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REFORMA PARA LÁ DOS 70 ANOS

14-09-2018 - Joaquim Jorge

O governo quer acabar com a reforma obrigatória aos 70 anos, entendo que é uma medida que vem de encontro há expectativa de vida que cada vez é maior e alteração do conceito de velhice.

No privado já era possível continuar a trabalhar para lá dos 70 anos, com a anuência da entidade patronal, agora vai chegar ao público e bem.

Para cargos políticos, não há limite de idade – Mário Soares candidatou-se a presidente da República pela terceira vez com mais de 80 anos, Marcelo Rebelo de Sousa se for recandidato a presidente da República terá 73 anos e nada o impede de o fazer. Não fazia sentido nenhum um funcionário público ser obrigado a reformar-se aos 70 anos compulsivamente estando com saúde, na plenitude das suas faculdades, e o mais importante, ser seu desejo continuar a trabalhar.

A idade da reforma deve manter-se como está ( 66 anos e 4 meses), mas deve ser uma opção pessoal poder continuar a trabalhar sem ser uma obrigação.

Não acredito que a maioria das pessoas com 66 anos esteja xexé e fique à espera de morrer.

O conceito de idade está a mudar, o tempo de vida de uma pessoa está em mudança: somos mais tempo jovens e mais tempo adultos, desta forma começamos a ser velhos mais tarde e durante mais tempo.

Contudo é preciso equacionar não prejudicar a renovação geracional na função pública, quiçá os mais velhos trabalharem a outro ritmo (tempo parcial) ou noutra área poderá ser uma solução.

Manter o cérebro em forma, e ter um bom envelhecimento, no futuro será a regra e poder trabalhar até aos 75 anos será habitual para quem o queira fazer.

Será interessante viver mais anos, feliz e a trabalhar por opção. É primordial deixar-se de ver os velhos como uma população senil, passiva, dependente e parasita do erário público.

O conceito de reformado, sinónimo de acabado e à espera da morte, está ultrapassado.

As pessoas para lá dos 75 anos, devem continuar activas, fazer exercícios físicos, ler, viajar, voluntariado, cidadania, cuidar dos netos, e a fazer coisas que apreciem. O essencial é estarem agarradas à vida.

Ideias são precisas para esta nova etapa da vida, com um novo manual de instruções.

Biólogo, fundador do Clube dos Pensadores

 

 

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