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Fundo de Recapitalização Bancária

15-03-2019 - Henrique Pratas

Se dúvidas subsistissem ontem o economista Vítor Bento, ex-administrador do BES, explicou muito bem aos portugueses que o fundo de recapitalização bancária é constituído por dinheiros dos contribuintes e consequentemente em última análise quem vai suportar todos os desmandos praticados no BES serão os contribuintes com uma agravante, dado que o mesmo foi vendido por um determinado valor o que está em divida será suportado pelos contribuintes até que o mesmo seja rentável e depois entregue como “carne do lombo” a quem o comprou.

Estamos perante mais um ato de pouca capacidade negocial e onde os interesses dos portugueses são relegados para segundo plano. Não se esqueçam que o nosso, brilhante Ministro da Economia, afirmou aos sete ventos que os contribuintes jamais iriam contribuir para o novo empréstimo que será realizado ao Novo Banco, mais uma inverdade, porque se bem se recordam, acrescentou que no final da recapitalização se proveitos existissem, estes reverteriam a favor do erário público.

Vítor Bento, foi claro e afirmou que se se tivesse apercebido do “estado” do BES, teria optado pela nacionalização do mesmo, optando depois do “saneamento” do mesmo, os seus resultados positivos reverteriam a favor do Estado e equacionar-se-ia a possibilidade de venda do mesmo ou não.

Todos nos recordamos que Vítor Bento, apenas assumiu o lugar de administrador do Banco durante dois meses e saiu em rota de colisão pelas divergências que ainda não explicou de forma explicita a todos nós, mas podemos fazer uma pequena ideia, face às afirmações que agora produz, não se prestou a fazer os fretes que lhe foram solicitados e nós contribuintes contrariamente ao que o iluminado Ministro das Finanças afirma, vamos “contribuindo” há viva força para a recapitalização do Novo Banco.

Aumentos salariais e das pensões não se podem realizar porque não existem disponibilidades financeiras, diz o Ministro das Finanças, dinheiro para os Bancos é coisa que não falta e o pagode vai nisto, até quando?

Se não andamos perto do Burkina Faso, estamos lá perto.

Henrique Pratas

 

 

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