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O “CANCRO” DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

06-07-2018 - Henrique Pratas

O título que dei a este texto é forte devido a uma palavra que utilizei que normalmente está associada a qualquer coisa de maligno, mas foi a que me ocorreu e que de facto demonstra o que se passa na Administração do Estado.

Estas “ personagens” que padecem deste mal são as chefias intermédias, diretores, coordenadores outro quaisquer desígnios que sejam dados àqueles que reportam a quem foi atribuída a responsabilidade de gerir uma Instituição ou Organismo Público, nomeados pelo Governo em exercício de funções.

Estes vão “escolher” as chefias intermédias, uns indicados por algum membro do Governo ou por alguém que me movimente na sua esfera de influência e os outros nas cunhas, nas influências, nos favores que os eleitos têm que “pagar”, poucos ou nenhuns são escolhidos pelas suas competências ou trabalho desenvolvido e quando assim é mais tarde ou mais cedo acabam por bater com a porta porque não estão para aturar “meninos”, pautam-se por decisões técnicas e não politicas, não são yes man, pensam pela sua própria cabeça e não se vergam às decisões politicas que de técnicas nada têm e então sobram aqueles que se sujeitam a tudo e que servem a todos, mas que são falsos, não são diretos e apenas fazem chegar aos seus superiores hierárquicos a informação que lhes convém porque a maior parte daqueles também não querem, não podem ou não lhes convém sair do seu pedestal, não querem chatices, o que importa é aforrar o mais que podem e assim funcionam as coisas.

Mas voltando às chefias intermédias são eles que manipulam e filtram toda a informação, estabelecem uma rede de ligação entre eles para se cobrirem uns aos outros, nas galgadas que cometem e “cobrem-se” de tal maneira que poucos saem de facto o que na realidade acontece os erros que cometem e que se se refletem na qualidade do serviço que é prestado ao comum dos cidadãos e se alguma coisa transpira cá para fora lá vem o dirigente máximo explicar o inexplicável e o cidadão fica na mesma.

Estas casta de dirigentes intermédios é do piorio que pode haver, na generalidade são, mal-educados, mal formados, arrogantes, petulantes e não sabem rigorosamente nada, mal comparado são os moços de fretes ou se quiserem, de recados, de outrora, sem ofensa para estes últimos que sabiam o que faziam, os de hoje fazem o que lhe mandam, não pestanejam, ou balbuciam o que quer que seja e fazem-no mal, é esta gente que têm a coordenar os serviços de saúde, educação, segurança social, habitacionais e demais serviços de utilidade pública onde o comum dos cidadãos se desloca par resolver qualquer situação e tem que lá se deslocar mais duas ou três vezes no mínimo, porque não lhe dizem tudo e quando vai entregar o que pensa ser o que lhe pediram, falta sempre um papel.

Provavelmente teremos o que merecemos, porque na altura certa não lutámos por serviços da Administração Pública que servissem de facto os interesses públicos, o que continuamos a ter são serviços altamente politizados, pouco competentes, mais voltados para o problema do que para a solução e muito pouco ágeis, independentemente de se terem introduzidos medidas que visam a simplificação de procedimentos mas que na prática só resultam na morosidade e complicar o que é fácil, mas isto não é feito de ânimo leve, tem um intuito é levar as pessoas a desistir de qualquer processo que tenham que tratar com este Estado.

O que seria desejável seria ter uma Administração Estatal com funcionários de carreira e com formação específica para o desempenho das suas funções como acontece em outros Países, apenas os dirigentes máximos são nomeados politicamente, mas os Governos podem mudar que o resto da estrutura estatal mantém-se a funcionar de acordo com as normas implementadas e no sentido de reger a coisa pública, tão bem ou melhor que podem, era assim que deveria funcionar o nosso estado, mas não é ainda temos uma Estado Salazarento, onde impera a cunha, o esquema, o chico espertismo e os favorecimentos.

Assim é muito difícil que tenhamos um estado a gerir a coisa pública em condições, por esta ou por aquela razão vamos andar sempres coxos e às vezes por questões de Lana-caprina.

Uma outra das coisas que está a acontecer neste País é que os organismos públicos estão a trabalhar apenas para os números. A título de exemplo dou-vos o caso do funcionamento da Unidade de Saúde da Grande Lisboa em que os médicos estão impedidos de utilizar papel para passar receituário, o mesmo deverá ser enviado através telemóvel, como devem imaginar existem situações em que as mensagens não chegam, outras em que os utentes não as conseguem ler e a confusão é mais que muita, mas disto ninguém fala, escreve ou se pronuncia, não se pode é proibido demonstrar as fraquezas do sistema e de quem o idealizou, não se pode afirmar que o Rei vai Nu, tal e qual como no tempo da outra senhora.

Henrique Pratas

 

 

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