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ESQUERDA, DIREITA, EM FRENTE MARCHE

14-09-2018 - José Janeiro

A Europa parece estar a virar rapidamente à direita e a culpa é da esquerda. Ninguém aguenta esta esquerda de políticas absurdas e anti naturais que se foram instalando pela Europa e foram destruindo valores, com os seus abusos do politicamente correcto.

A busca de um mundo “citadino”, aonde se julga que o cor de rosa impera, tem levado a política para a busca da inversão, do que os deuses do Olimpo dela, julgam ser a verdade. Os movimentos de direita dos países Nórdicos, que ganham terreno, a extrema direita Francesa, o movimento do Brexit, tudo conjugado tem levado a reboque o descontentamento dos Europeus.

A defesa do multiculturalismo, sem acautelar devidamente as regras europeias e a sua defesa, enquanto principos básicos da liberdade individual, tem criado as tensões e o terreno propicio para a direita ir “tomando conta” do eleitorado. Confunde-se muito facilmente liberdade com libertinagem, rotulando facilmente todos os que têm coragem de expor a sua opinião contraria aos padrões entendidos como molde a seguir na sociedade.

Qualquer Europeu de bom senso, fica preocupado quando há regiões dentro da Europa dominados por movimentos ligados à Sharia, aonde nem a policia, nem o governo dominam aqueles pedaços de território; qualquer Europeu fica preocupado com o crescente desconforto dos que sendo rotulados como refugiados, se revelam, não raras vezes, como simples terroristas; qualquer Europeu fica preocupado quando são apenas ameaçados por aqueles que aqui vivem e foram em algum momento acolhidos com base no principio multicultural; qualquer Europeu fica preocupado quando ouve os seus governantes a encolherem os ombros e a dizerem “têm que se habituar”; mas afinal é esta a Europa que se quer? Sem lei, sem regras e dominada por minorias?

Sim, nenhuma pessoa de bom senso, recusa o radicalismo do discurso, quando se identifica com ele. Tanta vez ouvi os extremistas, que invariavelmente se identificam com aquilo que não defendo, numa base de Nacional socialismo de má memoria, dizerem que devemos “devolver” à origem os ditos refugiados, na sequencia de agressões perpetradas por aqueles que acolhemos na nossa “casa” e damos connosco a dar-lhes razão por ser uma questão da mais elementar lógica emocional.

A teoria da avestruz, a defesa do indefensável, a ilógica racional e a teimosia do politicamente correcto com a justificação de paradigmas socialmente impostos que rotulam de forma agressiva quem pensa o contrario, tem criado um efeito de “policia de costumes”, indesejada num regime democrático, transformando o livre pensamento numa nova era de repressão por imposição democrática.

Todos os que defendem uma estrutura social humanista e uma sociedade baseada nos princípios de respeito individual, ficam atónitos, quando são rotulados com os adjectivos mais pejorativos e modernaços, quando defendem que a lei tem que ser cumprida de forma igual. Não raras vezes são apelidados de racistas, xenófobos, ou outros mimos pouco abonatórios por apenas criticarem a dualidade de critérios.

Esta não é a Europa que quero para os meus filhos e netos, esta é a Europa do desconforto e da tendência do ganho de uma nova ordem que afinal é velha e que nos levou ao caos de uma guerra, em nome de principos absurdos.

O som das botas cardadas e o passo de ganso, dos exércitos, começam a soar lá longe no horizonte, e tal como Hitler, os novos defensores da repressão vão sendo eleitos e ganhando eleições tal como em 1933 e a culpa é apenas da esquerda que defende padrões sociais nada consonantes com os ideais dos povos da Europa.

A segunda guerra mundial, nasceu do caos do pós guerra e da depressão originada em 1929, a Europa de hoje vai no caminho de uma guerra de costumes motivada pela irracionalidade da defesa de principios nada consonantes com uma sociedade que se conseguiu melhorar e que se baseou em principios de fraternidade com os povos, mas que não se acautelaram as mais básicas regras de convivência social e de igualdade, actuando de forma firme contra quem viola esses mesmos principios.

O terreno é propicio ao extremismo e o preço a pagar pela inépcia, com base no multiculturalismo a todo o custo, mesmo que isso implique a descaracterização dos valores Europeus, levará ao caos da civilização como a conhecemos por culpa das avestruzes burocráticas do politicamente correcto.

Cabe-nos a nós enquanto povo, erguer a voz por todos os meios para eliminar os absurdistas, da nova ideologia.

Até para a semana.

José Janeiro

 

 

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