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EDUCAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL – Um desafio no presente para um futuro sustentável (parte 1)

11-10-2013 - João Torres

Todos os cidadãos têm direito a um ambiente humano e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender...” um princípio consagrado na Lei de Bases do Ambiente (Lei n.º 11/87, de 7 de Abril) no seu artigo 2º que visa a harmonia entre a acção do Homem e o Ambiente.

Num mundo caracterizado por uma exploração descontrolada da Natureza e pela degradação crescente do Ambiente, a Escola tem um importante papel a desempenhar, não apenas na transmissão de conhecimentos científicos e técnicos, mas também no desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade, de atitudes e de valores susceptíveis de assegurar aos cidadãos do futuro, um papel activo e responsável na evolução da sociedade. Estes mesmos objectivos são realçados pelos programas de várias disciplinas, dos diferentes níveis de ensino, que apontam a Escola como um espaço privilegiado na preparação dos alunos para um Mundo necessariamente muito diferente do actual.

Podemos afirmar que, desde a Revolução Industrial, a sociedade tem sido condicionada a acatar as ideias, de que, o "progresso" e a "melhoria das condições de vida" justificam a exploração intensiva dos recursos da Terra e, de que, tanto a ciência como a tecnologia representam a panaceia universal para todos os males da sociedade actual. Frequentemente, as nossas "necessidades" foram condicionadas e exageradas de forma a "correspondermos" à ânsia de crescimento, muitas vezes irracional, do sistema tecnológico. Simultaneamente, a publicidade tem sido utilizada para encobrir os aspectos negativos da tecnologia, criando a ilusão do usufruto de benefícios infindáveis a troco de custos ou riscos irrisórios. No entanto, deparamos quotidianamente, com diversos problemas suscitados por aplicações tecnológicas, usadas de forma descontrolada e inconsequente.

Provavelmente, a única forma de se pôr cobro a este crescimento tecnológico desmesurado e irreflectido, será a construção de uma consciência social forte da população em geral, através da sensibilização, da informação e de uma reflexão/discussão alargada.

No entanto a evolução tecnológica não é necessariamente um aspecto negativo. Em muitas circunstâncias é uma das únicas ferramentas para minimizar os impactes de certas actividades. Dever-se-á é utilizar essa mesma evolução tecnológica de uma forma sustentada.

A resolução dos problemas resultantes da utilização abusiva dos recursos colocados à disposição pelo nosso planeta não deverá ser deixada apenas aos políticos, aos cientistas ou a qualquer outro grupo limitado. A degradação actual do ambiente é uma consequência dos valores da sociedade actual, centrada no consumismo desenfreado, no individualismo e no lucro fácil e imediato. Logo, toda a sociedade deverá estar envolvida na concretização de um melhor ambiente e na formulação das políticas que regulem as profundas implicações do rápido "progresso" tecnológico.

No entanto, este envolvimento requer que a população esteja informada sobre as implicações nefastas de uma exploração exaustiva e irreflectida dos recursos ambientais. A participação pública assume aqui extrema importância no sentido de haver informação objectiva sobre as questões ambientais para que o Público, também ele, possa compreender e ajustar ideias nesse âmbito.

Assim, a Educação e Sensibilização Ambiental devem contribuir para que os alunos actuais, cidadãos do futuro, adquiram as capacidades, que os ajudarão a avaliar as consequências e a corrigir os eventuais problemas resultantes da utilização descontrolada dos recursos da Terra; proporcionar os conhecimentos sobre a natureza e valorizar as atitudes de pensamento crítico, fomentar a tomada de decisões e desenvolver a criatividade.

É importante que os projectos educativos e os projectos de animação sociocultural contemplem a abordagem de questões relativas ao ambiente, sob os aspectos científico, económico, ético e cultural. Estas actividades devem ser realizadas de modo a que o público em geral possa tomar consciência da possibilidade de contribuir para a melhoria das condições de vida da sua comunidade, através da realização de acções úteis e apreciadas por todos. Aos cidadãos deve ser proporcionada a possibilidade de participarem activamente, reflectindo e agindo sobre o ambiente. A população deve tomar consciência, da sua capacidade de influenciar o mundo em que vive e do interesse global de uma ética ambiental.

Tendo a consciência que a Educação Ambiental dos cidadãos é indispensável para o desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas declararam a 1 de Março de 2004 a década da “Educação para a Sustentabilidade”, 2005 a 2014, uma vez que é necessário cada vez mais ter uma opinião pública esclarecida e participativa.

A Educação Ambiental (EA) constitui um processo de reconhecimento de valores e de clarificação de conceitos, que promove a aquisição não apenas de conhecimentos e conceitos mas, fundamentalmente, de capacidades, comportamentos e atitudes necessários para abarcar e apreciar, as relações de interdependência entre o Homem, o seu meio cultural e o Ambiente.

A consciencialização ambiental, que foi sendo tomada nas últimas décadas do século XX, fez emergir um conjunto de questões relevantes para o desenvolvimento do currículo educativo.

O aparecimento da Educação Ambiental é o resultado de múltiplas alterações demográficas e de alterações no padrão de uso dos Recursos Naturais, associadas a um desenvolvimento tecnológico muito rápido e por vezes desregrado.

João Torres

 

 

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