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VOTE

07-09-2013 - Francisco Pereira

Aproximam-se as eleições autárquicas, as posições encontram-se claramente definidas e extremadas, com as trapalhadas costumeiras pelo meio, o que deixa o pobre eleitor varado de dúvidas. As várias propostas que se apresentam, oscilam entre as historietas gastas dos aparelhos partidários e as romanescas diatribes dos grupelhos organizados ditos “movimentos independentes”, que de independentes pouco o nada possuem.

Encontra-se o pobre eleitor numa encruzilhada. Sabendo nós do analfabetismo político da nossa sociedade, onde continuamos a votar por todos os motivos e mais alguns, excepto por motivos objectivos. Esperemos que a balbúrdia não redunde como quase sempre, nos últimos trinta anos, numa vitória expressiva da abstenção. A abstenção que tem maculado os actos eleitorais, devia já ter feito os políticos perceber que as coisas não estão bem, infelizmente como somos dirigidos por organizações partidárias que mais se parecem com as escuras associações de crime organizado, ninguém parece colher desse dado informação útil.

Votar em consciência exige de cada pessoa uma cuidada reflexão, uma ponderada análise às propostas das várias candidaturas, para que objectivamente se escolha a que se considere mais apta e mais capaz e não porque o candidato fala bem, ou porque arranjou o passeio, ou porque é primo de fulano de sicrano, intrinsecamente uma candidatura tem de ter ideias, que ajudem a melhorar a vida das pessoas, é isso que se espera de alguém que se propõe governar em nosso nome, que nos proteja, que traga qualidade de vida às nossas terras, e qualidade de vida não são estradas e prédios!

O pior é que quando olhamos para os programas das candidaturas, a coisa é um deserto de ideias, uma aridez intelectual confrangedora, que nos faz realmente considerar que se o tal cidadão que se abstêm não terá razão, infelizmente esta é triste realidade a que assistimos, as variadas listas, são de uma pobreza franciscana atroz, que se explica pelos fracos níveis de cidadania activa de uma população que parece mais interessada em tricas e questiúnculas ridículas, que perdeu por completo a sua identidade, o seu comportamento gregário, a sua educação e civismo, bem como pela fraquíssima qualidade geral dos candidatos, frouxos, culturalmente néscios, academicamente miserandos, sem experiência de vida, apenas meros tachistas oportunistas.

Mas apesar de todos esses escolhos, é essencial que todos cumpram o dever de activamente exercer o seu direito de voto. Só assim podem reclamar com mais acuidade os seus direitos e questionar os governantes acerca das opções que escolhem, num modelo livre e democrático. Por muito que ache que o exercício do voto não serve para nada, vá votar, exerça o seu dever, vote!

Francisco Pereira

 

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