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ELEIÇÕES EUROPEIAS

29-03-2019 - Manelinho de Portugal

Desde que em Portugal existem eleições para o Parlamento Europeu (PE) -e já lá vão algumas décadas- os portugueses têm desprezado as mesmas.

A importância, ou não, de tais eleições, como é mais do que sabido, a classe política do “sistema” (leia-se todos os partidos com assento na Assembleia da República) nunca conseguiram, ou melhor, quiseram, esclarecer os eleitores sobre as mesmas, e o que, mediante os seus deputados no PE, pretendiam fazer, ou fizeram, no decurso dos respectivos mandatos.

Assim, sem saber para quê votar em algo “desconhecido”, e sem que os candidatos esclareçam os votantes sobre os poderes do PE, o que nele pretendem ou não defender, não é de admirar que a lusa gente, tal como muita outra da Europa, se alheie deste acto eleitoral, sendo que para a esmagadora maioria dos mesmos as eleições para este órgão apenas significam a partidária indigitação premiada de alguns dos seus filiados/militantes para, em pouco tempo, se tornarem milionários -no mínimo 5 anos. É que em termos líquidos, um deputado português no PE pode chegar a auferir mensalmente a módica quantia de € 20.000,00 (sim, vinte mil euros)!

Mas que poderes tem o PE, único órgão da UE eleito democraticamente por sufrágio directo e universal?

A resposta é: “nenhuns”!

Quase todo o poder no seio da UE está substancialmente concentrado na Comissão Europeia, cujos membros não são eleitos democraticamente, mas antes nomeados pelos governos dos países membros -e consoante a sua “côr” política. Mas por detrás daquela, existe uma incomensurável teia de direcções-gerais, comissões, etc. puramente burocráticas, não eleitas, não escrutinadas e sem qualquer legitimidade popular, cujos membros, principescamente pagos e com várias isenções fiscais, são meros funcionários que arbitrariamente decidem e impõem aos respectivos Povos normas que, indiferenciadamente, lhes podem ser benéficas ou prejudiciais.

Assim sendo, como o PE não tem qualquer poder decisório, mas apenas de formulação de propostas à Comissão, o mesmo afigura-se uma caricatura, aliás bem triste, de uma assembleia democrática.

Salvo melhor opinião, excepto para os partidos portugueses do “sistema” (com assento na A. R.) que conseguem colocar os “seus” no “euro-milhões” que é o PE, as próximas eleições europeias mais não serão do que umas “primárias” das legislativas que se lhe seguirão.

E em defesa e para corroborar o que acima se acaba de escrever, pergunto ao leitor comum o seguinte:

1 – Sabe quem são os candidatos de cada partido do “sistema” ao PE?

2 – Sabe o que os respectivos partidos defendem e os seus eventuais deputados se propõem defender ou fazer em termos do interesse nacional?

3 – Há mais de 25 (vinte e cinco) anos de PE e deputados portugueses ao mesmo já algum deles prestou contas do seu trabalho ao respectivo eleitorado?

Quando a Europa (leia-se UE) atravessa uma crise complexa, grave e multifacetada em termos internos, e até (atrevo-me a dizer) externos, principalmente consubstanciada no Brexict britânico e na “avalanche” de pseudo-refugiados (imigrantes ilegais) médio-orientais e magrebinos, de cujas comunidades em solo europeu parte dos atentados terroristas, violações e outros tipos de crimes -violentos ou não-, é caso para perguntar aos candidatos a deputados no PE pelos partidos do “sistema” o que pensam e propõem para mitigar tais flagelos.

Será que só lhes interessam as “agendas” do “politicamente correcto” e da “ideologia de género”!?

Salvo erro (mas também não sou grande leitor de jornais e expectador de tv), ainda não vi nem ouvi qualquer candidato ao PE informar o eleitorado sobre as suas ideias e o que pretende fazer caso seja eleito -sendo que não espero que o venham a fazer!

Deste modo, ainda que com a mais do que proverbial grande abstenção nas eleições europeias, os resultados destas servirão como uma espécie de “sondagem” para as legislativas -sendo certo que as mesmas não são comparáveis. Mas ainda assim…

Portanto, sem exprimir a minha intenção de “voto” ou “não voto” nas eleições para o PE, exorto os leitores a procurarem por todos os meios possíveis ao seu alcance obterem informações sobre os “intentos” partidários do “sistema” e seus eventuais deputados, caso sejam eleitos.

É que podendo afigurar-se estas eleições como “menores”, a verdade é que apenas têm um único círculo eleitoral nacional, pelo que, do Minho ao Algarve e Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, todos os votos contam!

Manelinho de Portugal

 

 

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