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QUANDO AS MENTIRAS PASSAM A VERDADES

31-05-2019 - Henrique Pratas

Ao ler a noticia que vos transcrevo em baixo, penso logo naquela prática hitleriana e não só que uma mentira é repetida tantas vezes até que toda a gente passa a acreditar Ora de acordo com a informação das Finanças “apontam para mais de 390 mil trabalhadores com valorizações salariais num universo de 683 mil trabalhadores da administração pública.

Quase 60% dos funcionários públicos tiveram progressões ou promoções até fevereiro deste ano, no âmbito do descongelamento de carreiras que entrou em vigor em janeiro de 2018, anunciou o Ministério das Finanças.

Os dados provisórios constam de um comunicado divulgado após uma ronda negocial com as estruturas sindicais da administração pública e resultam do último levantamento feito pela Inspeção-Geral de Finanças, com data de referência de 28 de fevereiro.

Segundo as Finanças, os dados “apontam para mais de 390 mil trabalhadores com valorizações (57%, num universo de 683 mil trabalhadores da administração pública) ”.

O último balanço feito pelo Ministério das Finanças, divulgado em julho, dava conta de um total de 344 mil trabalhadores com progressões até junho, excluindo dados das administrações locais e regionais.

As progressões na carreira estão a ser pagas faseadamente desde janeiro do ano passado, nos termos da Lei do Orçamento do Estado para 2018.

Assim, quem no ano passado já reunia as condições para progredir começou por receber 25% do acréscimo salarial em janeiro de 2018 e 50% em setembro. O faseamento prevê o pagamento da próxima tranche (75%) este mês e de 100% em dezembro”.

Quem ler isto até parece que é verdade mas a realidade é completamente diferente, seria importante que explicassem quem foi aumentado ou progrediu nas carreiras e que critérios foram utilizados para que estes acontecessem, seria francamente mais honesto e correto explicar como, quando e porquê, estou farto de mentiras atrás de mentiras, se não vejamos trabalhadores da administração pública que se encontravam na situação de precários a auferir por exemplo 1.870,88 € em 14 meses, passaram com a resolução da situação de precaridade a auferir 1.201,48 € durante 14 meses e o diferencial, ou seja 669,40 € apenas são pagos 12 meses a título de complemento do vencimento. Isto é tínhamos trabalhadores na situação de precaridade, sem que legalmente tal situação se justificasse a auferirem anualmente 26.192,32 € e depois de “resolvida” a situação da precaridade os mesmos trabalhadores passaram a auferir anualmente 24.853,52 € (1.201,48 € X 14 + 669,40 € X 12), ora o “aumento” foi de -1.338.80 €.

Se se fala deste tipo de aumentos generalizados fica aqui a prova provada que uma vez mais aquilo que se afirma não corresponde há verdade, nestas matérias como noutras temos que ser sérios, ainda para não falar que existem setores da administração pública, como por exemplo o da Saúde, nomeadamente nas Unidades de Saúde e Centros de Saúde, que a situação dos precários ainda não foi resolvida ou apresentada qualquer solução para que a mesma seja resolvida, sejamos sérios e tratemos destas coisas com elevação e sentido de estado.

Henrique Pratas

 

 

 

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