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QUE GRANDE SECA!

24-11-2017 - Francisco Pereira

Há um quarto de século que começaram os primeiros avisos sobre as questões da água, que fizemos nesse hiato temporal? Ora pois bem, fizemos quase nada, ou antes continuamos a gastar e a desperdiçar o bem mais valioso do único planeta que temos, a água, várias têm sido porém as campanhas sobre a necessidade de poupar água, recordo que em 2005, houve uma, recordo também que deveria haver campanhas todos os anos e investimento e fiscalização contra os prevaricadores, infelizmente isto tudo é letra morta.

Fomos avisados, mas continuamos a fazer como se nada fosse, poluímos, desbaratamos e estragamos a pouca água que temos, basta vermos o estado miserável dos nossos cursos de água, basta ver a taxa de perdas de água dos sistemas de abastecimento nacional, sendo a média europeia de 15% nós apresentamos uns soberbos 25%, valor que só por si deveria fazer pensar, pois parece que não.

Mas nem toda a água do mar servia para limpar a boca suja de algumas personagens que esta semana ouvi a clamarem encarniçadamente sobre a despesa que o Governo pretende, e bem, fazer na reposição de direitos de trabalhadores, nomeadamente dos professores.

Um advogado, especialista em tudo e mais o que se queira, um escroque que vive há décadas, de esburgar o Estado, acoitado pela teia de conhecimentos que urdiu enquanto andou nas lides politiqueiras, obtendo dos sucessivos governos lautos contratos para produzir documentação e pareceres da treta pagos a peso de ouro.

Um outro também advogado, outro escroque, que misturou negociatas com a politiqueirice, ultimamente travestido em comentador, um reles medíocre, igualmente abusador da teta do Estado que o têm alimentado. A estes junte-se um cronista, de um programa de televisão, um pobre pateta ignorante que chamou “miseráveis” aos professores, eu até concordo que muitos da classe docente serão miseráveis, vendidos, pulhas e biltres, conheço muitos assim, mas existem infinitamente muitos mais, dedicados, honestos, trabalhadores e extremamente profissionais, que não merecem de forma nenhuma que estes três falcatos medíocres os enxovalhem.

É que com toda esta seca, não há água para lavar a sujidade deste país que campeia nestas elites podres, eu adoraria ver aqueles três asquerosos, clamar contra os quase 10 mil milhões de Euros que este país enterrou a salvar bancos, banqueiros vigaristas e amigos políticos, contra isso não vejo o encarniçamento nem a verborreia peçonhenta daqueles vermes comedores de estrume, que, a soldo é certo, dos poderes instituídos, manobram as opiniões dos pobres de espírito, veja-se o caso do ordenado mínimo, discute-se a miséria e perdoam-se milhões aos bandalhos, porque será que se vê tanta gente sempre tão encarniçada contra as pretensões de quem trabalha?

Um ponto positivo da seca, verificarmos, como se pode ver no Tejo, que as descargas poluentes são mais que muitas, facto que não se pode verificar com chuva porque os caudais engrossados pelas chuvas depressa fazem esses atentados escorrer direitos ao mar, no entanto com a seca, temos visto quase diariamente a merda que corre para os rios, a merda que nos mata a todos, e repito, a merda que nos mata a todos, que escorre por todo o lado, matando as criaturas destes ambientes, consequentemente arruinando os ecossistemas e matando o único lar que temos que é este planeta. Infelizmente a populaça ignorante, mansa e pateta, que se deixa quase sempre levar pela prestidigitação dos magos do disparate, infelizmente para eles e para todos os outros que apesar de cientes do rumo pouco podem para o alterar.

Francisco Pereira

 

 

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