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DIREITO DE OPINIÃO

07-06-2019 - Henrique Pratas

Na minha opinião os portugueses e em particular a minha pessoa sente que cada vez mais o direito de opinião está restrito a um certo número de pessoas, há grande maioria a mesma pode ser emitida mas muito baixinha e onde ninguém ouça de preferência.

A liberdade de expressão na minha perspetiva está em causa, a maior parte das pessoas não se pode exprimir livremente ou pode mas tem que arcar com as consequências que são serem apontados por quem manda na sociedade vigente aos pelos seus acólitos.

Deixámos de ser livres em quase todos os sentidos só não o somos na capacidade de sonhar se é que que ainda esta capacidade não foi retirada há maior parte dos portugueses. Com as pessoas com que vou falando, dizem-me que já perderam a vontade de tudo, que não têm objetivos e que estão fartos disto. Este mau estar criado na generalidade da população tem vindo a aumentar significativamente e o incómodo começa a fazer-se sentir a todos os níveis, pessoal e profissional, neste último as pessoas já se estão a borrifar para tudo, dou-lhes um exemplo concreto que é real, uma senhora fez uma cirurgia aos intestinos para retirar um carcinoma, cuja extensão era desconhecida nos exames auxiliares de diagnóstico. A intervenção cirúrgica correu bem tanto quanto se pensa e a médica, que para além de médica acumula com o facto de ser uma pessoa, marcou-lhe a consulta para uma semana depois da alta, depois de ter enviado todo o processo para o serviço de radioterapia, porque nestas situações mais vale prevenir do que remediar. O motivo pelo qual ela marcou a consulta para uma semana depois de ter alta, tem a ver com um facto que vos vai deixar abismados e que é que os serviços de radioterapia não estão a funcionar convenientemente, devida às políticas que são implementadas na Saúde.

No dia da consulta a médica fez-lhe apenas uma pergunta, “ a senhora já foi chamada para começar a fazer radioterapia? A resposta não se fez esperar “ até há presente data não!”.

A médica ligou para os serviços de radioterapia e a resposta que obteve foi que se tinham esquecido do processo, mas que iam imediatamente dar andamento ao mesmo. A médica explicou depois há senhora por que razão é que marcava as pessoas para uma semana depois, pois estas situações eram recorrentes.

É este o ponto de situação em que nos encontramos, as pessoas pura e simplesmente, esquecem-se, não querem saber, mas alguém com poderes conferidos por nós comuns cidadãos afirmam como sendo uma verdade absoluta que está tudo bem e será que não está? Ou serei eu que nasci no País errado?

Aproveito o ensejo para rematar este meu texto com um facto que não me passou despercebido, provavelmente não só a mim, mas também a muitos de vós e que foi em vésperas da comemoração do 25 de abril de 1974, deste ano ter aparecido uma gravação áudio que esteve retida desde novembro de 1975 até há presente data. Acho isto muito estranho que ela tenha aparecido neste momento e tendo com “intérprete” e simultaneamente decifrador um ex-membro do grupo dos 9 sobejamente conhecido de todos vós e que aparece sempre em todos os eventos sobre o 25 de abril de 1974, como figura de proa.

Não sou desconfiado por natureza, mas não havia outra altura para apresentar o novo livro que se fez a partir de uma gravação áudio guardada em segredo durante anos e anos, isto é muito estranho, para mim, já agora e os militares que foram presos logo a seguir ao 25 de novembro de 1975 e que estiveram no presidio da Trafaria, alguns com guia de marcha para a Madeira, para que durante a “viagem” fossem abatidos ou fuzilados, como queiram, não têm o direito ao contraditório ou a emitir a sua opinião.

Conheço alguns deles que carregam com essa cruz até aos dias de hoje, outros tiveram que se “ausentar” do País para poderem sobreviver, fazendo das tripas coração e sofrendo na pele o pão que o diabo amaçou, será que esta história não deverá ser contada, talvez venhamos a conhecer ou a estar mais perto do que aconteceu no 25 de abril de 1974 e no 25 de novembro de 1975, seria bom que quem passou por estas situações as fosse divulgando. Provavelmente fazem-no alguns, mas não têm a dimensão nem a atenção que se dá quando se quer demonstrar que tudo o que ocorreu foi um mar de rosas, não foi existem muitos escolhos neste processo. Se não os conseguirem divulgar pelas razões que invoquei pelo menos deixem-nos por escrito, porque, quem sabe um dia algum investigador pegue nesses “escritos” e faça a sua análise e conte a verdadeira história dos factos que ocorreram entre o 25 de abril de 1974 e o 25 de novembro de 1975.

Henrique Pratas

 

 

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