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Quarta-feira 12 de Dezembro de 2018  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

AS ALIMÁRIAS FUNDAMENTALISTAS QUE ODEIAM OS PORTUGUESES

30-11-2018 - Pedro Pereira

As sociedades ocidentais em geral e neste caso a portuguesa em particular encontra-se gravemente enferma. Dominada por minorias de criaturas fundamentalistas que odeiam seres humanos a favor de animais de outras espécies. Esses mesmos fundamentalistas são seres que destituídos de amor ao seu semelhante em vez de possuírem miolos dentro do cérebro, têm-no repleto de serradura.

De «repente» descobriram que os animais devem primar sobre os seres humanos, estes, também animais, mas dotados de Razão.

Aquilo que fundamentalmente lhes falta, de que são despojadas as alimárias fundamentalistas que povoam e poluem as pantalhas televisivas, acolitadas por serventuários escribas de pasquins avençados e sustentados como burros a pão-de-ló por sinistros poderes (ocultos) ditos políticos, é o sentimento de humanidade, inerente à condição humana.

Efectivamente vivemos tempos tenebrosos, em que uma nova espécie de seres ditos humanos (porque fisicamente aparentam ser), que mais não são que humanóides reptilianos, servem-se destes (o amor aos animais) e de outros sinistros expedientes para se alcandorarem ao poder, ao domínio sobre os Estados, sobre as nações e os seus povos, como no caso de Portugal. Não é difícil identificar as cores partidárias onde se acolhem esses malfeitores...

O “retrato” sumário que acabamos de traçar é como que o apogeu, embora de forma simbólica, da decadência a que chegou o estado da nação portuguesa.

Somadas as sucessivas crises económicas que tem avassalado o país desde os alvores do século XX, com a consequente fuga de nacionais que saltam a fronteira para outros países em busca de melhores condições de vida, «o número de portugueses que estão emigrados pelo mundo fora é de 2.266.735, indicam as estimativas das Nações Unidas reunidas no relatório estatístico de 2017» (…) «residindo a maioria na Europa». ( https:www.dn.pt/, 28 Dezº 2017).

No entanto, «O total de portugueses e luso-descendentes até à terceira geração soma cerca de 31,19 milhões no estrangeiro». Esta «conclusão é resultado de um detalhado estudo realizado pelo empresário português Adriano Albino, 78 anos, através de um levantamento de portugueses que emigraram para diversas partes do mundo, entre 1951 e 1965».

(https://tvi24.iol.pt/sociedade/emigrantes/ha-31-2-milhoes-de-portugueses-no-mundo)

Estes números levam-nos à conclusão de que Portugal é desde há várias décadas um país em permanente hemorragia humana, o que conduz a graves problemas de sustentabilidade e transformação evolutiva da sociedade, a nível político, social, económico e, consequentemente, de participação cívica.

Acontece que numa clara demonstração da sua versatilidade de artistas de variedades especializados em humor negro, raro é o dia que não vimos um papagaio da governação entrando-nos pela casa dentro na hora dos telejornais apregoando a necessidade de Portugal admitir hordas de trabalhadores imigrantes, porque «há falta de mão-de-obra nos vários sectores de actividades económica», numa clara demonstração de quererem perpetuar as políticas de salários indigentes e precariedade laboral, sem que esbocem sequer como alternativa um projecto, um plano de desenvolvimento económico para Portugal.

Até há poucos anos os governos usavam das divisas remetidas pelos portugueses emigrados para equilibrarem as contas do orçamento do país. Acontece porém, que as remessas foram minguando cada vez mais, porque as novas vagas de portugueses que procuram noutros países o seu sustento, ao contrário do que aconteceu durante gerações, na sua maior parte não faz parte dos seus projectos de vida regressarem à pátria madrasta e por isso, fixam-se nos países que os acolhem, deixando, portanto, de remeter dinheiro para Portugal.

A precariedade no emprego, os baixos salários, miseráveis, quando comparados com os restantes países comunitários, a desmesurada carga fiscal em todos os bens de consumo, a começar pela alimentação, combustíveis, e até, pasme-se, no papel higiénico (23% de IVA) constitui travão à evolução económica sustentável e progressiva e a uma sociedade harmoniosa, onde a segurança e o futuro dos cidadãos sejam consentâneos com os dos restantes países da UE.

Com uma população activa de cerca de 5,5 milhões, próximo de 1 milhão de desempregados reais e mais de 2 milhões de trabalhadores em situação laboral precária, temos de concluir que o actual panorama da sociedade portuguesa é deveras preocupante, quer no presente, quer para os tempos mais próximos.

Acresce que embora a maior parte dos trabalhadores possua contrato de trabalho, encontram-se sob a ameaça permanente de vir a perder o seu lugar de trabalho, dada a mobilidade na Função Pública e a facilidade nos despedimentos nas empresas em geral.

Por esta razão, fácil é de compreender o desgaste físico, emocional e mental a que a maior parte dos trabalhadores estão sujeitos no seu quotidiano, reflectindo-se em depressões e outro tipo de doenças associadas, que redundam numa elevada média diária de baixas médicas.

Neste quadro entende-se que a produtividade não seja elevada, em que à carga horária e às más condições de trabalho se somam os miseráveis salários desfasados da realidade do mundo laboral que se vive nos restantes países comunitários e nas sociedades ocidentais em geral.

Salários surreais e instabilidade no emprego, não constituem de forma alguma, estímulo à produção.

Em boa verdade e em muitos sectores laborais por este país fora a fórmula “baixos salários/precariedade”, é assim a modos que um tipo de escravatura made in Portugal.

A partir dos 50 anos de idade, os trabalhadores que são compelidos ao desemprego, irão viver o resto dos seus dias amargurados, com a vida familiar abalada, quando não, destruída, redundando em muitos casos em mortes precoces, porque a partir dessa idade charneira (e até mais novos), é extremamente difícil voltarem ao mercado de trabalho neste país onde o desemprego se assume desde há muitas décadas como se fora uma doença endémica.

Por tudo isto, pelas razões atrás enunciadas, o protagonismo que nos últimos meses tem vindo a ser dado com a conivência de parte do poder político às alimárias fundamentalistas que povoam e poluem as nossas vidas, podemos perfeitamente inseri-lo no aprofundar da desumanização, diríamos até, do desprezo que boa parte da classe “política” tem pelos portugueses.

Pedro Pereira

 

 

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