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GOVERNOS FAMILIARES

15-12-2017 - Henrique Pratas

O Partido Socialista não para de nos surpreender, agora coloca dois casais no Governo, um deles já existia desde o seu início o outro constitui-se agora com o Secretário de Estado da Saúde, por este andar e se ocorrerem mais remodelações no Governo vamos ter um Governo repleto de casais.

Esta prática demonstra que o Partido Socialista, ou a ala do mesmo que se encontra no poder não possui outros quadros para compor o Governo e no meu entender isto é muito estranho e pouco ético, independentemente de eu não ter nada, mas absolutamente nada contra as pessoas, antes pelo contrário, parece-me pouco ético e recomendável que marido e mulher exerçam cargos governativos em simultâneo, assim como nas organizações onde trabalhem casais também não se me afigura correto que marido e mulher exerçam cargos de chefia, porque não basta parecer sério como a mulher de César é necessário sê-lo de facto.

O Partido Socialista demonstrou que não tem mais quadros qualificados para o exercício de cargos qualificados ou não lhe convém, acho isto muito estranho com tantas pessoas devidamente qualificadas para o exercício das funções e com provas dadas é estranho que se escolham familiares para o exercício de cargos governativos, reescrevo entendo que não é ético nem recomendável mas esta é a minha opinião, talvez um pouco conservadora, mas isto levado ao extremo teremos um Governo por casais e as reuniões de Conselho de Ministros passarão a ter lugar em cada um deles, acompanhados de um ché bem quente e as decisões politicas em vez de tomarem no lugar certo, a Presidência do Conselho de Ministros, passarão a ser tomadas nas diferentes alcovas.

Tudo isto me parece caricato, nunca esperei ao longo da minha vida assistir a uma situação destas, mas é bem real, aconteceu e agora só me questiono, que mais me acontecerá.

Está demonstrado à saciedade que as Instituições Estatais existentes estão podres, cheias de vícios e de práticas muito pouco claras. O caso da “ Raríssimas” demonstra isso mesmo, mas se fossem ver todos os organismos estatais ou que tenham ligações com o Estado estão eivadas de situações semelhantes aos que se encontraram na “Raríssimas”, como vos escrevi anteriormente, é por estes caminhos que o nosso dinheiro que pagamos para a Segurança Social anda, é por isso que aumentou a idade de reforma, é por isso que as penalizações para quem se reformar antecipadamente é penalizado é por isso que muitos pregam aos sete ventos que a Segurança Social não tem sustentabilidade.

Assistimos ontem à demissão de dois implicados no caso, mas o que é isto resolve nada, porque não são obrigados a devolver os montantes que se apropriaram indevidamente. Entendo, também que o Ministro do Trabalho e Segurança Social deveria ser o mesmo pois foi devidamente informado em agosto de 2017 sobre o que se estava a fazer e aqui importa fazer um outro reparo sobre a perversão disto tudo, a sua mulher que é deputada do PS na Assembleia da República também viajou à pala da “Raríssimas” isto fui um fartar vilanagem, os membros do Conselho Fiscal, são pessoas proeminentes da nossa “praça“ que se apressaram a afirmar que não tinham participado em reunião nenhuma do Conselho Fiscal.

Face a tanta podridão, falta de carácter, compadrio, de honradez e de transparência cada vez mais me apetece de deixar de ser português, a vontade de entregar o meu cartão de cidadão e carta de condução aumenta progressivamente, assim como a vontade de me ir embora deste País e nunca mais cá meter os pés, porque entendo que ultrapassámos o limite da razoabilidade e os casos que surgem e que podem surgir, com uma auditoria ou controlo dos movimentos financeiros mais apertados, são tão possíveis que começo a ater vergonha de ser português.

A sociedade portuguesa na sua generalidade está podre os partidos políticos que estiveram e compõem o arco da governação estão de tal maneira envolvidos em situações poucos claras, para não escrever em atos de corrupção, compadrio e de enriquecimento ilícito que considero ser uma afronta, quando se discute o aumento do salário mínimo e ao aumento das pensões mais baixas que são pagas. Quando se

Discutem estas situações o argumento é sempre o mesmo, não há dinheiro para tanto e eu questiono mas há dinheiro para todas as mordomias que temos conhecimento e aquelas que não conhecemos.

Há uns dias atrás li uma artigo do José Manuel Fernandes, com o qual tenho muito poucas concordâncias, do Jornal o Público, sobre os montantes pagos em almoços e jantares, gastos pelos membros do Governo e pelos Presidentes e Vogais de Organismos Públicos, onde ele conclui que com metade do valor gasto dava para aumentar a quantidade de refeições facultadas aos alunos das diferentes escolas, melhorando a sua qualidade substancialmente.

Como diria o meu avô se fosse vivo, isto é uma pouca vergonha…..

Henrique Pratas

 

 

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