduca e do mal menor, mas teremos de gramar com os neoliberais para fugir à extrema-direita?

Pois é, eu se fosse francês não ia votar, abstinha-me de participar neste teatro de males menores. Eu não engulo sapos e que fosse o que o destino quisesse.

Será que a solução em França, que também o é para a Europa, será votar no pirralho da corte de Rothschild como diz Bruno Guigue no seu artigo no Le Grand Soir, “no Armado em cavaleiro pelo capital transnacional, o pirralho de Rothschild ganhou um jogo manipulado e fraudulento. Se Macron ganhou no domingo é porque nove bilionários controlam a imprensa francesa, porque Macron é o seu candidato e porque estas aves de rapina decidem por nós.”

Dito isto, acrescenta-se que Macron é um sintoma, o sintoma da despolitização e desculturação de uma sociedade esmagada pelo rolo compressor liberal, esvaziada pela calamidade que é o euro e desconstruída pelo individualismo importado dos EUA, qual deverá ser o sentido de voto dos franceses?

Volto a afirmar que não votaria e como cidadão de esquerda cada vez mais extremista empurrado por estes liberais e neoliberais incompetentes do Partido Socialista (ministros, secretários de estado, presidentes de camara, deputados e todos os boys) que giram em torno dos seus donos, em que o que conta é ter o cartão do partido e eu conheço muitos que não tinham onde cair mortos nem havia quem os queria para trabalharem e hoje são a elite balofa e bafienta que manda neste País, o que é uma vergonha.

Chegou o tempo de começar a tratar as coisas pelos nomes e é isso que vou começar a fazer dizendo nomes e situações que conheço e que não posso deixar no silêncio até porque o meu tempo já não é muito e as pessoas têm de saber quem os engana e lhes mente, desmontando algumas histórias vergonhosas de gente sem classe, partilhando aquilo que sei e que penso e também a forma como eles subiram na vida e na política.

Mas acreditem numa coisa, os principais culpados da situação a que chegámos foi o Partido Socialista, são os mais carreiristas e a política para eles é uma profissão. Quando não se presta para estudar ou para trabalhar vai-se para o Partido Socialista, máxima que muitos sempre defenderam.

Fartei-me do silêncio, que se lixe!

Eduardo Milheiro

 

 

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