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A comédia das tragédias nacionais!

21-12-2018 - Francisco Pereira

Pedrógão, Monchique, Borba, Mação, Entre-os-Rios e Valongo, são nomes de localidades que nos remetem imediatamente para ocorrências trágicas, para perdas quer de vidas quer de modos de vida quer de perdas materiais, são nomes que de imediato nos remetem para tragédias. Tragédia anunciadas algumas, outras inopinadas em quase toda porém um denominador comum, o desleixo nacional.

A grande tragédia deste país é pois o desleixo que o varre de lés a lés, junte-se o abandono do interior, assassinado que foi por sucessivas levas de politiqueiros medíocres e pelo abandono a que foi votado por essa miserável súcia politiqueira que há quarenta anos desgoverna o país, se a isto se pode chamar um país.

Quando estas tragédias acontecem ouve-se quase sempre falar de procedimentos e protocolos, quase sempre falamos de coisas rocambolescas burocráticas que envolvem que A telefone a B, que depois telefone a C que envia um mail a D para finalmente E enviar F para o terreno que tem ainda de avisar G e H para estarem presentes, como no caso ocorrido há uns anos onde uma traineira encalha e os homens morrem a 20 metros da costa, porque A não avisou B, porque C fecha às 5 e vai para casa e D não voa sem ordens de B.

Continuamos um país de capelas e capelinhas enredados em “procedimentos e protocolos” que quando acontecem desgraças nunca ninguém cumpriu nem cumpre, porque no fundo isto é tudo um grande faz-de-conta, porque não é possível socorrer nada nem ninguém com o mínimo de qualidade quando se envolvem 200 pessoas de 19 entidades diferentes segundo se lê no relatório preliminar sobre a queda do helicóptero do INEM em Valongo, claro que haverá de seguida uma catadupa de relatórios todos contraditórios a justificar toda esta incomensurável trapalhada.

Relatórios que servem apenas para gastar papel, posteriormente será também sugerida por um qualquer partido de energúmenos politiqueiros uma comissão parlamentar para dar ar à boca e concluir nada, onde os do costume aparecerão nas televisões a arrotar postas de pescada sobre assuntos de que percebem menos que nada, muitos tentando de forma vergonhosa capitalizar votos como se viu recentemente, numa declaração patética, intelectualmente indigente e asquerosa de uma senhora que ainda há uns tempos era ministra, que pouco ou nada fez excepto permitir que se plantassem mais eucaliptos a esmo, esta gente politiqueira é de uma sem vergonhice inaudita, gente asquerosa, gente demagógica medíocre.

Pedrógão, Monchique, Borba, Mação, Entre-os-Rios e Valongo, são nomes de localidades que nos remetem imediatamente para ocorrências trágicas. Remetem-nos estes nomes para um país medíocre e patético, onde tudo parece funcionar em cima do joelho e por decreto, onde não existe fiscalização sobre nada e quando existe tem pasme-se “aviso prévio” para que o lixo possa ser varrido para debaixo do tapete, escondendo desse modo a realidade, um país de faz de conta onde na realidade não podemos confiar em nenhuma instituição nacional. Os meus sentidos pêsames à família do senhor Manuel que faleceu aos 82 anos sem ver sequer um tostão da ajuda com que tantos enchem a boca lhe chegar para recuperar aquilo que o fogo lhe levou, esta história é a prova acabada do miserabilismo da indigência intelectual e da vergonha que são estes politiqueiros nacionais.

P.S. – Já depois deste texto concluído fiquei a saber que o Primeiro-ministro, resolveu solicitar que um magistrado elabore um relatório único sobre o que aconteceu, saúdo essa diligência do Primeiro-ministro, talvez que o próprio se possa questionar sobre o funcionamento esquizofrénico deste país resolvendo-se fazer algo, duvido, mas tenho essa esperança.

Francisco Pereira

 

 

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