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Um tempo num dia assim

06-06-2014 - Eurico Henriques

Liga-se o pc – quero dizer o computador – e começamos a escrever. Para utilizarmos o título diria que houve um tempo em que escrever era crime. Não quero com isto voltar ao discurso do ajuste de contas.

O que é de se considerar é a permanência constante – de hoje e de ontem, e também de há muito tempo – de uma situação de dificuldades nacionais. Para ser mais claro, o que sentimos hoje não é admiração. Ao percorrermos os tempos e os dias da nossa nacionalidade verificamos que as dificuldades, resultantes de uma administração económica e financeira desajustada da realidade do país, foram permanentes.

Estes dias de agora que nos trazem de nariz torcido não fogem à regra. Isto sempre foi assim. Então o que temos de fazer para mudar? Que comportamentos e ações devemos ter ou propor para conseguirmos ultrapassar esta escuridão de perspetivas?

De propostas está o nosso pequeno universo cheio. Cada cabeça sua sentença. Cada partido sua alternativa.

O que me parece é que não devemos considerar que as propostas apresentadas são desajustadas. Há que se saber escolher.

Talvez porque a grande maioria da população viveu e foi educada segundo as regras do regime ditatorial (atenção!Aí, escrever era crime, pensar, pior, fazer: Deus me livre!) é que surgem sempre como resposta as afirmações: “falam muito, com esta gente não vamos lá, não acredito em ninguém”. Esta reação era a que o poder antigo defendia e ensinava. Do género: os outros são maus nós somos bem. Deste lado a bonança daquele a tempestade.

Perante a adversidade temos que responder com a certeza do nosso caminho e das nossas opções. Esta proposta não é fácil nem se faz de ânimo-leve. Se é que podemos pesar o ânimo. Muito pesado? Corta-se nas gorduras. É o que ouvimos. Mas e se for muito leve? Corta-se ou acrescenta-se? Raio de dilema.

Estes dias assim, que vamos procurando ultrapassar com perseverança e boa vontade, hão de trazer novas formas de vida. O mundo não acaba hoje e amanhã não será a véspera desse dia (é o que Gosciny punha nos seus gauleses irresistíveis).

Temos muito que fazer.

É o que espero.

Eurico Henriques – Licenciado em História e em Comunicação – Mestre em Ciências da Educação

 

 

 

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