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O PS: partido político ou organização criminosa

27-04-2018 - Eduardo Milheiro

Disse a Eurodeputada Ana Gomes, que o PS não pode continuar a ser "instrumento de corruptos e criminosos".

Pela primeira vez, uma figura notável do Partido Socialista tem a coragem de abordar a grande verdade sobre o PS. O PS é um antro de corruptos e criminosos.

Os sucessivos escândalos surgidos em torno de figuras gradas do PS - que não têm deixado ninguém indiferente a não ser os membros do PS – descredibiliza, na minha opinião, um partido que para mim nunca teve credibilidade desde o 25 de Abril.

A lista é grande, não tem comparação com qualquer outro partido, foram Armando Vara, José Penedos, Paulo Penedos, Caso de Macau com Mário Soares, Carlos Melancia, Rui Mateus, Strecht Monteiro, o enorme escândalo da Operação Marquês com José Sócrates a comandar as operações, finalizando com Manuel Pinho, Ricardo Salgado e EDP. São milhões e milhões de euros de corrupção a fazer fé nas condenações e nos arguidos constituídos.

Há muito mais matéria para se poder exemplificar algumas ligações de políticos do PS, mas seria exaustivo e para o caso agora não importa.

O DDT (dono disto tudo) por aquilo que vem ao conhecimento dos cidadãos, teve sempre políticos na mão, é o caso do ex-ministro da economia do governo de Sócrates, Manuel Pinho, que ao mesmo tempo que tinha ordenado de ministro recebia mais 15 mil euros por mês de Ricardo Salgado, tendo pelo meio coisas obscuras com o Mexia da EDP.

Sócrates também é acusado de ter recebido milhões de Ricardo Salgado, mas Ricardo Salgado quase em todos os governos desde o 25 de Abril teve homens de mão seus, assim como na UGT.

A promiscuidade é impressionante. O dinheiro roubado é um valor incalculável. Rebentou com o BES e ia rebentando com CGD, só não rebentou porque o nosso dinheiro tapou o buraco, buraco criado principalmente por homens do PS na Caixa, que emprestaram dinheiro a quem sabiam que nunca pagaria, também há nomes, mas por agora é melhor não falar neles.

Montepio, outra organização onde proliferam os homens do PS, sobre este caso vamos esperar para ver o que nos diz o futuro.

Isto é o que se sabe. O que será na realidade e que anda a ser investigado veremos nos próximos tempos.

O debate desta rede constituída por antigos dirigentes do PS, que na época eram activos dirigentes do PS e a explicação cabal dos crimes cometidos por esta gente não foi feito em nenhum Congresso nem por nenhum destacado dirigente. Porquê? Telhados de vidro?

O PS e os seus dirigentes meteram a cabeça na areia tentando, digo eu, que estes escândalos com o tempo passassem ao esquecimento. É um escândalo muito grande para entrar no esquecimento e, como sempre nestas situações, “o povinho quer sangue”.

Mas voltando ao que para mim é uma falta de frontalidade e de honestidade: o PS não assuma nada do que aconteceu, sendo que só a deputada europeia Ana Gomes teve até agora a coragem de tratar as coisas pelos nomes, dizendo que PS não pode continuar a ser "instrumento de corruptos e criminosos".

O PS infelizmente é o maior partido português, não conseguindo eu entender porque é que a grande maioria do Povo Português acredita nesta gente ainda para mais com estes factos revelados sobre alguns dirigentes e membros do PS. Seria, no mínimo, mais que suficiente para serem penalizados, seria uma maneira do povo demonstrar que não queremos criminosos e corruptos a dirigir o nosso País.

Mas tudo isto me parece ser suficiente para afirmar que a promiscuidade se instalou no PS, só não percebo porque não toma o PS uma posição oficial sobre os diversos casos e membros do partido arguidos ou condenados. Volto a ter de dizer: serão telhados de vidro?

Num aparte, para que tenhamos ideia do que é a ética e o comportamento dos Socialistas, duas figuras com responsabilidade no País e no PS: Ferro Rodrigues e Carlos Cesar, sobre os subsídios nas viagens dos deputados para as filhas, consideram normal a duplicação dos mesmos. Que democracia foi esta que criámos?

Não falo do PPD, mas também tem gente desta, fica para uma próxima oportunidade e paciência, pois eu sei que isto é “a mesma coisa que chover no molhado”.

Que a justiça seja feita, que o Estado de Direito prevaleça e que exista para todos, que a justiça seja cega como deve ser.

Espero eu.

Eduardo Milheiro

 

 

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