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Do Bloco Central

11-05-2018 - José Paz

Era ainda rapaz quando das Eleições de 25 de Abril de 1983, nesta altura já me aprontava para deixar a Escola Obrigatória, embora já trabalhasse há muito, como os demais da minha idade 13 anos, aos quais sempre se dizia: não te metas na política nem na religião, aprende um ofício que é esse o teu ganha pão.

Ora quem nasce com o bichinho da política, dificilmente se abstém de se meter na realidade democrática do seu dia a dia.

Assim nestas Eleições o PS de Mário Soares ganhou com 101 deputados, o PSD de Carlos Mota Pinto ficou com 75 deputados. Não tardou a juntar-se a fome e a vontade de comer e que levaria à constituição do primeiro Bloco Central pós 25 de Abril de 1974 e que malograda história haveria de durar muito pouco, pois que o Sr. Primeiro Ministro Mário Soares após negociar a entrada de Portugal na União Económica Europeia, se apressou a demitir-se para concorrer ao lugar de Presidente da República nas Eleições de 1985. Daqui resultaria a divisão dos Socialistas e a consequente Eleição de Aníbal Cavaco Silva, com uma sequência de 10 anos de atraso estrutural do país embora como se dizia na altura; chove dinheiro a rodos, mas a água não chega a todos.

Em 2015 António Costa não ganha as Eleições, mas com 86 deputados e mais 19 do BE, 15 do PCP,  2 do PEV, retira da gaveta o Socialismo e forma um Governo de Esquerda Esfomeada de poder político.

Com os seus 122 deputados garante a sua maioria, silencia as Esquerdas e as Direitas, adormece os sindicatos e centrais sindicais, compra a comunicação social de um jornalismo dependente do erário público, ilude a administração pública e o poder autárquico, negoceia os aumentos dos Deputados e do Poder Judiciário, incute a negociação de dívida a 6 anos passando-a para 20 anos, diz que ganhou independência e autonomia numa suposta almofada financeira assente nas baixas taxas de juros, mas o dinheiro ninguém o vê, não chega onde é preciso, falta a quem dele necessidade tem. Temos hoje a mais alta taxa de impostos desde há 22 anos, continuamos a pagar subsídios de deslocações e alojamento, bem como assessorias milionárias, contratos adjudicados directamente sem racionalidade e sem prestação de contas públicas, injeção de dinheiro nos falidos bancos e demais empresas do Estado a que ninguém responde como responsável de forma civil ou política ou sequer criminalmente e por fim parece haver a vontade de repor as Reformas Vitalícias de Suas Excelências.

Afigura-se um novo Bloco Central, sempre o negaram Rui Rio e António Costa, mas sempre foi negociado desde o assalto à Direção do PS por António Costa e nas Eleições sem Transparência de Rui Rio para a Direção do PSD.

Começa a desenhar-se o Cerco à Cidadania e Democracia Participativa Portuguesa, os primeiros acordes da pauta musical foram apadrinhados pelo maestro Prof Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, Sr Presidente da República que disse ser bom para Portugal um entendimento nos grandes planos estratégicos nacionais. 

Assim a negociação feita para a descentralização da gestão pública do Estado Central para as Autarquias, perece unir o PS e PSD, mas é então o PCP, CDS, BE, e mais importante os Movimentos Independentes de Cidadãos, não têm nada a dizer!

Com toda a certeza os acordos serão bons para Portugal, mas serão para os Portugueses?

É que Portugal é uma República Democrática confinada a uma Constituição de Pluralidade Económica e Social, mas na Democracia é uma Ditadura fechada em Acordos de Bloco Central que defendem apenas e só os interesses do Poder Político instalado este que representa pouco mais que metade dos Portugueses, daqui que o que pode parecer bom para Portugal pode ser muito mais para os Portugueses.

Movimento Cívico Sinopse
O Presidente
José Fernando Marecos da Paz

 

 

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