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CANALHAS

11-05-2018 - José Janeiro

A resignação é um suicídio quotidiano (Pindaro)

Todos mas todos são culpados! Os que se calaram e os que o fizeram, bando de canalhas e bandalhos.

Acordaram agora, foi preciso mais uma bronca desta vez do senhor “corninhos” para que se distanciassem, nem quero acreditar que seja um faz de conta, e começarem a exigir algum decoro.

Tipos sem um pingo de vergonha nas trombas, tipos sem um pingo de dignidade, gente sem escrúpulos, também o que esperaremos de gentalha que mente descaradamente sobre o local de residência para arrecadar benefícios, ao abrigo de uma lei que eles aprovaram?

2/3 dos processos de corrupção foram arquivados em 2017, apenas 5 condenações e 2 absolvições, segundo dados do Conselho de Prevenção da Corrupção, temos que concluir 3 coisas, ou afinal não somos um país de corruptos e o que aconteceu ultimamente é apenas uma miragem espectral do calor gerado num país aquecido pelo sol, ou temos uma justiça branda e pouco actuante, ou ainda não há legislação capaz de os travar. Sobre a ultima hipótese não acredito, porque a Procuradora Maria José Morgado afirmou muitas vezes que não é por falta de legislação adequada, restam as duas hipóteses anteriores, as tais que só quem use um tico e teco em vez de um cérebro é que acreditará.

Todos sabemos, e os políticos acima de tudo, que passando este período “sabático” informativo em que se mandam umas bocas contraditórias para papalvo ouvir, tudo voltará como dantes sem alterações e sem um pingo de vergonha.

A impunidade grassa pelos padrões do boneco a que chamam justiça, aquela coisa em frente aos tribunais com espada, balança e venda nos olhos, todos sabemos que passando a tormenta vem a bonanza, sempre assim foi e sempre assim será, enquanto não nos revoltarmos, mas nas ruas e não no sofá tudo ficará imutável. Continuamos mais preocupados com quem ganhou a taça, com as greves sectoriais para reclamar supostamente condições laborais, mas na verdade apenas melhores salários, com as horas que se trabalha, mas apenas no sector publico os tipos do privado são apenas uns pagantes contribuintes sem os mesmos direitos mas com imensos deveres, triste povo este.

Os canalhas e bandalhos continuam livremente a sugar tudo á volta como um aspirador, não deixando pedra sobre pedra, com culpa escondida por leis que eles fizeram para se auto protegerem a troco de propinas mensais estando no governo. Cabrões!

Sim, em breve tudo irá ficar no impune, conveniente esquecimento e com desculpabilização devidamente aferrolhada em sucessivos recursos até á morte dos intervenientes, que mantêm de forma vil os bens que obtiveram de forma ilícita.

Á politica o que é da política, á justiça o que é da justiça e princípios republicanos, foram cobardemente esgrimidos para tapar o sol com a peneira. Estas bocas cobardes são transversais a todos os partidos envolvidos em escândalos e tantos que são, que enumera-los alem de fastidiosos, conseguiríamos o feito de uma lista sem fim á vista tal a catadupa de casos em cadeia.

Desafio-vos a fazer-lhes doer no bolso, temos o dever de nos revoltarmos: não paguemos impostos, não cumpram leis, não os respeitem, insultem-nos, digam-lhes nas trombas o que pensam, sem medos, só assim podemos mudar o sistema. A anarquia será a solução para que estes canalhas sintam o verdadeiro poder do povo. Lamentavelmente ninguém aderirá por medo, porque esperam que os outros o façam, ou apenas por cobardia.

Acabemos com o sistema que nos corrói e que roda sem fim entre os mesmos em circulo vicioso.

Acordemos todos para acabar de vez com a gentalha que nos trouxe até aqui durante 44 anos com promessas de liberdade, justiça e igualdade, restando apenas 2,2 milhões de co-cidadãos na miséria e outros tantos remediados pelos roubos do sector público que nos endividou e comprometeu a vida de varias gerações. Vergonha!

Há que acabar com os canalhas e bandalhos.

Até para a semana.

José Janeiro

 

 

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