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DA GERINGONÇA Á TRAQUITANA

10-05-2019 - José Janeiro

Apenas podemos “olhar” para o que se passou esta semana como o descredito total dos políticos e a categoria dos que são eleitos para nos governarem. É indescritível a enorme palhaçada a que assistimos.

Pela segunda vez (contrariamente ao referido inúmeras vezes), é a realmente a segunda vez em que os partidos se unem em traquitana para encontrar supostas soluções. A primeira originou a queda do governo Sócrates e a vinda da Troika e a segunda a semana passada para cativarem uns votos de uma classe profissional, se assim não fosse, por certo esta tontice nunca se teria passado.

A historia é no mínimo bizarra. Os intervenientes da reunião da comissão de educação, votaram a recuperação total do tempo dos Professores, em união de facto dos partidos de extrema esquerda e de direita contra o PS, uma traquitana e um par de cornos á geringonça portanto.

Esta coligação avidamente quis conseguir uns votos porque as sondagens não descolam, mas o tiro no pé foi evidente e num acto demonstrativo da impreparação dos cachopos originados nas universidades de verão que irrefletidamente não analisaram todas as hipóteses, o Costa comeu-os de cebolada. Foi digno de se ver o absurdo: que o descongelamento das carreiras dos Professores não implicariam aumento da despesa, ou seja seria dinheiro virtual que se iria “imprimir” para não pagar. A imbecilidade no seu total esplendor.

Quando se aperceberam que afinal havia duas implicações: despesa e uma catadupa de exigências por parte das outras classes profissionais publicas, inventaram uma solução: “norma travão”, imagine-se, sendo o pagamento apenas feito se houver bons resultados económicos. Mas não será sempre assim?

Não! Não é sempre assim, basta haver um espirro da banca que o dinheiro aparece havendo bons resultados ou não.

Mas a par desta situação desprezam-se outras: as inúmeras empresas que fecharam, os imensos desempregados por esse motivo, a estagnação salarial dos privados por igual período, estes não têm protecção alguma e são cidadãos de segunda. Não se pretendem desenhar aqui juízos de justiça ou não, das revindicações, mas a igualdade constitucional ali vertida, para não ser mais uma letra morta a par de tantas, isso é de somenos importância na contabilidade dos votos potenciais.

O nojo de contradições de toda a classe politica, sem excepção, demonstra bem a qualidade dos tontos que são eleitos pela abstenção. Infelizmente esta palhaçada vai provocar não uma revolta nas urnas, pelo voto em partidos fora do sistema, mas irá beneficiar os mesmo de novo pelo previsível aumento abstencionista que apenas favorecem os que já ali estão e que fazem as figuras mais ridículas que ultrapassa por vezes a imaginação mais fértil.

Até para a semana

José Janeiro

 

 

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