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A Saúde sem “saúde”

10-11-2017 - Henrique Pratas

Problemas na saúde, identificada a causa, uma “suborçamentação crónica”. Maior fatia da despesa é utilizada em cuidados curativos, de reabilitação e continuados. Conselho Nacional de Saúde apresenta hoje o resultado do seu primeiro ano de atividade.

O Conselho Nacional de Saúde diz que o sector sofre de uma suborçamentação crónica: as dívidas aos fornecedores continuam a aumentar e ultrapassam nesta altura os mil milhões de euros. Estas conclusões constam de um estudo que é apresentado esta quarta-feira e no qual o órgão consultivo do Governo recomenda um reforço do orçamento e contas plurianuais.

O estudo indica que os gastos em cuidados preventivos representam pouco mais de 1% da despesa corrente do Serviço Nacional de Saúde (105,5 milhões de euros em 2015).

A maior fatia da despesa do SNS é utilizada com os cuidados curativos, de reabilitação e continuados, que representavam, em conjunto, cerca de 77,4% das despesas em 2015, correspondendo a um valor de cerca de 7,1 mil milhões de euros.

O Conselho Nacional de Saúde realiza, esta quarta-feira, o seu primeiro Fórum, onde serão apresentados os resultados dos estudos "Saúde em Portugal: o que se sabe em 2017" e "Fluxos Financeiros no SNS", que constituem os produtos do primeiro ano de atividade deste organismo.

No estudo sobre os fluxos financeiros, o Conselho Nacional de Saúde defende que os orçamentos para a saúde deviam ter carácter plurianual, de modo a permitir maior estabilidade e previsão orçamental.

O CNS é um órgão independente de consulta do Governo, criado em 2016 e que iniciou a sua atividade em Maio de 2017. Tem como objetivo garantir a participação dos cidadãos na definição das políticas de saúde e promover uma cultura de transparência e de prestação de contas perante a sociedade.

Compete-lhe, entre outras atribuições, apresentar anualmente ao ministro da Saúde e à Assembleia da República um relatório sobre a situação da saúde em Portugal, formulando as recomendações que considere convenientes.

As soluções que irão ser apresentadas não são conhecidas, mas na minha opinião insiste-se no mesmo erro promover a Medicina Curativa em desfavor da Medicina Preventiva, esta última como todos nós sabemos é mais económica e dá um maior bem-estar em termos de saúde às populações, só que os interesses da primeiro que englobam os interesses do setor farmacêutico e outros é privilegiada pelas razões que conhecemos e é mais cara, mas há que manter o bem-estar dos interesses instalados.

A Saúde que deveria orientada fundamentalmente para as pessoas é orientada para a satisfação e garantir os lucros da indústria que se montou à sua volta desde a indústria farmacêutica, passando pela privatização dos Unidades Hospitalares, onde é que já se viu um setor que deveria pugnar e cuidar da saúde dos portugueses estar entregue aos interesses privados e mesmo aqui, em alguns causos prestando um serviço de fraca qualidade. Só cá, porque somos um Povo que não luta pelo que é melhor para si, aceitamos tudo, como é comum afirmar-se no Ribatejo, somos mansos.

Henrique Pratas

 

 

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