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Segunda-feira 18 de Fevereiro de 2019  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

Violência Doméstica

08-02-2019 - Henrique Pratas

Para grande espanto meu ao ver e ouvir de passagem um dos telejornais da noite, deparei-me com situação que é óbvia para mim e que só agora os nossos representantes na Assembleia da República deram conta, a aumento em exponencial da violência doméstica e aí todos tiveram de acordo, embora de formas diferentes, que esta chaga está a atingir níveis preocupantes.

Mas eu fiquei muito mais pasmado ao perceber que os ditos senhores só agora é que se aperceberam da realidade e então pensei eu devo viver no Mundo completamente diferente do deles e rapidamente cheguei à conclusão que em Portugal existem pelo menos dois mundos, o daqueles que tudo têm e o outro mais significativo o daquele que bada têm a não ser a sua força de trabalho para colocar há disposição dos agiotas e mercenários de mão-de-obra barata que abundam neste País.

Fiquei de facto transtornado com a displicência com que os senhores deputados deram conta que de facto a escalada da violência doméstica tem subido em exponencial, mas à pala deste facto vão-se criar mais umas Comichões que não vão resolver nada porque quem vai estar presente nas mesmas não conhece o País real, porque os seus interesses estão desfasados da restante população. Eles têm direito a tudo, aumento de vencimentos, boas refeições e baratas na Assembleia da República, ajudas de custo, despesas de representação e outras mordomias e impunidades, os outros como lhes escrevi nada têm, a não ser obrigações pagar impostos, aumentos de vencimentos não os vêm há mais de 10 anos a única coisa que lhes é permitido é apertar o cinto até ao último furo que lhes seja possível.

Faz-me muita confusão como é que estes senhores deputados não conhecem o País real, foi para isso que foram eleitos e já agora tanta Comissão, tanta Instituição, os Tribunais, as Forças Paramilitares que se criaram e ninguém toma medidas ou é capaz de identificar as causas que levam a este aumento de violência doméstica. Já elenquei algumas delas, que se consubstanciam nas dificuldades em que uma família tem em levar o sustento para casa e educar os filhos.

Instituições como o SNS (Serviço Nacional de Saúde), os Tribunais, Ministério da Educação, Segurança Social e todos os organismos que deveriam ter em atenção todos os sinais que a população manifesta deverá agir de forma preventiva, mas não está tudo parado à espera de ver o que é que acontece e depois aqui del rei que isto descambou.

A situação é muito grave e não pensem que são só as mulheres que são vítimas de violência doméstica, são os homens e as crianças e o que é que se faz nada.

Acresce a isto tudo que no plenário da Assembleia da República, o Ministro das Finanças, informava os deputados do Parlamento e a Nação que o nível de vida dos portugueses tinha aumentado por via de pagarem menos impostos, as empresas estavam a pagar mais impostos, o desemprego estava estabilizado, enfim para ele o País é um mar cor-de-rosa, eu que me lembre só conheço o Mapa Cor-de-rosa, que em 1877 foi lançado, por João de Andrade Corvo, um conjunto de iniciativas de exploração destinadas a conhecer a zona que separava as colónias de Angola e Moçambique, que levaram às famosas expedições de Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto, integradas numa nova, e então pouco aceite, estratégia portuguesa para o continente africano que privilegiava a ocupação efetiva através da exploração e colonização em detrimento dos simples direitos históricos, só este é que conhecia e que aprendi nos bancos da escola primária.

Eu não entendo nada do que o Ministro das Finanças afirma e acho que o que diz não corresponde há minha realidade, aquilo que eu vejo e sinto é que o mais está cada vez mais no fundo e mais uma vez reitero o que escrevi num artigo anterior, dá-se importância demais ao Ministro das Finanças, que como lhes escrevi tira de um bolso para por no outro, o papel mais importante e determinante deveria ser o do Ministro da Economia, mas a maior parte de nós, sim porque este é devia traçar as linhas de rumo para que a nossa economia crescesse em todas as suas vertentes, para tornar o País mais rico, através do desenvolvimento de Investimento produtivo nas empresas que acrescentam valor a uma economia, porque só assim é que País se torna menos dependente dos outros e consegue combater o desemprego e aumentar o nível de vida dos portugueses, o Ministro das Finanças é um habilidoso que apenas faz a gestão de orçamentos, que como sabem são meras estimativas de despesas e de receitas e não passa disto, porque para alcançar os sues objetivos a única coisa que sabe fazer é ir aos bolsos dos portugueses e isso é muito simples o que é difícil é colocar o País a crescer de forma sustentada nos setores produtivos da economia portuguesa, mas isso ele não o faz, nem o Ministro da Economia.

A taxa de desemprego é muito maior do que aquela que é anunciada porque para as estatísticas o que contam são as pessoas que estão inscritas nos Centros de Emprego e cujo prazo é limitado a um período de tempo, então e os outros que já esgotaram esse período de tempo e que não conseguem trabalho, não contam?

Senhores políticos, chega de habilidades não nos enganem mais e resolvam as situações que existem no País e que merecem um cuidado mais atento da vossa parte, será que é necessário que vos recorde que é para isso que foram eleitos se não sabem tudo bem, mas vão ver como os Islandeses fizeram, ou os Dinamarqueses, ou os Suecos, ou os Noruegueses e todos os bons exemplos que existem nos Países escandinavos ou nórdicos como quiserem, porque não existe nada para inventar, o que se pede é que saibam copiar, mas bem, e nada mais.

Enquanto na sala principal da Assembleia da República se afirmava que a violência doméstica era um problema grave que existia no País, numa sala mais pequena o Ministro das Finanças dizia precisamente o contrário, que o País estava bom de Saúde e que se recomendava.

De facto só podemos concluir que vivemos num País onde existem diferentes Países mais pequenos, mas completamente diferentes, estamos desgraçados.

Henrique Pratas

 

 

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