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Quarta-feira 13 de Novembro de 2019  
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ABSTENCIONISMO

08-11-2019 - Henrique Pratas

Com o aumento da abstenção que se tem vindo a agravar nas eleições em Portugal, ainda não perdi a esperança destes virem a ser chamados pelo Presidente da República a formar Governo.

Atendendo ao volume que é registado, motivado pelo completo desinteresse que os diferentes partidos demonstram na resolução dos nossos problemas, os leitores pagam-lhes coma mesma moeda, pura e simplesmente não vão votar, porque estão cansados e fartos de promessas não cumpridas.

O apelo há votação só se faz em vésperas das mesmas, enquanto na minha opinião este trabalho de redução da abstenção deveria ser um ato constante e sistemático com os diferentes partidos a tomarem as medidas que propuseram em sede de candidatura, acompanhado de uma discussão aberta há população para que esta se sinta envolvida na resolução dos problemas do País. Isto deveria ser feito não por obrigação mas como um processo consistente de concretizarem o que os cidadãos eleitores desejam para si e para o seu País.

Nunca ninguém sabe tudo ou conhece todos os pormenores, por vezes os habitantes de determinadas zonas que são objecto de intervenção, sejam elas de que cariz sejam, conhecem muito melhor o terreno que os técnicos que são designados para elaborar o projecto ou executar a obra. Muitas das vezes estes têm única e exclusivamente o conhecimento técnico para que se possam executar as medidas os cidadãos eleitores têm o conhecimento prático e real da situação que se pretende executar e não é por causa desta troca de ideias que uns são mais importantes do que outros, são complementares, complementa-se o conhecimento técnico com o conhecimento prático que conduz a um maior envolvimento de todos em torno daquilo que deveria ser um objectivo comum e não uma decisão política.

Isto é a forma que eu entendo como se deveria combater a abstenção, não há nada melhor do que fazer que as pessoas estejam envolvidas no processo de decisão e na participação activa da resolução dos problemas que as afectam, quando assim não é o resultado é aquele que temos, o completo alheamento do que se passa há nossa volta e cingindo-nos apenas há nossa vida individual, como se esta forma de estar fosse a solução para alguma coisa.

Comportando-nos desta forma estamos apenas a adiar a resolução das coisas que nos dizem directamente respeito e que podem melhorar as nossas condições de vida.

Se é que existem soluções ou receitas para resolver a situação que se passa com o aumento da abstenção eleitoral, a que vos descrevi pode ser uma delas, mas estou certo que outras existem e provavelmente melhores do que aquela que apresentei, mas que é necessário fazer alguma coisa é, sob pena de termos a ABSTENÇÃO a governar este País, se é que este modo de governação é exequível.

Henrique Pratas

 

 

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