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COINCIDENCIAS

19-01-2018 - José Janeiro

As leis cósmicas desempenham um papel crucial na vida das pessoas. Essas leis estão ao alcance só de alguns, via astrologia, divindades e cartão partidário. Sim, estou a ironizar sobre as coincidências que abundam na nossa sociedade e que de tão extraordinárias nos deixam atordoados com tamanha capacidade do mais fino recorte técnico das mentes obtusas.

O António Vitorino que entre outras tarefas, porque como sabemos os homens não se medem aos palmos, senão ele apenas seria um misero ser de metro e meio de tarefas, enquanto aqui o vosso amigo um ser de dois metros de tarefas, dizia então, que desempenha funções na Brisa, enfim um dos 12 cargos que desempenha em varias empresas, e ao qual acrescenta o nobre epiteto de “facilitador de negócios”, coisa muito em voga nos ex-políticos, conseguiu fazer “migrar” 125 milhões de impostos devidos pela Brisa para um outro local qualquer, como o bolso accionista. E pronto o homem vale varias vezes o seu peso em ouro e agora entendem porque razão se vai buscar esta gente para as empresas.

Vejamos como a coisa se passou: A Brisa detinha uma participação na Companhia de Concessões Rodoviárias do Brasil, que vendeu, ora haveria lugar à tributação de mais-valias dado o encaixe 1,3 mil milhões de euros. O inspector da Unidade de Grandes Contribuintes, entendeu que a operação seria sujeita a imposto em Portugal, logico que a posição da empresa foi outra. Pedidos dois pareceres pela Autoridade Tributaria conclui-se num deles que sim havia lugar ao seu pagamento e no outro não, devido ao acordo de dupla tributação Portugal- Brasil, aonde dizem ter pago o imposto. Ora o desempate foi: “bom usamos o segundo parecer que diz nada dever”, brilhante! Por coincidência, a Autoridade Tributaria não explica porque razão optou pelo segundo parecer e há coisas do diabo, o metro e meio de gente, está na AG da Brisa… Coincidências!

E como uma coincidência nunca vem só o nobre Vitó, que quando era pequeno (ainda mais pequeno, entenda-se), todos lhe cantavam: “vitó tinha uma gaita de um buraquinho só e todos lhe diziam toca na gaita vitó”, nada mais errado porque a gaita deste vitó tem vários buraquinhos e uma enorme experiencia, segundo ele em “migrações”, como se viu no caso da Brisa, e vai daí, quer candidatar-se a esse lugar na ONU, como Presidente da Organização Internacional para as Migrações. Esta gente tem cá uma destas capacidades que até fico siderado com tamanha sapiência.

A EDP fez birra e não quer pagar uma taxa extraordinária sobre a energia. Como não foram eles a fazer a respectiva lei acham injusto (ironia). Parece que em Janeiro de 2016 a justiça deu razão ao estado em acções semelhantes de outros intervenientes, GALP e REN.

Ora o Mexia num golpe de mestre conseguiu antecipar a sua confirmação no cargo junto dos Chineses e tramou o governo que queria alguém mais confiável na gestão. Mas na mudança de cadeiras, o chaiman (tradução literal o gajo da cadeira), o tal Pintelhos, está de saída e fala-se que entrará o Luís Amado. Ora o CV do Luís Amado é muito interessante: Professor do ensino secundário, ministro, secretário de estado e deputado e quando o convidaram para o BANIF sabemos no que deu e agora vai dar luz cá á malta. Mas isso pouco interessa porque a peça chave é o cartão partidário certo, porque essa coisa de competência é só para alguns.

Ainda vamos ver os bons serviços da nobre função de “coincidências” a desenhar a forma correcta para anular a tal taxita da EDP.

E quando alguém mexe com interesses instalados trama-se. A Procuradora de Justiça tem estado debaixo de fogo, não bastava a acusação da intervenção nas adopções da IURD e agora temos fogo cerrado numa entrevista da Ministra da Justiça em que “acha que deve ser substituída”.

Dizem as más-línguas que as duas não se gramam, mas diz-se por aí, que a mossa feita com o processo do gajo de Angola o Manuel Vicente, com o Sócrates, o Ricardo Espirito Santo e outros gajos importantes lhe valeu alguns ódios de estimação e nada melhor que… coincidentemente, se defender como quem não quer a coisa, a sua substituição.

Há coincidências do c$#&o… disso que estão a pensar!

Mas coincidência, coincidência é a da lei dos Partidos políticos. Reparem bem: os Partidos políticos estão genericamente na bancarrota e nada melhor que fazer uma lei que os salve. O PR tramou-lhes a vida, mas só depois da vergonha ter sido tornada publica.

Eis então que o PS diz que não senhor nada se mexe na lei, a CDU igual, o BE é um NIM, o PSD espera que o RIO corra para o mar, o CDS diz que tudo é uma bosta e o PAN secundariza, mas pedindo que a bosta sirva para adubar os vegetais, enfim coincidências.

Ficaria mal se não verificássemos a última e derradeira coincidência, a coincidência das coincidências. Soube-se, por certo por más-línguas, que além das quotas pagas em massa aos militantes votantes para líder do PSD, por coincidência, vivem às carradas na mesma casa ou em alternativa num descampado. Presume-se que seja carência de habitação, vá-se lá saber.

Estas práticas desde que os partidos se “democratizaram” em eleições directas, tem demonstrado o caciquismo e a forma como vêm a democracia que é mais ou menos assim: não importa quem vota desde que eu ganhe! Apenas a CDU se safa por ter um regime mais democrático: “aqui mando eu e mais nada”, assim tipo Estaline, mas mais tuga.

Coincidências!

Até para a semana

José Janeiro

 

 

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