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Crianças até aos 18 anos vão ter bombas de insulina gratuitas

08-12-2017 - Henrique Pratas

A diabetes mata mais de 10 portugueses por dia e provocou quase 10 mil amputações em sete anos.

Todas as crianças até aos 18 anos com diabetes tipo 1 vão ter acesso, de forma gratuita, a bombas de insulina dentro de dois anos, avança o Ministério da Saúde.

O objetivo é assegurar a cobertura do tratamento da diabetes tipo 1 até final de 2019 para toda a população em idade pediátrica.

O alargamento do acesso a bombas de insulina vai ser feito por três fases: até final deste ano, todas as crianças até 10 anos terão cobertura assegurada e, até fim de 2018, o mesmo irá acontecer para todas as crianças até 14 anos.

Até final de 2019, será alargada a cobertura às bombas de insulina a toda a população pediátrica, até aos 18 anos.

Fonte oficial do Ministério explicou que este faseamento se deve, sobretudo, à necessidade de dotar esta população e as famílias de capacidade e formação para utilização das bombas de insulina.

O Ministério da Saúde adianta ainda que, a par deste alargamento, foi realizado um processo de compra centralizado de bombas de insulina que permitiu uma poupança de 600 mil euros, constituindo uma redução de 45% face ao preço base.

Morrem 10 portugueses por dia com diabetes

Entre dez e doze portugueses morrem a cada dia, em média, por diabetes – uma doença que afeta mais de um milhão de pessoas em Portugal, segundo um relatório nacional divulgado esta terça-feira, Dia Mundial da Diabetes.

O documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) mostra que a mortalidade causada por esta doença tem vindo, ainda assim, a diminuir e que 2015 foi o ano que registou a taxa de mortalidade padronizada mais baixa – com 19,4 mortos por 100 mil habitantes.

Por ano, morrem com diabetes entre 2.200 a 2.500 mulheres e cerca de 1.600 a 1.900 homens, o que significa mais de 4% das mortes das mulheres e de 3% nos homens.

A doença afeta mais de 13% da população portuguesa e estima-se que 44% dos doentes esteja por diagnosticar.

Os centros de saúde realizam avaliações do risco de desenvolver diabetes, mas o Programa Nacional para a doença propõe um aumento do número de novos diagnósticos precoces.

De 2015 para 2016, o número de avaliações de risco de desenvolver diabetes teve um decréscimo, de 621 mil avaliações para menos de 619 mil.

Até 2020, a DGS pretende aumentar em 30 mil o número de novos diagnósticos através de diagnóstico precoce, diminuir a mortalidade prematura por diabetes em 5% e diminuir o desenvolvimento de diabetes em 30 mil utentes de risco.

Em termos regionais, a diabetes apresenta maior prevalência no Alentejo e na região autónoma dos Açores, sendo o Algarve a região com menor prevalência.

Quase 10 mil amputações em sete anos

As amputações são uma das mais graves complicações da diabetes.

De acordo com dados oficiais nacionais, o número de amputações tem registado uma diminuição constante desde 2013, mas no ano passado ainda foram feitas mais de mil amputações de pés, tornozelos ou pernas.

2016 foi o ano com menor amputações desde que há registo, de acordo com o relatório do Programa Nacional para a Diabetes. Em 2010, foram feitas mais de 1.600 amputações e passados seis anos caíram para 1.037.

As amputações mais frequentes continuam a ser a dos pés, com 604 feitas no ano passado, enquanto foram realizadas 433 amputações ao nível da coxa, perna ou tornozelo.

A doença renal é outra das complicações frequentes da diabetes, havendo uma incidência de diabetes nos doentes renais crónicos na ordem dos 33%.

Responsável pela cegueira em adultos, a retinopatia diabética é outra das complicações graves. Em 2016, o número de rastreios a esta retinopatia cresceu mais de 30%, tendo sido realizadas mais 38.045 rastreios, num total acima dos 158 mil.

Também ligada a maus hábitos alimentares, a diabetes surge de forma evidente em pessoas com excesso de peso, sendo que 55% das pessoas com diabetes apresenta obesidade.

Sobre estes factos nada há escrever a não ser porque é que não se tomaram medidas preventivas, por forma a evitar estas situações mais cedo, a resposta deverá ser dada por quem teve responsabilidades nesta área dado que esta informação não constitui novidade nenhuma, os avanços tecnológicos que se deram nesta área da saúde serviram para quê?

Henrique Pratas

 

 

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