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AUMENTO DAS PENSÕES DE REFORMA?

13-12-2019 - Henrique Pratas

O Governo acaba de anunciar o aumento das pensões de reforma, eu só fixei a percentagem de aumento para as pensões acima dos 1.200,00 € que é de 0,24%, sim lerem bem 0.0024, o que para uma pensão de reforma de 1.300,00 € dá a módica quantia de 3,10 €, o que é uma fortuna.

Isto é demonstrativo que o que é apregoado sobre a situação financeira portuguesa não é verdade, pois se não existe dinheiro para aumento dos salários das reformas e dos vencimentos da Administração Pública, não há dinheiro para a Saúde, nem para a Administração Interna e as forças de segurança vão continuar a comprar os elementos necessários e suficientes para o desempenho das suas funções e o que é mais curioso é que é o Ministro das Finanças que não disponibiliza as verbas necessárias para estas e para as outras áreas onde é necessário investir para que o é importante para a sociedade portuguesa, por causa a obsessão do deficit.

Andamos nisto há anos e não se verifica um crescimento na economia, continuamosa caminho do abismo, aplicando medidas perfeitamente descabidas e desprovidas de qualquer sentido económico, mas como escrevi anteriormente a obsessão do deficit sobrepõe-se a tudo e a todos.

Esta proposta de aumento das reformas é oriunda de um partido que se diz socialista e isto é muito estranho, não é que me admire, pois o seu passado deixa algo a desejar, este tipo de comportamento é inqualificável e pelo que conheço muitos dos militantes não se vão rever neste processo todo, mas uma pergunta eu deixo, “será que as pessoas votaram em consciência, será que os conteúdos programáticos das campanhas eleitorais tinham estas medidas?”.

Se as mesmas constavam custa-me a crer que quem votou no partido que formou governo, votassem por impulso, mas se o fizeram agora vão poder provar do “veneno” que os fez acreditar, não auguro nada de bom, mas o “povo” é soberano.

O que lamento é que os abstencionistas, que conseguiram a maioria absoluta, estejam a ser “envolvidos” por estas medidas.

Lamento tudo o que está a acontecer e o que mais acontecerá, porque com esta gente não se pode augurar nada de bom, vivemos num tempo político de terra queimada, individualizada e onde os valores que eram desejáveis de viver em sociedade estão cada vez mais longe de ser uma realidade, porque se fomenta precisamente o contrário.

Tudo isto é triste mas é o que temos para viver/sobreviver, perguntarão muitos de vocês e outros o que fazer?

Não lhes sei dizer nada, nem sequer tenho alguma perspetiva ou desconfiança.

Henrique Pratas

 

 

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