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Sexta-feira 7 de Agosto de 2020  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

AS RAÇAS

14-02-2020 - Francisco Pereira

Vejo discussões pluviosas sobre racismo por onde quer que olhe, num repente tudo é racismo. Ora a julgar por algumas das observações que vou fazendo por aqui, estou em crer que isso não é bem assim, porque há pormenores que irmanam as “raças” que por aqui existem, diluindo essa pretensa diferença que só existe nas cabeças patetas.

Atentem então. São oito e trinta da manhã de um Domingo que começou nevoento, uma já mais ténue névoa encharca as ruas, cobrindo as pedras da rua com uma escorregadia película, pelo passeio segue pé ante pé, a “velha badalhoca”, senhora muito dado a “améns” e assídua frequentadora dos templos religiosos, firme representante do indígena local, daquela geração de antanho, na mão carrega o balde do lixo, tudo ao molho como convém que isso da reciclagem não é com ela, abre o contentor e catrapumba tudo lá para dentro que se faz tarde, dá meia volta e lá fica o contentor de tampa escancarada, porque a “velha badalhoca” não tem tempo para esses arremedos.

Seis da tarde de um dia de trabalho, regresso a casa, junto ao passeio perto da minha casa está o “barbichas javardo”, digno representante da masculinidade local, carinha de suíno ornamentada com a barbicha símbolo da sua “machidade lusitana”, como é costume aquela ora encontramos o dito passeando o seu rafeireco, um canídeo pateta e mal amanhado, que distribui urina e dejectos por paredes, carros e passeios sem mais aquela para grande gáudio do embevecido e porco dono que jamais apanha a trampa que o cão pespega pelos passeios.

Vamos a meio da tarde de um Sábado, que começou escuro, para agora estar soalheiro, bonito, ali ao fundo ao longe um personagem desloca-se na minha direcção, é um rapaz dos seus quarenta anos, oriundo de um país de leste que tanta gente de qualidade tem enviado para Portugal. Como é seu hábito, este cavalheiro foi a um daqueles locais, agora em voga, abertos 24 horas, onde se pode adquirir café, chá bem como outras bebidas, chocolates, bolos e comida de plástico tão ao gosto da rapaziada actual.

Rua fora aquele bom do cidadão vem a beber o seu café, está agora a cerca de 1 metro do contentor do lixo, acabou de beber o café, o copo vazio de plástico é então atirado para o chão, sem mais delongas. Observo o comportamento porcino desta criatura há meses, há meses que faz sempre o mesmo, os hábitos de higiene daquela rapaziada são muito particulares s não inexistentes.

Vamos a meio da manhã, um cidadão de uma sobejamente conhecida “raça” que gosta particularmente e faz alarde na sua putativa diferença, fuça no contentor do lixo, tira coisas para fora, onde ficam a céu aberto, abre sacos com lixo, que ficam espalhados no chão e segue o seu caminho como se nada fosse, até ao próximo contentor, desde que este tipo de suínos aqui arribou esta imagem tem sido comum pelas ruas.

Fim de tarde, no passeio próximo de uma conhecida pastelaria cá da terra, chamar passeio aquilo é eufemismo, na realidade trata-se de uma extensão da estrada onde por vezes até circulam pessoas a pé, de um carro parado criteriosamente em cima do passeio sai um senhor de meia idade, dizem que é doutor, será pois pessoa importantíssima, acto reflexo, entre uma tossidela o bom do “doutor” larga um valente escarro que aterra no passeio, numa atitude porcina típica dos labregos locais.

Sigo, enquanto me desloco para o emprego, atrás de um grupelho de miúdos e miúdas, já atiraram para o chão, para além de umas cuspidelas, 2 embalagens de batata frita, mais uns papeis de pastilha elástica e agora foi uma lata, a que um dos recos afinca um pontapé, estes miúdos representam, segundo se diz, o futuro da Nação, são os filhos das campanhas por um melhor ambiente, quanto à qualidade dessas campanhas e quanto ao futuro estamos conversados.

É sexta-feira, regresso a casa, sentada num banco 4 senhores oriundos da Ásia, vindos cá para o burgo para enriquecerem a agricultura nacional, degustam umas cervejolas, as latas bebidas vão ficar onde as pousam, bem como as garrafas de vidro, tudo abandonado por aí ao sabor do vento.

Ora meus caros, tendes aqui nestas singelas observações, que gente de várias idades, sexos, credos, de várias “culturas”, de vários continentes e de várias “raças”, que bem, à partida, podíamos julgar diferentes.

Nada de mais errado, pois a observação dos seus comportamentos permite provar sem qualquer dúvida que isso das raças e das cores e das etnias são coisas que só existem nas cabecitas parolas, aqui nestas linhas escrivinhadas à pressa, fica demonstrado que apesar dessas origens, idades e culturas e demais aparentes diferenças o que os une é muito mais poderoso, a porcalhice, o gosto pela imundice, o são convívio com a javardice bem como a apologia da falta de civismo e do não cumprimento das mais elementares regras de higiene faz com que sejam todos irmãos, pretos, brancos, castanhos, amarelos ou cor de rosa os porcos do Mundo estão aqui propalando bem alto os valores do multiculturalismo javardo e a completa idiotice que é o racismo.

Francisco Pereira

 

 

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