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Sexta-feira 24 de Novembro de 2017  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

IMPUNIDADE

10-11-2017 - Francisco Pereira

O que têm em comum, um Juiz bêbado e um outro amalucado, banqueiros vigaristas, a legionela, dois estropícios medíocres a agredir uma pessoa inanimada, os incêndios assassinos e “seguranças” de discoteca a agredir clientes? Resposta simples, “IMPUNIDADE”.

Este “Estado-miséria”, onde habitamos, que só funciona com alguma proficiência no terço costeiro do país, é incapaz de garantir a segurança do que quer que seja, traindo assim um dos princípios constitucionais do Estado que é o de garantir a segurança dos seus cidadãos, pois meus caros o Estado em que vivemos não garante nada, porque não quer, porque não consegue, porque talvez sejamos uma espécie de Estado falhado, onde apesar das Leis existirem ninguém lhes liga peva.

A existir um Estado digno desse nome em Portugal, um Juiz bêbado que fugisse de uma operação policial, que atropelasse pessoas, seria de imediato detido e julgado, por cá não, porque parece que os senhores Juízes têm um estatuto especial, o mesmo aconteceria com biltres e escroques banqueiros bem como com os seus amigos.

A existir um Estado digno desse nome em Portugal, um Juiz claramente amalucado e pateta a fazer citações da Bíblia, numa República laica, seria de imediato remetido para um sanatório para avaliação psicológica, as infecções por legionela, apesar de relativamente comuns na Europa e no Mundo, no caso nacional parece que eram perfeitamente evitáveis, resultando única e exclusivamente de incúria e laxismo.

A existir um Estado digno desse nome em Portugal, dois energúmenos parasitas com cadastro nunca teriam agredido de forma selvagem uma pessoa inanimada, estariam há muito atrás das grades a expiar o seu comportamento animalesco. A existir um Estado digno desse nome em Portugal, como é possível ano após ano, arderem milhares de hectares, infelizmente neste ano com as pesadas e nefastas consequências que se conhecem, como, como é isto possível?

A existir um Estado digno desse nome em Portugal, com pode o mundo da segurança da noite continuar a ser um sub mundo de esgoto, com agressões e mortes, sem que ninguém faça absolutamente nada para suster essa desgraça, que mais uma vez causou vítimas.

A resposta para tudo isto é muito simples, são décadas de incapazes, sentados em gabinetes, simplesmente a encher os bolsos sem nada fazerem, são décadas de inúteis subservientes, a ocupar cargos, são décadas de incompetentes miseráveis a fazer de conta que Portugal é um Estado, o excelente escritor brasileiro Milton Hatoum disse recentemente numa entrevista* ao jornal “O Público”, o seguinte sobre os políticos brasileiros, cito; “…Mas os nossos políticos são iletrados. A maioria deles certamente nunca leu um bom livro. São torpes e, basicamente, em termos literários, são analfabetos. Seria injusto dizer que são todos, mas a maioria deles são pessoas toscas…”, subscrevo inteiramente esta opinião, acrescento, que cá por Portugal, com algumas e cada vez mais escassas excepções, a situação é igual.

Tudo isto degenera simplesmente num Estado de compadrios miseráveis e da mais completa impunidade, senão como é possível que continuem a morrer pessoas nas condições acima descritas, ademais num país já tão depauperado em termos demográficos, sem que ninguém nunca por culpado se ache, um Estado que falha aos cidadãos, um Estado fraco que apenas exerce o seu poder sobre os fracos é um Estado falhado, e meus amigos o Estado somos todos nós.

Francisco Pereira

*Pode consultar a entrevista integral no seguinte endereço:

https://www.publico.pt/2017/11/02/culturaipsilon/entrevista/a-literatura-parece-viver-o-seu-delicado-crepusculo-1791174?page=/milton-hatoum&pos=1&b=list_section

 

 

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