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Segunda-feira 15 de Outubro de 2018  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

Bancos Portugueses

20-04-2018 - Henrique Pratas

Dando sequência ao mote do colaborador do “Noticias de Almeirim”, José Janeiro, acho que os Bancos Portugueses são uma espécie de máfia à portuguesa ou de sociedades secretas, tal e qual como Mário Soares afirmava que o Partido Socialista era o partido que defendia o socialismo à portuguesa. À portuguesa só conheço o cozido, mas lendo e pensando no que ele escreveu e dos poucos nomes que apontou, porque muitos mais existem e ficaram por apontar e seria fastidiosos para todos os vós vejo e constato que para os Bancos tem que existir dinheiro, pode não haver dinheiro para aumentar os funcionários da administração pública que custariam ao Orçamento de Estado cerca de 300 milhões de euros, fazendo um incremento salarial igual ao da inflação que este Governo proclama de ser 1,4%, este seria o custo para todos nós se aumentássemos os funcionários do Estado, mas para injetar dinheiro na Caixa Geral de Depósitos e no Novo Banco, o Estado que somos todos nós, vai despender uma valor superior em 28 vezes o que referi ou seja a módica quantia de 8.400.000.00,00 €.

Tenho muita dificuldade em entender estas opções e fico cada vez mais com a certeza que somos nós cidadãos comuns, trabalhadores e contribuintes deste País, que andamos a tapar os buracos criados pelas más práticas de gestão no setor bancário. Mais acresce a isto tudo que o Novo Banco já afirmou que iria encerrar 73 agências e despedir mais de 400 trabalhadores. Tudo isto me soa muito mal aos ouvidos, então contrataram um gestor de alto gabarito e o resultado do seu trabalho é este, tanto quanto sei o Novo Banco é um banco privado porque é que não vão confiscar os ativos dos acionistas que praticaram as habilidades que praticaram para que o desfecho do Banco fosse este, porque é que somos nós contribuintes que temos que suportar estes prejuízos com injeções de capital para que os donos disto tudo possa continuar a brincar com isto tudo. Porque é que sendo o Novo Banco, privado não se deixa ir à falência, como acontece em muitas empresas que entram por práticas de má gestão? Porque provavelmente há muita gente que andou a comer dentro da mesma “gamela” e os interesses instalados são muitos. O que é que fazem aos devedores de fortunas imensas que passeiam na nossa sociedade e que são sobejamente conhecidos de todos nós, passeiam-se por este País e pelas nas nossas ruas, como se não tivessem feito nada, pudera têm sociedade de advogados a defendê-los e a protelar julgamentos, com o intuito de os processos judiciais prescreverem, porque é que não lhes penhoram os ativos que sabem de fonte fidedigna que são deles, independentemente de estarem em seu nome ou não ou fora do território nacional, não podem, não querem ou não lhes dá jeito, tudo isto tem contornos “mafiosos”, onde impera o secretismo e o “entendimento” tácito entre todas as entidades bancárias, construírem mais um feudo, deixaram de ser um prestador de serviços para passarem a ser setores de atividade económica “paralela” e com regras de funcionamento nada transparentes. A mesma coisa se aplica à Caixa Geral de Depósitos, que apesar de ser um Banco público, praticaram-se atos de gestão completamente desastrosos por comissários políticos que lá foram colocados pelos diferentes partidos políticos do arco da governação, tanto do PPD/PSD, CDS e do PS, que nunca sabemos de que lá é que está ou sabemos estão do lado dos interesses deles.

O que se passa ao nível bancário é uma perfeita calamidade, cometem-se barbaridades atrás de barbaridades, a confiança que se pode ter em qualquer Banco é pouca ou nenhuma, qualquer dia uma pessoa prefere ter o dinheiro em casa porque os Bancos são um local onde não se deve confiar os nossos dinheiros, porque pura e simplesmente eles não estão lá para defender os interesses dos clientes, mas sim os seus interesses e dos seus mandantes e aqui não coloco os seus funcionários de fora que muitas das vezes, obedecem cegamente ao que lhes mandam fazer a troco de umas migalhas. Não quero generalizar porque as generalizações são sempres perigosas e existem honrosas exceções mas a maior parte dos funcionários bancários não reúnem o mínimo de condições para o exercício de funções, aliás conheci uma que tinha andado na escola agrária em Santarém e sabe-se lá como, de um dia para o outro apareceu como subgerente de uma dependência bancária, passando a maior parte do tempo na caixa e poder-lhes-ia contar mais episódios, mas muitos de vocês também já devem ter passado pela arrogância e petulância com que muito deles se apresentam, quer quando estão no exercício das suas funções, quer quando estão no meio da sociedade, a maior parte são os pobres de espirito porque para além de não serem possuidores de conhecimentos de base para o exercício de funções, apenas sabem tocar de ouvido alguma coisa que alguém lhes ensinou e que mal sabem fazer, titubeiam ou vão cambaleando ao som das buzinadelas que lhes tocam, mal comparados são como os burros, sem ofensa para estes últimos.

Sobre esta matéria gostava de entender o papel do Banco de Portugal que deveria, sim leram bem, deveriam ser a entidade reguladora desta atividade, mas que não prega nem prego nem estopa no funcionamento deste mercado, outrora quando existiam Homens como o Dr. Jacinto Nunes e outras Homens qualificados e com competências para o exercício, o Banco de Portugal era uma instituição com credibilidade, em que os cidadãos podiam confiar, nos dias de hoje tornou-se o local de acolhimento dos ex-Ministros e Secretários de Estado, dos diferentes partidos políticos que estiveram no Governo e como não sabem fazer nada são colocados no Banco de Portugal, último reduto e refugio dos incompetentes e nós a suportarmos estes custos.

O setor bancário tornou-se uma atividade “mafiosa” em Portugal, os princípios e os valores que subjaziam ao desempenho da atividade bancária foram trocados por outros artistas com mais predisposição para as habilidades e passes de mágica e o resultado é o que temos.

Termino com uma criticando a opção do Governo não ter aumentado os funcionários da administração pública em desfavor das injeções de capital na Caixa Geral de Depósitos e no Novo Banco, ficámos todos a saber, se dúvidas tivéssemos de que lado está o Partido Socialista e mais qual a diferença ente ele e o PPD/PSD ou CDS, nenhuma, enquanto o primeiro pratica os atos de forma encapotada os segundos fazem-no de uma forma direta. Com estas medidas o que o PS fez foi ao injetar os milhões indicados para os bancos mencionados, exigir a uma fatia significativa da população portuguesa, que não têm aumentos salariais há mais de 10 anos, que apertem mais o cinto porque os impostos indiretos aumentaram, o rendimento disponível das famílias diminuíram por essa via e ainda vão diminuir mais porque este ou outro Governo vai ter que voltar a mexer nos impostos sejam eles de forma mais percetível, impostos diretos, ou de uma forma mais capciosa como o PS o fez de forma indireta, será sempre a classe que depende dos seus parcos rendimentos do trabalho que pagará isto tudo, porque aqueles que decidem, esses têm ou possuem rendimentos que não são tributados, mas que na verdade são um rendimento, dou-lhes alguns exemplos: viatura à disposição, mais combustível; telemóveis; jantares e almoços, ajudas de custo, deslocações, lugares em camarotes de alguns clubes e por aí a fora. E quem apenas vive dos seus rendimentos do trabalho o que é que tem uma mão cheia de nada.

Foi para e por isto que o 25 de abril teve lugar, estamos a meu ver a caminhar para uma situação em que a uns tudo lhes é permitido e estão a coberto da Justiça e outros completamente desprotegidos e desprovidos de tudo até ao acesso há Justiça, à Saúde, há Educação e há Habitação, a maior parte dos cidadãos deste País estão voltados ao ostracismo esta é a realidade nua e crua. Quando olhamos para o que se passa no Brasil e ficamos preocupados é bom que olhemos para a “marcha” que se vai desenvolvendo neste País porque não há de tardar muito que não estaremos numa situação igual devido a algumas diferenças culturais, organizacionais e geoestratégicas, mas semelhantes certamente que sim.

E que eu sonhei tanto que o 25 de abril havia de fazer deste País um País diferente……….

Henrique Pratas

 

 

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