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PS, o Congresso, a Esquerda e a Transparência

01-06-2018 - Eduardo Milheiro

A única coisa gostei no Congresso do PS foi mesmo o discurso de Pedro Nuno dos Santos e é pena que o PS não seja como no discurso que ouvi. Apetece-me dizer que Pedro Nuno dos Santos está no Partido errado e tenho quase a certeza que os Assis, Sousa Pintos e outros e outras de Direita e os fingidos à procura de tacho não lhe vão perdoar, bem como aqueles que sem a política e o PS seriam figuras obscuras.

Costa é mais do mesmo, quer ser de Esquerda com políticas de Direita, mas não pode fugir a isso porque sempre andou com eles e a reboque deles.

Já agora uma palavra para a intervenção de Ana Gomes, ao bom estilo MRPP, tiros para todos os lados, mas sem soluções.

O Partido Socialista tem na sua génese o anti-comunismo e a divisão do povo, é genético, foi sempre uma prática de Mário Soares e dos socialistas, alguns deles expulsos das fileiras do PCP por atitudes menos dignas a anti-patriotas.

Recuando no tempo, já nas eleições de 1969, a oposição não chegou a acordo para estabelecer listas unitárias, sobretudo, em virtude das disputas entre socialistas e comunistas, tendo os Socialistas concorrido com a CEUD.

Além do grupo político liderado por Mário Soares, a Acção Socialista Portuguesa (ASP), as candidaturas da CEUD incluíam ainda algumas personalidades católicas (como Alçada Baptista e Sophia de Mello Breyner Andresen) e monárquicas (nomeadamente Francisco Sousa Tavares e Gonçalo Ribeiro Telles). A formação da CEUD visava sobretudo destacar perante o país a existência dos socialistas, demarcando-se do Partido Comunista Português (PCP).

Após uma campanha afectada por múltiplas dificuldades levantadas pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) e pelas autoridades oficiais, a CEUD obteve resultados modestos, traduzidos somente em 8673 votos (5,2% do total) obtidos em Lisboa, não conseguindo eleger qualquer deputado para a Assembleia Nacional. Para Mário Soares, o número de votos da CEUD, ultrapassada pela Comissão Democrática Eleitoral (CDE) em Braga e Lisboa, não deixou de ser decepcionante.

As legislativas serviram sobretudo para a afirmação do projecto socialista, numa lógica de afastamento do PCP, que apoiava o CDE e o reforço da notoriedade de Mário Soares, o líder da ASP (que teria de se exilar novamente no ano seguinte).

Os Socialistas sempre montaram bens os esquemas para levarem a água ao seu moinho: foi a criação da UGT para dividir os trabalhadores, a manifestação da Alameda e o 25 de Novembro o seu expoente máximo, dividindo com a Direita o País.

O Partido Socialista nunca será um partido dos trabalhadores. Foi Willy Brandt que canalizou os apoios dados ao grupo socialista português através da sua Fundação Friedrich Ebert (FES). Esses apoios foram não só financeiros - importantes, especialmente para as cooperativas culturais de Lisboa e Porto -, mas também políticos e organizacionais. Foi com o apoio do SPD, um partido social democrata e da Fundação Ebert que foi fundado, na Alemanha Federal, em Abril de 1973, o Partido Socialista Português (PS).

Mas houve alterações com Helmut Schmidt no SPD que também mudou para o liberalismo económico.

O PS sempre seguiu a SPD, tendo até acompanhado as mudanças políticas do seu grande aliado alemão, pois sempre foram eles os financiadores do PS.

Não se pode pôr no mesmo saco gatos e cães. O Partido Socialista mais depressa se alia à Direita do que à Esquerda, assim o fez Mário Soares e os outros secretários-gerais, excepção para Costa que teve de alinhar com a Esquerda para ser primeiro-ministro, porque se não fosse esta engolir de sapos (BE e o PCP) em nome do povo e de uma política mais à Esquerda, o PS era oposição e nós estávamos outra vez com um governo ultraliberal aos ombros do PPD e do CDS.

Não acredito, nunca acreditarei em ninguém do PS. Este congresso nada me disse de novo, conheço muitos e sei o que eles pensam e o que querem da política.

Passem bem e continuem a acreditar nesta gente que este País vai longe, basta ver as declarações de Carlos César no Congresso que define como prioridade a transparência na política.

Presidente reeleito do Partido Socialista quer uma reforma que reforce a transparência em todos os actos e decisões políticas.

Pois, esqueceu-se das viagens e dos empregos da família.

Eduardo Milheiro

 

 

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