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Nunca digas nunca…

24-04-2014 - João Torres

Sempre disse que em política, o que é uma verdade incontornável hoje passa a ser uma mentira tremenda amanhã.

O ódio de certas pessoas por um partido político ou mesmo pelos seus intervenientes rapidamente se transforma em amor quando os agentes desse partido político prometem deliberadamente, conseguindo assim com as suas "falinhas mansas", convencer o maior dos cépticos e o mais crítico dos críticos. Principalmente em tempos de crise quando o pouco até parece muito. Demagogia e esperteza do político, burrice às vezes potenciada pelo desespero de quem começa a acreditar.

O político é um tipo de ser humano que se encontra formatado para enganar, aproveitar-se do próximo, para assim atingir o objectivo do paradigma da eleição (salvo raras excepções). Logo após o seu objectivo atingido é raro o político que cumpre com o prometido já que entra em linha de conta com as suas prioridades e a conveniência de quem ajudar. Sim, porque esse alguém ajudado poderá ou não trazer-lhe dividendos futuros, quem sabe até de uma nova eleição.

Ao longo dos anos este tipo de procedimento tem sido uma prática corrente. Tudo perfeitamente natural ou não fosse o político, um ser humano e logo o ser vivo com a maior das capacidades de adaptabilidade ao meio que o rodeia. Mesmo aqui poderemos estabelecer certo tipo de destrinça entre os vários tipos de políticos que "reinam" no nosso País.

Temos então:

-o político profissional-aquele que nasce no seio da jota e que vive e se alimenta do partido ao longo da sua vida. Caracteriza-se pelo seu sectarismo exacerbado em que tal qual um fanático religioso faz do seu partido o seu "modus vivendi", relegando para segundo plano a família, amigos e outros interesses que passariam certamente por uma formação adequada e uma cultura pessoal mais trabalhada;

-o político ocasional-alguém que aliciado por um político profissional embarca no sonho do poder, inebria-se com isso mas que servirá sobretudo para alimentar o profissional;

-o político de estado-político que surgiu imediatamente após o 25 de Abril e que ao longo de quase 40 anos tem regido a seu bel-prazer o País. Caracteriza-se por ser ele a comandar os seus fiéis seguidores tal qual tropas alinhadas na prossecução dos seus próprios objectivos. Com tentáculos extremamente compridos que abrangem os vários sectores da sociedade.

Um partido e os seus militantes regem-se por um código de conduta, no qual por imposição de uma minoria mas ocultada por certo tipo de gestos democráticos como eleições internas, consultas aos militantes impõem a sua vontade a todos os outros de uma forma quase imperceptível.

Encontra-se no ADN de um partido o objectivo da angariação neste caso de seguidores, vulgo militantes ou mesmo simpatizantes. Simpatizantes estes que um dia disseram nunca mas que num qualquer ponto das suas vidas relegam princípios, ideologias passando a dizer sempre.

Tal qual Fausto, a alma ao diabo fica encomendada!

Nunca digas nunca! Nunca tal expressão foi tão verdadeira!

25 de Abril, sempre!!!

João Torres, engenheiro do ambiente

 

 

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