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Segunda-feira 17 de Junho de 2019  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

“COLETES AMARELOS” – PORTUGAL 21/12/2018

21-12-2018 - Manelinho de Portugal

Recordo-me que no 1º trimestre de 2012 (não sei precisar a data, mas julgo que em Fevereiro), decorreu em Lisboa uma manifestação pretensamente promovida por grupos de cidadãos independentes denominada de “Os indignados” que contou com cerca de 1.000 participantes; e outra, penso que em Setembro desse mesmo ano, e de igual modo convocada para a Capital com vista a protestar contra a possibilidade de aumento da TSU (descontos para a Segurança Social por parte dos trabalhadores por conta de outrem), à qual aderiram dezenas de milhar de pessoas. Para ambas, aliás amplamente divulgadas nas redes sociais e pelos media, foram instados a participar todos os cidadãos descontentes com as políticas da “Troika” e executadas pelo então governo PSD/CDS presidido por Passos Coelho.

Porém, no caso da 1ª manifestação -e logo no início da mesma na Rotunda do Marquês de Pombal- verificou-se ser organizada e controlada por várias “organizações” conotadas com a ultra extrema-esquerda (dissidentes do Bloco de Esquerda, anarquistas internacionais denominados “Anonimus”, etc.). E tanto assim foi que ao chegar à cauda da manifestação na Av. Brancaamp um diminuto grupo “nacionalista”, o mesmo foi violentamente recebido em termos verbais e físicos, tendo de intervir energicamente a PSP em sua protecção “carregando” sobre os pseudo-democratas “independentes”.

Fui testemunha ocular do que se passou, pois, imbuído de boa-fé, fui à dita manifestação.

Já quanto à manifestação contra a TSU, manifestamente promovida, organizada e controlada pela UGT e CGTP, ainda que sob a “capa” de “movimento espontâneo” (tipo manifestações espontâneas salazaristas) da sociedade civil, não fui, embora tendo visto nas tvs que, tal como na outra manifestação, um pequeno grupo de “nacionalistas” tentou participar na mesma, mas de imediato foi “neutralizado” de forma violenta pelos controleiros da dita, tendo uma vez mais de intervir a PSP para sua protecção. E não fui não porque não tivesse vontade de ir, mas sim devido à má experiência tida na dos “indignados”, seguindo os velhos provérbios populares de que “à primeira todos caiem e à segunda só cai quem quer” e “gato escaldado de água fria tem medo” -é que não gosto de ser aldrabado e detesto que se aproveitem sectário-politicamente da minha boa fé!

Hoje, dia 21 de Dezembro de 2019, é suposto haver um “movimento nacional” inorgânico organizado(?) e promovido por “desconhecidos” (que em absoluto não sei quem são), nas redes sociais, mormente no Facebook, denominado de “Coletes Amarelos”, à semelhança do francês e basicamente com os mesmos objectivos.

O que neste caso me admira (ou não), é que enquanto as manifestações de 2012 foram “acarinhadas” pelos media e contaram com apoio expressso ou tácito das centrais sindicais e partidos políticos de esquerda (inclusive PS), as manifestações de hoje, convocadas para Lisboa e outras grandes cidades -que logo se verá se serão ou não expressivas- têm vindo a ser “diabolizadas” de forma clara, expressa e inequívoca pelos comentadeiros e opinadeiros dos jornais e tvs, assim como de um modo geral por toda a “esquerda” partidária e, pasme-se, pelas 2 centrais sindicais, como sendo iniciativa de “perigosos” extremistas de direita e “fascistas”.

A capa da edição de 19/12/2018 do “Jornal i” destacou o seguinte, e passo a citar:

“COLETES AMARELOS. CENTRAIS SINDICAIS DEMARCAM-SE DE PROTESTO”

Uma coisa é fazerem-se manifestações, outra é colocar em causa o património público e a segurança do Estado”.

(Carlos Silva – UGT – PS)

Querem instabilidade para dar força à extrema-direita”.

(Arménio Carlos – CGTP-IN – PCP)

Não sei porquê, ss palavras destes “defensores” dos desempregados, trabalhadores e reformados soam-me a algo que ouvi no final do “salazarismo” e até durante a “Primavera Marcelista”: “segurança do Estado”!? E se fosse “para dar força à esquerda e extrema-esquerda”!? Curiosamente a 1ª denominação da PIDE/DGS foi PVDE – Polícia de Vigilância e de Defesa do Estado e DGS-Direcção-Geral de Segurança. Enfim, “sinais dos tempos”…

Só por isto se vê que os lusos “Coletes Amarelos”, ainda que de forma mais ou menos credível inorgânicos, se afiguram genuinamente populares e fogem ao “controleirismo” habitual dos partidos que informalmente constituem a coligação do governo de Costa (PS, BE, PCP) e das suas “correias de transmissão” sindicais (UGT e CGTP-IN).

Espero que este movimento seja genuíno e constitua uma verdadeira manifestação contra um “sistema” que desde há décadas promete tudo “dar”, mas que na realidade apenas “tira”; que tenha grande adesão popular, independentemente de se ser de “direita”, de “esquerda” ou de “coisa nenhuma”; não defraude quem a ele aderir de boa fé; cumpra a lei e demonstre o maior civismo; que quem tenha responsabilidades na sua organização colabore o máximo possível com as forças de segurança (PSP e GNR) que estejam no terreno, com vista à neutralização de infiltrados políticos ou meros delinquentes que pretendam denegrir esta acção ou dela se aproveitar para furtos, roubos e outros actos criminosos.

Hoje eu visto o “colete amarelo”!

Manelinho de Portugal

 

 

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