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Sábado 6 de Junho de 2020  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

ESPIRITO NATALÍCIO

03-01-2020 - Henrique Pratas

Talvez eu esteja a sentir e a ver as coisas de uma forma completamente diferente mas perdeu-se o espírito natalício, em detrimento da época das compras, dos jantares e almoços de empresas e outros organismos públicos, estamos numa fase de hipocrisia que é acentuada pelo facto de durante o ano a maior parte das pessoas e de quem as dirige não existe comunicação e chega esta altura, há que fazer de conta que tudo vai bem no reino da Dinamarca.

Tudo isto é mentira, é hipocrisia pura e dura, porque no meio destes eventos ainda existem muitas pessoas que não têm que comer e sabendo eu deste facto como é que posso passar um natal tranquilo? É óbvio que não posso estar tranquilo, nem descansado, passo os dias envergonhado por não conseguir mais do que posso por aqueles que estão desprovidos de tudo.

Gostaria de fazer mais todos os dias do ano, mas não consigo, guardar algumas ações para a altura do Natal cheira-me a caridadezinha e eu já vi isto nos tempos da outra senhora.

Para além da democracia que existe neste País estar em perigo há muito tempo, temo que com estas ações e outras surjam sujeitos bem-falantes com o intuito de chegarem ao poder (populistas), para regressarmos de novo ao País cinzento que éramos, mas se o Povo quer assim o que é que se pode fazer. A maior parte das Instituições não funcionam, como já demos conta disso, a inquietação e indignação aumentam, os atropelos e manobras dilatórias aumentam significativamente e quem deve fazer alguma coisa nada faz, que mais poderemos querer nós?

Para mim deixámos de dar importância aos cidadãos que são o elemento mais importante que existe numa sociedade sem elas não existe nada, mas não se pensa assim o que é que eu hei de fazer?

Li num artigo que na Islândia aumentaram significativamente as pessoas e as suas condições de vida em detrimento do financiamento aos Bancos e outros setores de atividade que não foram bem geridos, isto aprece-me certo e questiono-me porque é que não fazemos a mesma coisa por cá, preconceito, forma de pensar e de estar completamente diferente.

Eu já o escrevi e volto a escrever vivemos na ditadura do dinheiro, incutiram nas pessoas que o dinheiro compra tudo e para alguns compra, até a liberdade de atos passiveis de ser condenados e que o não são, mas querem que as coisas sejam assim e perante isto temos tratamentos diferenciados, como é que o comum dos cidadãos entende isto, julgo que a maior parte das pessoas nem sequer sabem que estas situações se passam ou então fazem de conta que não vêm ou ouvem e não dão atenção a estes “fenómenos”, entrámos numa fase alheamento, o que na minha opinião é muito mau para a construção de uma sociedade melhor do que a que existe.

Na maior parte dos Países europeus elegeu-se a preocupação com a reabilitação do meio ambiente, nós por cá anunciámos o mesmo e as preocupações ambientais aumentaram em catadupa e quase todo os dias ouvimos os nossos Governantes falar sobre este tema, a propósito de tudo e de nada, medidas em concreto, não as conheço, sabem por exemplo qual foi o resultado da reunião entre o membro do governo e espanhol sobre os caudais de água, do ponto de vista prático eu não assisti a nada de concreto, mas vamos ver, como em tudo na vida há que esperar para ver e crer que de facto se fez algo de concreto, mas quem é “dono”dos caudais dos rios não vai ficar a descoberto só para atender às relações de boa vizinhança e de ajudar na resolução de um problema que em nada os afetas, esta coisa da solidariedade é boa de anunciar, mas de praticar é muito mais difícil.

Tudo isto para vos dizer que vivemos numa altura de “espirito de natal” onde a hipocrisia impera, o que noutros tempos era mais assumido e mais objetivo, mais concreto.

Henrique Pratas

 

 

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