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Segunda-feira 10 de Dezembro de 2018  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

ESPECIES, SUBESPECIES E COISAS RARAS

10-08-2018 - José Janeiro

Esta semana descobri que realmente a idiotice humana não tem limites… cientificamente falando.

Ficámos a saber que afinal é preciso ser muito homem para se ser gay. Fiquei estarrecido. A minha surpresa foi indo desde a admiração, até á reflexão e em sequencia reflectiva pensei: realmente é preciso ser homem para aguentar outro pelas costas em cavalgada desenfreada. E assim prefiro continuar lésbico como sempre fui.

Não deixa de ser preocupante a apologia da homossexualidade desenfreada, ele é organizações defensoras de direitos, ele é Jogos olímpicos da gaylandia, ele é marchas de orgulho, ele é publicações de famosos que se beijam, e lembrar-me que existem mais de 40 subespécies de sexualidade e apenas duas combinações cromossómicas, o que eles inventam para serem diferentes!

Não sou homofóbico, não! Mas a estupidificação á volta do assunto com a apologia permanente à paneleiragem, irrita-me e leva-me a olhar para essa gente com asco por se acharem modernaços por levarem na bilha.

Façam o que quiserem mas não tentem mostrar ás gerações mais novas que afinal ser gay é que está na moda, deixem que as pessoas escolham livremente sem esta preocupante demonstração impositiva de vontades. Sim é isso que penso que será!

Mas o percurso inexorável do calendário foi trazendo ao de cima novas raridades que foram gerando a reflexão deste vosso heterossexual e velho do Restelo, falo então da exorcização de demónios e coisas semelhantes em que pelos vistos haverá que purificar todos os recantos do corpo possuído, com o divino membro do Espírito Santo, não o do BES, mas o outro o da pomba gira. Tudo isto, digo eu, má língua, ficaria encantado e encornado se não houvesse concorrência desleal com o elevado ser devidamente credenciado para o efeito, o padre reverendíssimo Sousa Lara, sim o filho daquele que exorcizou o Saramago. Só entes de elevada capacidade e credenciação reconhecida com vestes, apropriadas, hóstias e cruzes especiais é que podem exercer o mister de forma capaz. Dentro da aldrabice há que ser aldrabão credenciado.

Eucaliptos 2 bom senso 0, o score da jogatana em que se transformou a floresta deste país. Entretanto ouvimos com desfaçatez, o ministro, com umas estatísticas engraçadas: “arderam menos 71% do que o ano anterior”, gosto do brilhantismo do recenseador para justificar o enorme sucesso que são os incêndios deste ano.

Entretanto soubemos que o edil local com pompa e circunstancia anunciou, há uns meses, que o seu concelho estaria protegido contra o maldito incêndio e que abriram caminhos, veredas e outras coisas mais, como 72% de eucaliptal no concelho, coisa pouca.

E temos assim uma desgraçada anunciada, mas sem responsáveis, como sempre porque convém manter tudo sem que os iluminados deste país se possam tocar, tocar de forma sexy entenda-se, porque a culpa é sempre dos outros. Mas ainda mais grave no meio disto tudo são os especialistas que vão à televisão explicar o que fariam e como resolviam o drama. Com tanto especialista, com tanta sapiência governativa e tanto “fogo de vista” na prevenção como foi que ardeu tudo? Mistérios de Espécimes que apenas se dedicam à teoria do fazer.

E no meio da desgraça surgem os intelectuais de bancada com as ideias mais iluminadas que possam imaginar: que não, não devem retirar as pessoas à força para as protegerem , parece segundo eles, que não é constitucional, que não, que os meios estão mal coordenados, que não, que afinal não se cumpriram as directivas de Protecção Civil ao nível da coordenação, que não, que os governantes estavam muito calmos na conferencia de imprensa, parece que deviam estar a arrancar cabelos e a rasgar as vestes, ou seja faças o que faças tudo está mal feito, porque eu é sou o especialista. Aves raras é outra coisa.

E as espécies que se põem em bicos de pés para parecerem bonitos na foto, normalmente são especialistas em tudo e acham que devem ser o Presidente em vez do Presidente, falo do jotinha do PSD, que quer ameaçar a liderança do Rui Rio. O imberbe sem qualificações conhecidas em trabalho, trabalho com mais de 20 anos no partido e muitas universidades de verão, acha que passou de cigarra (formiga não, porque essa trabalha e insultaria o bichano) a dinossauro rugidor, uma nova espécie, que apenas ruge sem nexo, para tudo o que mexa. Mais um prego no caixão do PSD, a par do anunciado novo partido do playboy e dos disparates dos deputados, que como sabem não deverem ser escolhidos, optam pela gestão de terra queimada, tema aliás apropriado à época que atravessamos, há que incendiar tudo e o ultimo que feche a luz.

Mas ainda mal refeito de todas estas coisas raríssimas (a propósito alguém ouvi falar de novo do caso?), temos um veto presidencial muito apropriado e lógico para os inquilinos, esse veto, assessorado como mandam as boas praticas por quem defende os interesses da parte contraria, retira o supremo direito do inquilino à opção de compra se o senhorio se decidir pela sua venda. Brilhante solução não haja duvida, na protecção da habitação, será que aprendeu com a Cristas ou foi mesmo uma questão de tico e teco? Também tu Marcelo? diria Júlio César se Brutus fosse Marcelo.

Quando começarem os despejos e a ocupação das cidades pela especulação imobiliária, assim a modos que Robin Robles, Marcelo irá tirar umas selfies com os desalojados e dirá: “teremos que investigar até às ultimas consequências” e temos assim o inferno cheio de boas intenções do nosso PR.

E por falar em casos escabrosos: afinal o caso BES vai começar a ser julgado quando? E quantos recursos serão admitidos? E o Vara quando vai fazer uma visitinha de 5 anos ao local do sol aos quadradinhos? E o Duarte Lima quando acabam as palhaçadas? E quando devolvem o guito que roubaram? E como fica o caso PT? E o caso Tutti Fruti? E o caso dos corninhos e gozão da comissão de inquérito o novo anão Manuel Pinho? E o caso Jose Socrates? E o caso do Oliveira e Costa? E cadê os outros? Será que estão à espera de construir novas cadeias? Ou que os intervenientes comecem a morrer?

Fiquemos por aqui, até para a semana.

José Janeiro

 

 

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