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COISA RARA… RARISSIMA!

15-12-2017 - José Janeiro

Vou falar-vos esta semana de PULHICE, trasvestida de caridadezinha, pelo que peço desculpa antecipadamente de algum vernáculo que saia das teclas deste computador de onde vos escrevo, não me vou conseguir conter, mas acreditem será mais forte do que eu e nem vou contar até dez para entender se devo escrever o que quero, será portanto ao correr da pena, como se diz. Irei como é meu hábito usar a ironia para retratar os casos gritantes a coberto da palavra solidariedade para aproveitamento pessoal, em regime de filha putice, sim filha putice da pior espécie humana, gentalha que se julga um anjo de luz resplandecente, mas passam de lixo.

Vi a reportagem sobre a instituição “raríssimas” e ao longo dos minutos passei de incredibilidade, a nojo e por fim a ODIO. Um ser humano (pelo menos no aspecto parece um ser humano), que usa a desgraça alheia de crianças e adultos, com doenças raras para sua auto promoção e enriquecimento, merece apenas uma coisa: A PENA DE MORTE, mas lenta e dolorosa. Essa gente sem um pingo de vergonha e pudor merece um pau pelo cu acima num empalamento dela, do marido, do herdeiro do pedaço e do amante, para que os genes não se multipliquem por aí e venham contaminar ainda mais a sociedade. Sim, que saudades tenho da idade media quando vejo gente desta. É gente que se acha acima de tudo e de todos, numa barbárie de deslumbramento de quem é apenas um pedaço de merda malcheirosa libertada de um qualquer rato de esgoto após digerir os dejetos que ali deliciam esses roedores.

Habilidades nas IPSS e em órgãos parecidos já tínhamos que chegasse, lembrem-se: roupa doada vendida em feiras e afins, carros topo de gama de padres, desvio de verbas doadas na caritas, a escandaleira do Banco Alimentar e supermercados, dirigentes a fornecer os serviços sem consulta ao mercado, entre outras e o que mais por aí haverá escondidas no escurinho das IPSS que usam dinheiro público e a boa vontade das pessoas para fins obscuros, mas um acto tão escabroso como este de aproveitamento da desgraça alheia de forma tão vil é único e indecoroso. Há muito que desisti de doar seja o que for via esta gente, afinal tinha razão.

Mas raro raro é ver uma rainha da sucata que se acha rainha do pedaço, implantar uma dinastia sucessória associativa sem que os seus pares que a ouvem dizer esses disparates a contraponham, remetendo-se cobardemente ao silêncio pactuante com a alarvidade. A cobardia, ou os interesses instalados reduziram ao mutismo quem a ouvia com tiques de Kim Jong Un nacional.

Mas mais raro é ouvir dizer que “não somos todos iguais e quem assim julga, deve-se atirar da ponte vasco da gama”, fantástica dedução de uma mulher com tiques adquiridos de tia, que incentivava os ignaros que pensam que todos nascemos iguais a fazerem, sei lá, bungee jumping sem os elasticos, para se redimirem de terem conseguido o inútil feito do nascimento via rata, enquanto ela terá sido brilhantemente cagada. Na verdade, não somos todos iguais, não senhor, porque apesar de sermos um país com uma elevada percentagem de corruptos por m2, ainda há gente que não se compara com esterco deste calibre, sobrando alguma dignidade nacional no meio da imundice que aqui grassa.

Sentiu-se respaldada pelas ligações que ia adquirindo e a importância que lhe davam e por isso achava-se o máximo e queria ser tratada como merecia pelos demais e esse tratamento incluía tiques de realeza de um passado já distante, em que os subordinados se levantavam á passagem de sua excelência reverendíssima, aonde terá a figurinha visto tal coisa? Julgo que quis copiar a Coreia do Norte aonde o culto e bajulação do líder é uma realidade, ficámos sem saber se as pessoas tinham obrigatoriamente que bater palminhas e dar pulinhos e também desconhecemos se a coisinha chicoteava, ou mandava para um campo de reeducação quem assim não se comportava.

Em sua defesa, disse a abjecta coisa, que a líder da Associação tinha que estar bem na sua representação, medindo-se essa representação digna com: vestidos caros, joias, BMW topo de gama, gambas a rodos e deslocações casa trabalho, trabalho casa que paradoxalmente dizia ser em viatura própria, mas era em carro da associação que por dignidade tinha que ser um carro de luxo, não fossem os patrocinadores pensarem que o dinheiro era mal gasto em coisas mesquinhas como ajudar as crianças da instituição. E mais, que as coisas foram descontextualizadas, fiquei boquiaberto ao ler tamanha produção literária do mais fino recorte técnico. Na verdade perante isto tenho que pensar duas coisas: ou é verdade o que ela diz e tudo aquilo foi montado em Hollywood e assim sendo a repórter terá que ser internada urgentemente num hospício, ou aqueles documentos existem mesmo e não foram fabricados, vá-se lá saber o que quer dizer a palavra “descontextualização” no dicionário da gaja.

Exige um PPR ilegal, porque a menina tinha 50 anos e quando se reformasse queria ter uma vida digna como a que estava habituada, desconhecemos se a vida a que se referia era a de vendedora de jornais e miudezas, do passado, se a vida actual de tia, certo, certo é que entendia que tinha direito a tal por ser caridosa e pessoa de bem. Enfim, sabemos lá o quanto a deusa o merece por tamanhos actos de interesse público e de anjo protector.

Que as tias todas, as figurinhas politiqueiras e sei lá mais quem, queriam aparecer na fotografia para mostrarem o quanto são c-a-r-i-d-o-s-a-s, pedindo um dinheirito, palavras da mãe de Portugal, ou assumindo cargos de consultadoria na dita associação a ganhar uns míseros 3000 euros por mês, que coitado precisava urgentemente que fosse pago, mesmo “rapando o fundo ao tacho” por causa de devolver o iva trimestral, ou sei lá, fazer umas viagenzitas para bem da caridade, tudo no estrito interesse das criancinhas e para demonstrarem o quanto se interessam pelo bem-estar dos que precisam. Eis então que viram agora, o quanto a caridadezinha mesquinha lhes valeu na prática. Como é possível haver gente que desvia dinheiros para benefício próprio que deveriam ajudar aqueles que dele precisam? Que tipo de gente é esta que aceita isto? Que coisas são estas que se dizem pessoas e seres humanos quando não passam de uma coisa abjecta e amorfa?

Como se tal não bastasse, outras perolas saíram daquela mente, como “o sonhar com 20 anos com um filho loiro e de olhos azuis, a quem chamar Bernardo ou Francisco”, mas chamou-lhe Marco, mas não sei como resolveria o mistério dado que os pais são morenos e tipicamente latinos, para justificar o choque da criança que nasceu com uma doença rara. Já nessa entrevista se podia avaliar e adjectivar a figurinha pela idiotice e pela parolice. Ficámos sem saber se queria que fosse por inseminação artificial ou encornar o marido com um nórdico, tais os tiques de quem se acha giraça e completamente demente por o suposto poder lhe ter subido á cabeça, eram já ali evidentes.

Ainda não refeitos deste turbilhão eis que ficámos a saber que a dita usou o entre pernas para que as criancinhas fossem melhor tratadas e nada melhor que uma viagem exploratória ao Brasil com o amante, que segundo ela era figura de proa do PS e logo logo estariam na mó de cima. Ficam as dúvidas: Quem tirou as fotos que vieram a público? Era esta a consultadoria que o piça-pensador praticava? Menage a trois ou foi um simples aluguer? Foi no SPA que o encornamento se deu? E daí os 400€ de gastos? A redução de honorários de 12000€ para 3000€ teve em conta a abertura de pernas e caída de queixos? E as facturas dos motéis nacionais ainda estão escondidas? E quem mais se perdeu entre as pernas da “giraça”? Vá-se lá saber!

Mas o pacote não ficaria completo sem a já velha parolice nacional: o tratamento por doutor. Eis que a dita usa um título sem ter estudado para tal. Comparando com outro caso semelhante, o Relvas, pelo menos esse teve o trabalho de pedir equivalências, esta nem isso fez limitou-se a exigir o tratamento, esperando talvez que a madrinha Cavaca a propusesse para um doutoramento Honoris Causa e assim antecipou-se.

Mas se julga que já viu tudo convém preparar-se para o choque final, porque no estado em que este país está, desde há muitas décadas, quero apostar que os intervenientes desta história, não serão condenados pelos seus actos porque de chico espertismo se trata e a chico espertice é um acto nobre neste país. Verão que tudo vai ser abafado para bem do superior interesse das crianças que ficaram prejudicadas, verão que como há demasiados rabos-de-palha que ela bem soube gerir (verdade seja dita), ao cercar-se de políticos e gentalha que se acham importantes, os tais que nasceram diferentes, ou seja cagados, tudo se resumirá no máximo a uma pena suspensa só para calar a malta. Verão também que ainda vamos ter que pagar uma indeminização por uma merda qualquer. E a caridadezinha continuará alegre e feliz porque temos que ter pena dos sofredores, no maior espirito Cristão e Natalício de adoração do cone sagrado e iluminado, porque todos temos que ser bonzinhos. Viva a caridadezinha!

Uma nota final: procuro gaja bem colocada numa qualquer IPSS que me queira levar ao Brasil, certo certo é que serei melhor na cama que o Manel que parece ser muito “delgado”, aceito candidaturas não me vá sair algum estafermo. P.S. não aceito paneleiros só mesmo gajas.

Até para a semana.

José Janeiro

 

 

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