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FUNCIONÁRIOS BANCÁRIOS

12-07-2019 - Henrique Pratas

Já devem ter dado conta das alterações operadas nos funcionários que estão atrás de um balcão de um Banco, a meu ver para pior. Supostamente deveriam ser uns prestadores de serviços, mas não o são como devem ter dado por isso, alguns, obviamente que existem honrosas exceções, mas a maioria é arrogante e pouco simpática, porque não entenderam ainda uma coisa que é básica, não perceberam que se não formos nós cidadãos a depositar os nossos vencimentos, pensões ou outro tipo de rendimentos eles não estão lá a fazer nada.

Eu como já tenho alguns anos em cima sou do tempo em que os empregados dos Bancos eram simpáticos afáveis e prestáveis, porque sempre nos diziam o que havíamos de fazer com o nosso dinheiro e recebiam-nos com educação e de uma forma gentil, colocando-se na posição de um verdadeiro prestador de serviços.

Nos dias de hoje em que os bancos “trocaram” as PESSOAS a que me refiro anteriormente por “meninos” que não pensam e se limitam a fazer o que lhes mandam, mal, onde colocam pessoas que tiraram o Curso da Escola Agrária em Santarém como sub-gerente de dependência, está tudo dito. Não é pelo facto de terem frequentado e tirado o Curso na Escola Agrária de Santarém, mas apenas e única e exclusivamente porque não foram educados e ensinados para exercerem estas funções, não quero dizer com isto que se começarem do inicio e percorrerem todo o caminho necessário e suficiente para adquirirem as funções de sub-gerente não o possam ser, antes pelo contrário, o que me admira é que saiam da Escola Agrária e são colocados logo nessa posição.

Este é um dos aspectos o outro decorre de terem criado a figura dos gestores de conta, que são no caso vertente o pior que podiam ter feito, porque experimentem ligar par o vossa dependência bancária e peçam para falar com o vosso gestor de conta e a resposta vai ser ou “está numa reunião neste momento com um cliente” ou “está numa reunião fora” se deixarem o vosso contato telefónico ele ou ela nunca vos devolverá a chamada ou muto dificilmente o fará, provavelmente até já se esqueceram do que queriam tratar. Isto acontece se ligarem durante o período normal de trabalho, se ligarem de manhã há abertura do Banco nunca os encontra porque ou foram beber um cafezinho ou ainda não chegaram. Já agora esta do cafezinho está institucionalizado, deveria fazer parte dos Acordos Coletivos de Trabalho e de todas as Convenções Coletivas de Trabalho, a primeira coisa que se faz depois de abrirem as portas do Banco é saírem para irem tomar o seu cafezinho.

Esta criação dos gestores de conta deu-se para enviarem para a reforma os ex-empregados bancários que já tinham muita experiência adquirida e que não eram a voz do dono, sabiam não faziam tudo o que lhes mandavam, alertavam para os perigos de uma tomada de decisão, enfim eram profissionais da Banca, mas o que os senhores que mandam queriam era funcionários que executassem as suas ordens sem questionarem o que lhes diziam para fazer e o resultado está há vista não é necessário voltar a ilustrar o que se passa e passou na Banca.

Andámos de cavalo para burro e noutro dia quando um motorista de táxi me questionou qual seria o melhor Banco para depositar as suas poupanças e a poupança que estava a fazer para uma filha que tem, eu fiquei sem capacidade de lhe dar resposta.

Até prova em contrário são todos iguais, nenhum se distingue pela excelência da prestação de serviços, apenas uns funcionam menos mal do que os outros.

Convém aqui relembrar que uma das funções do Banco de Portugal é supervisionar e atribuir as autorizações necessárias para o funcionamento destes Bancos, mas a avaliar pelo o atual estado de coisas, este limita-se a conceder a autorização necessária para poderem abrir portas a supervisão e o modo de funcionamento é secundarizado ou deixado completamente ao abandono porque outros valores mais altos se levam e favor com favor se paga e temos um sistema bancário completamente viciado e pleno incompetências.

O Banco de Portugal tendo perdido a capacidade para emitir moeda, deixou de possuir a principal função que lhe era atribuída, neste preciso momento é mais um “albergue” de ex-deputados, de ex-secretários de estado ou de outros políticos que tiveram que ser encaixados em algum lugar.

Deste modo, assistimos àquilo que vemos todos os dias as taxas, taxinhas, comissões e outro género de despesas a serem-nos cobrados para sustentar a má prestação de serviço bancário que nos é prestada e a sustentação dos Bancos que deveriam ter ido há falência e não foram por razões meramente de imagem perante o Banco Central Europeu, mas os desmandos e vícios na Banca continuam e nós simples e comuns cidadãos vamos sustentando-os e temos um serviço prestado pelos Bancos com portas abertas ao público que deixa muito a desejar.

Henrique Pratas

 

 

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