| O Crédito Bancário como Instrumento de Criação de Poder de Compra Fictício
01-02-2019 - Eugénio Rosa
Neste estudo com o titulo “o crédito bancário como instrumento de criação de poder de compra fictício, de amortecimento da luta dos trabalhadores por uma repartição mais da justa da riqueza criada anualmente e de apropriação de rendimentos do trabalho pelos banqueiros” analiso, utilizando dados oficiais, não só o aumento explosivo do credito bancário às famílias após a adesão de Portugal à Zona euro até 2010, que criou a ilusão de um aumento enorme de poder de compra que era fictício (entre 2002 e 20010, o credito fácil aos particulares aumentou de 72,7 mil milhões € para 179,5 milhões €, mais que duplicou; em percentagem do Rendimento Disponível da população aumentou de 51,2% para 105%), mas também mostro que em Portugal ele é (tem sido) também um importante instrumento utilizado pelo poder económico dominante, apoiado pelo poder politico, para amortecer a luta dos trabalhadores por uma melhor distribuição da riqueza criada no país, pois funciona simultaneamente como anestésico e “garrote”.
E que com a crise esta gigantesca pirâmide de poder de compra fictício desabou, e que só resta aos trabalhadores lutar por uma distribuição mais justa da riqueza e do rendimento, luta essa que já se iniciou e se intensifica.
E isto até porque quando os juros dos empréstimos, nomeadamente do crédito à habitação aumentarem (neste momento estão muito baixos), a situação de centenas de famílias trabalhadores agravar-se-á devido ao enorme endividamento das famílias portuguesas.
Espero que este estudo possa contribuir para um alerta e para uma reflexão fundamentada sobre uma matéria muito importante para muitos portugueses.

Eugénio Rosa
Economista
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