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Quarta-feira 19 de Junho de 2019  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

DITADURA FINANCEIRA

07-06-2019 - Henrique Pratas

Nós que pensamos que vivemos numa suposta democracia, atravessamos um período em que de facto o que impera é uma ditadura financeira.

Com o desmoronar das atividades pouco transparentes que a Banca desempenhando há largo tempo e que só agora apenas algumas deram cor de si, porque para além das que conhecemos existem muito mais que ainda se vão descobrir.

Como devem ter assistido viemos a ter conhecimento que muitos dos Bancos concediam créditos a toro e a direito a algumas figuras de proa da nossa sociedade que manipulam nos bastidores todas as operações de financeiras com distribuição de dividendos escalonados através de diferentes graus consoante a posição e o grau de influência da atribuição do crédito solicitado. Foi aquilo a que designamos por regabofe, ou melhor fartar vilanagem e isto durou tempo demais para uma economia como a nossa que tem pouca elasticidade e capacidade de regeneração muito reduzida, previa-se o pior e o mesmo veio a acontecer e cá estamos nós cidadãos comuns para arcar com todos e quaisquer desmandos que praticaram, não é apenas para isto que servimos? Ou será que já conseguimos demonstrar a esta “cambada” que não servimos apenas para isto?

Na minha opinião não, somos e temos sido uns cordeirinhos submissos que nos colocamos a jeito par tudo, já vimos estas situações acontecerem noutros Países como por exemplo a Islândia e a “rapaziada” lá tomou conta do poder e geriram eles os seus destinos. Em primeiro lugar expulsaram o Governo e tomaram eles as rédeas dos seus destinos a todos os níveis, desde o governamental até ao da gestão dos próprios bancos, os ex-governantes e ex-banqueiros foram todos presos e os lugares assumidos por gente oriunda do Povo com orientações perfeitamente delineadas e com um objetivo comum colocar a sua economia em alta, sem dívidas, exportadores de produtos excedentários e criando as situações para a autossuficiência e satisfação das necessidades internas.

Foi duro, não foi fácil, mas nem por uma vez o Banco Mundial se atreveu a fazer qualquer tipo de intromissão ou ingerência se quiseram e eles lá estão com uma economia voltada para as pessoas, sem deficit, sem dívidas a qualquer organismo internacional (amigo) e a trabalhar em prol daqueles que tiveram o privilégio de lá nascerem e continuarem a viver de acordo com o destino e o futuro que desejam para as suas vidas.

A grande diferença é que lá quem decide é o Povo e provavelmente em termos conceptuais, estão mais próximos do que é uma democracia, por cá quem manda são os capitalistas e aqueles que almejam lá chegar, sobre um manto diáfano DE DEMOCRACIA.

Henrique Pratas

 

 

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