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Segunda-feira 21 de Janeiro de 2019  
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Matosinhos Independente

11-01-2019 - Joaquim Jorge

Matosinhos Independente (MI), a maioria das pessoas, não sabe o que é, mas os matosinhenses já ouviram falar. Há um longo caminho a percorrer. O MI é um movimento que tem a pretensão de concorrer às eleições autárquicas em 2021 , para isso, criou uma Plataforma de Candidatura apoiada num site www.matosinhosindependente.pt , no fundo, funciona como a sua sede virtual.

O MI foi apresentado publicamente em Outubro numa sessão que teve à volta de 100 pessoas, facto marcante pois fora do universo socialista não é fácil. Mais tarde, teve uma reunião operacional para definir a estratégia para a recolha de assinaturas com uma adesão significativa.

O MI é inédito pela simples razão, que se apresenta com três anos de antecedência e emana genuinamente da sociedade civil, ao contrário, de outros que se zangaram com o seu partido ou não foram escolhidos pelo partido.

Não é fácil explicar que assinar uma declaração de propositura não é apoiar o movimento, mas permitir que possamos concorrer, não há compromisso nenhum, nem qualquer tipo de implicações. Qualquer pessoa residente em Matosinhos e que vote nesse concelho pode assinar a declaração de propositura (cidadão militante de partido, cidadão que nunca votou, cidadão que já apoiou outros movimentos, cidadão que votou, entre outros).

Há em Matosinhos um ambiente de medo e de receio de perda de regalias ou influência de bradar aos céus! É preciso dar a volta a esta situação, sendo preciso coragem e determinação.

O objectivo é ser uma alternativa ao poder vigente que no final do seu mandato perfaz 47 anos que governa a cidade de Matosinhos. Para isso precisamos das almejadas assinaturas dos matosinhenses (à volta de 15.000), o que é um esforço hercúleo, pois somos independentes e partimos do zero.

O nosso objectivo é dar os passos certos com serenidade: ter as assinaturas; ter um programa; concorrer em 2021.

O nosso objectivo não é só ganhar as eleições, mas fazer as coisas bem.

Reclamamos um bom uso dos impostos e o carácter inédito de começar com 3 anos de antecedência, recusamos o status quo, a tirania do subsídio e o medo.

Não somos inimigos de ninguém, nem andamos a dizer mal de ninguém, baseamo-nos na Constituição da República que nos permite, como independentes concorrer às eleições autárquicas. Pode entender-se como atrevimento, mas é algo pensado e planificado que se está a tornar relevante.

A legitimidades das críticas tem fundamento. O executivo em muitas ocasiões não tem estado à altura das suas responsabilidades nem da confiança que os matosinhenses depositaram no PS. É legitimo querer substituir este executivo PS.

Em democracia nenhuma forma de executivo é para sempre. Todavia o abandono de uma forma, quando e para adoptar outra forma deve fazer-se por boas razões.

Nunca devemos renunciar à mudança e que somos capazes.

A nossa intenção não é sermos os melhores, mas de promover o desejo de mudança. Matosinhos não pode estar dependente da decisão de um partido e de quem lidera no momento.

Temos que transformar o que está mal e defender o que está bem, mas fazer compreender aos cidadãos matosinhenses o jogo institucional em que se insere a democracia.

Este executivo tem vícios e pecados e espero que os matosinhenses não estejam dispostos, de novo, a pagar um preço tão alto, é preciso promover iniciativas sustentadas para todos e não somente para alguns.

A CM Matosinhos tem o tique autoritário de pensar que é insubstituível e que quem lá está são os melhores. Os cidadãos têm dado inúmeros avisos, mas parece que não dão conta. A mudança é possível e necessária, como natural e precisa.

Em Matosinhos se perguntas quantas pessoas desconfiam do executivo e dos políticos que passaram nestes 44 anos, a maioria levantará a mão. Assim existe um ambiente de desconfiança e a única maneira de recuperar a confiança é mudar para pessoas que dêem as informações correctas e apresentem os factos.

Se houvesse uma preocupação do porquê de 50% dos matosinhenses não votarem, em vez, de manter os seus privilégios, o amiguismo e fomentar a subsidiodependência.

Quando se amplia as ruas e se estreita a mentalidade, destrói-se a história e a qualidade de vida das pessoas.

Biólogo, fundador do Matosinhos Independente

 

 

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