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MOTORISTAS

23-08-2019 - Joaquin Jorge

Em Portugal há cerca de 50 mil motoristas de veículos pesados de mercadorias, 900 dos quais a transportar mercadorias perigosas.

Há a ANTRAM (Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias) vulgo patrões, depois temos a FECTRANS (Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações) o sindicato mais antigo, o SIMN (Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias) fundado em 2015 e o SNMMP (Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias) fundado em 2018.

Tenho muito respeito pelas variadas profissões em Portugal, médicos, professores, enfermeiros, jornalistas, operacionais de todo o tipo, juízes, etc.

Mas confesso que não gostaria de ser motorista de transporte de mercadorias perigosas. Além do risco de andar na estrada, acresce uma enorme responsabilidade e o perigo de ocorrer um desastre e o motorista ser atingido irremediavelmente.

Ainda, recentemente, vi o Presidente da República entrar num camião e fazer uma viagem até ao Porto, para se inteirar como é a profissão de motorista que não é nada fácil.

É preciso que se diga que quando se faz uma greve, quem a convoca procura provocar os maiores danos possíveis para fazer ver as suas reivindicações.

Não podemos como portugueses, olharmos somente para o nosso umbigo, pensarmos no que nos convêm, nas nossas férias e nos transtornos que podem causar para quem se desloca de automóvel. Nem me atrevo a falar na inveja que causa os possíveis aumentos de ordenado.

Devemos sempre, por norma, pormo-nos no lugar de quem está a reivindicar algo e procurar perceber as suas razões.

Não tenho dúvidas que esta luta, também é pela hegemonia nos sindicatos. A FECTRANS é o mais antigo e formaram-se o SIMN em 2015 e recentemente o SNMMP, com toda a certeza os motoristas não estão contentes com a actuação da FECTRANS.

O Governo não pode fazer muito além de mediador, mas pode dissuadir os patrões a terem outra postura que é retrógrada há 22 anos. A crise com a entrada da troika, deu azo a abusos dos patrões sem precedentes e com os trabalhadores a cederem com receio de perderem o seu emprego.

Os patrões não podem fazer o que lhes apetece actuando como se o 25 de Abril não tivesse existido, aproveitando-se das fragilidades de quem para eles trabalha todos os dias.

E, porque não dizê-lo os motoristas aperceberam-se com a greve em Abril que uns poucos conseguem parar o país, daí este conflito sem precedentes.

Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores

 

 

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