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Terça-feira 27 de Outubro de 2020  
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A TEIA EM MATOSINHOS

17-01-2020 - Joaquim Jorge

Matosinhos que, sempre foi governado por socialistas nas próximas eleições autárquicas em 2021, fará mais de 45 anos no poder ininterruptamente. Pode-se sempre alegar que Guilherme Pinto era independente, mas é uma falácia, pois, Guilherme Pinto sempre foi PS, abandonou-o para poder continuar presidente, mesmo sem ser eleito pelo PS. Aliás, Guilherme Pinto convidou-me para fazer parte da sua Comissão de Honra da sua candidatura e eu acedi naturalmente, pois sou apartidário, livre e independente.

Os independentes que concorreram à CM Matosinhos: Narciso Miranda e António Parada. São-no e não o são, pois zangaram-se com o PS e procuraram outra forma de concorrer. Narciso Miranda foi vários anos presidente da autarquia pelo PS, a seguir, perdeu para Guilherme Pinto e Luísa Salgueiro. António Parada, presidente de junta e mais tarde concorreu pelo PS e perdeu para Guilherme Pinto e agora para Luísa Salgueiro.

Matosinhos, ao longo, destes anos começou a tecer uma teia por Matosinhos e respectivas freguesias, uma rede de favores, empréstimos, investimentos e ajudas, também claro, de chantagens, artimanhas e troca de apoios.

A teia com os anos iniciou a sua extensão e fortalecimento com dinheiro público, atingindo o seu apogeu com governos centrais do PS. Em Matosinhos há uma bebedeira de poder, o PS julga que é imbatível, que tem uma força incalculável e que se manterá no poder eternamente. A verdade é que nas últimas eleições em 2017, não teve maioria e governa em coligação com o PCP. De salientar que mais de 50% da população não vota e não liga patavina a política, todavia, há uma nova frente jovem mais disposta à mudança que pode exercer o seu direito de voto. O mito que Matosinhos é PS é um sofisma, nem Matosinhos é PS, nem o PS é o dono de Matosinhos.

A teia é subtil e quase invisível: há uma parte – a classe sem subsídio – que vê a teia e percebe o que se está a passar; há outra parte – a classe do subsídio – não quer vê-la e nega a sua existência.

Esta teia há quem a classifique como máfia ou seita, em que vendo bem não é inexacto e um exagero, eu diria a “ditadura do subsídio”. Quem vive na teia não vive mal: os empresários obtêm contratos e subvenções privilegiadas; as associações boas ajudas, os clubes bons patrocínios; os trabalhadores bons empregos; escritores prémios e cargos; os músicos,actores e directores trabalho. As suas famílias também obtêm ou podem obter. A teia encarrega-se de favorecer os protegidos e os protegidos dos seus protegidos.

Quem vive fora da teia não pode acolher os seus benefícios. É o caso do Matosinhos Independente que tem por finalidade tirar os socialistas do poder.

Em Matosinhos pode criticar-se tudo menos que se ponha em causa o poder do PS.

Não obstante há muita gente (inclusive socialistas) que é consciente da teia, depende dela, mas gostaria de se ver livre dela. Não o podem fazer por que tem implicações económicas e profissionais nas suas vidas.

Sair da teia significa viver sem protecção e apoio dos amigos da teia. E isso não é fácil. Para quê complicar a nossa vida? A troco de quê? Ao fazê-lo é preciso ter muita personalidade e carácter.

O Estado democrático tem a obrigação de facilitar a saída a estes refugiados frustrados e livrar-nos desta teia de interesses e de subsídio-dependência.

Infelizmente é um processo lento, minucioso,leva muito tempo, trabalho, habilidade e dinheiro.

É indispensável fazê-lo para que a teia não asfixie totalmente Matosinhos, por isso criei o Matosinhos Independente, movimento cívico para se apresentar a votos em 2021.

Matosinhos, actualmente, não é um espaço verdadeiramente democrático.

Biólogo, fundador do Matosinhos Independente

 

 

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