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Terça-feira 19 de Junho de 2018  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

PROCURA-SE LOCAL ONDE SE POSSA VIVER SOSSEGADO

25-05-2018 - Henrique Pratas

Em estilo de anúncio procuro local onde se possa viver com dignidade sem ser incomodado por mediocridade diária e não me incomodem todos os dias com, burocracias, histórias mal contadas e outras vigarices que todos os dias nos são anunciadas.

Eu não preciso de muito só quero ser feliz e que não me chateiem com “merdas” que não me dizem nada. Esta semana tem sido o Sporting e sabe-se lá onde é que esta novela acabará, abre-se a televisão em qualquer dos canais portugueses e é mais do mesmo Sporting, fazedores de opinião, meninos birrentos que não sabem nada de nada e um Presidente que eu intutelei de “pequeno ditador”, mas como poucos adeptos desse clube devem ler os meus textos, estamos perante a maior das vergonhas desportivas ao nível nacional, só espero e desejo que os que afirmavam, que o “menino” era o maior agora não venham dizer o contrário porque era patente, estava à vista de todos o energúmeno que estava à frente de uma Instituição que é o Sporting Clube de Portugal, eu escrevo isto, mas quero deixar claro que não sou sócio nem faço parte integrante do mesmo, sou de outra Instituição que fica no outro lado da Segunda Circular o Sport Lisboa e Benfica, mas não sou fanático ao ponto de não poder escrever que o que se está a passar no Sporting é culpa de todos os sócios e como português tenho vergonha do que aconteceu quer no estádio do Sporting, quando atiraram as tochas para a baliza do guarda-redes do Sporting, Rui Patrício, no Sporting-Benfica, nem que ocorreu na academia de Alcochete, considero estes acontecimentos uma vergonha nacional, assim como considero como principal responsável o Presidente do clube, assim como todos os seus sócios que não tiveram o discernimento para o mandarem embora em tempo oportuno e tal como nesse texto que escrevi, volto a questionar será que o Sporting não tem pessoas com mais capacidade para o exercício da função de Presidente?

Mas, colocando este triste episódio de parte, procuro um lugar em qualquer parte do Mundo, onde me deixem estar sossegado e não me incomodem e desde já deixo aqui o apelo se alguém conhece o sítio que pretendo a sugestão serão sempre bem-vindas, há muito tempo que não tenho nada a ver com “isto”, mas com o avançar da idade começa a ser insuportável viver neste País onde o partido que está no Governo disse em sede de campanha eleitoral que não iria aumentar os impostos e desde 2015, de acordo com os dados do INE, que estes não cresceram tanto, aumentaram 45%, mais um barrete que nos enfiaram e que nos enfiam todos os dias. Os políticos e restantes interessados que giram à sua volta para retirar benefícios em proveito próprio, mentem com quantos dentes têm na boca.

Se compramos uma casa temos que pagar IMI, que as Finanças não deixam de avaliar e aumentar a seu belo prazer, se temos alguma coisa e a vendemos pagamos mais-valias, porque ninguém vende um prédio urbano ou rústico por um valor inferior ao que consta na data da aquisição e o Estado está sempre a “sacar” era esta a descida de impostos prometida e o aumento de rendimento disponível que nos prometeram?

Tenho um primo que vive no Arripiado que tal e qual como eu herdámos património dos nossos pais e avós e que me diz “isto o que vale a pena é não ter nada” e eu não lhe deixo de dar razão. Este ano por causa dos acontecimentos que ocorreram no ano passado “lembram-se” que os terrenos tinham que ser limpos primeiro até uma data perfeitamente ridícula que mais tarde veio a ser alterada para uma outra considerada mais razoável e isto é um sintoma de que quem decide sobre estas matérias não percebe nada disto, toca de ouvido.

Para quem tem uma idade como a minha e que já viveu uns bons anos, numa assistimos a tanto “histerismo” com a limpeza dos terrenos e das matas e nunca ocorreram fogos como aconteceram o ano passado. Entendo que não era necessário deste espalhafato, vivemos em democracia e já vivemos sem ser em democracia, mas uma coisa eu vos escrevo, no tempo da outra senhora existiam, guarda-rios, guardas-florestais e no tempo da outra senhora nunca ocorreram episódios como ocorreram o ano passado, porquê, porque as pessoas eram responsáveis e sabiam o que deviam fazer, se o não sabiam às boas, sabiam a troco de uns cachaporradas, que nunca fizeram mal a ninguém, com o evento da democracia todas as pessoas interiorizaram que só tinham direitos e esqueceram-se das obrigações que lhe estão associadas e deixou-se andar este laxismo a par de outras negociatas ligadas à madeira, sim porque a maior parte dos fogos que ocorreram apesar de terem mão criminosa por detrás, têm interesses económicos velados e que manobram nos bastidores, dão uns cobres a uns pobres coitados e necessitados e estes fazem o “servicinho” que lhes pedem, colocar fogo em pontos estratégicos.

Com este histerismo desenfreado de “impor” a limpeza de terrenos à via força, criaram outras áreas de negócio, quero eu dizer face às “bem-ditas” medidas tomadas pelo Governo as empresas que existiam criadas para o efeito não tiveram nem têm capacidade de resposta, as juntas de freguesia muito menos e os Municípios, nem se fala, tudo isto apesar de existirem muitas pessoas a receberam o rendimento social de reinserção e outras o subsidio de desemprego, mas que não são aproveitadas para prestarem este tipo de serviços. O que é que se originou então, as empresas que existiam e criadas para este efeito aumentaram o preço da sua prestação de serviços e o que é que estamos a assistir de forma vergonhosa, a muitos reformados com pensões miseráveis, com uma respeitável idade a terem que fazer um esforço que não se lhes devia ser exigido, estão a limpar os seus terrenos como podem, há medida que podem e alguns desfazendo-se das parcas poupanças que possuíam.

Por isto e por outras coisas mais, estou farto “disto” até às “guelras do c……….” como diz um amigo meu e por esse motivo procuro algum lugar em qualquer Planeta habitável um lugarzinho onde possa viver o resto dos meus dias, sem estar rodeado de tanta merda.

Henrique Pratas

 

 

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