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SE ASSIM FORES SERÁS UM HOMEM (*)

27-10-2017 - José Janeiro

SE ASSIM FORES SERÁS UM HOMEM (*)

Não me sai da cabeça por estes dias o poema épico de Rudyard Kipling, o “SE”, que termina com a frase reproduzida no título desta cronica, tal a forma como entendo o “homem” de hoje, leia-se humanidade. Nunca um escrito com quase 100 anos foi tão verdadeiro para os dias de hoje.

Ali se apela ao bom senso, á confiança, ao sonho, á verdade, ao ideal, á coragem, á dignidade e acima de tudo à HUMANIDADE, valores cada vez mais esquecidos no turbilhão do minuto que passa, com sessenta segundos de idiotice em vez de “tarefa acertada”.

A ADULTERA, O AMANTE E O CORNO

Podia ser o título de uma novela mexicana de grau abaixo de zero, mas foi bem real e para os lados de Felgueiras. A justiça em Portugal não deixa de me surpreender, tal a falta de bom senso e de análise dos intervenientes, a história rocambolesca conta-se assim:

Uma mulher, que por certo será um “avião” daqueles que fazem parar o trânsito, envolveu-se numa relação extra conjugal, que por arrependimento (leia-se com vozinha Cristã e já entendem porquê), ou por incompetência sexual do amante, decidiu por um ponto final na coisa. O amante despeitado, aqui leva-me a pensar que seria incompetência sexual, decide-se pela vingança e convida o marido, o corno, para o festim. Pensei por milésimos de segundo que iria haver um menage a trois com DP e tudo, ou um bukkake como fazem os Japoneses às adulteras, mas não, foi mesmo para a sovar forte e feio por ter decido que aqueles dois não seriam competentes para a tarefa hercúlea de lhe dar prazer.

Julgados, condenados com pena suspensa o MP não se conforma e recorre para a instancia superior e com razão, dado estarmos perante uma tentativa de homicídio e rapto. Julgávamos nós que os iluminados juízes do nobel tribunal superior iriam fazer justiça… e fizeram! Recorrendo a um livro com mais de 6000 anos, segundo alguns, e a uma lei com 130 anos, a bíblia e a lei penal de 1886, emitem um acórdão no mínimo macabro, desculpabilizando os machos em detrimento da mulher. Possivelmente os dois juízes, (são um macho e uma fémea) estarão a treinar para Jihadistas e pretendem a aplicação da Sharia, vá-se lá saber.

Em defesa dos juízes tenho que dizer que sempre achei que um homem deve ter varias mulheres e já o seu contrário não é valido, porque primeiro é um acto natural devido a dois factores: a mulher é uma costela do homem e assim sendo, temos o supremo direito de encetar uma busca incansável para descobrir aonde pára a nossa, que nos foi retirada cobardemente e também porque há mais elementos femininos no mundo e temos que manter a espécie. Mas que raio, tentar assassinar aquilo que o homem mais gosta, se for hetro claro, é uma perfeita estupidez. E segundo, porque é fixe ter um harém, quer dizer imagino que seja, também por duas razões: quando uma está naqueles dias parvos sempre podemos pedir para ir chatear uma das outras em vez do homem e porque o meu grande sonho é ter na cama no mínimo umas sete ao dispor do meu apetite, sete, porque sete é um número magico: são sete as notas musicais, são sete os dias da semana, sete são as cores do arco-íris, o sétimo mandamento da lei de deus, porque dizem que existe um sétimo céu e porque sete é melhor que seis ou uma. Além disso, ter sete mulheres a apaparicar-me seria o máximo e produziria uma enorme inveja nos outros machões, enfim sonhos!

Bom, sonhos para alguns, porque parece que o Sócrates, ou teve direito à dose, às sete claro, ou andou lá perto.

FENIX

Estou cansado de ouvir falar de incêndios, já não posso ouvir as mesmas reportagens sem conteúdo, explorando a desgraça que se abateu sobre as gentes.

As decisões que permitem o renascimento da Fénix mitológica das cinzas dos dias de terror foram medidas em três frentes: dinheiro à pazada, compra da maioria do capital do SIRESP, contrata-se gente ligada ás celuloses e uma discussão estéril e censoria de um partido com dois virgula qualquer coisa porcento dos votos.

Ouvi e li as mais variadas tontarias que procuram explorar o sentimentalismo sem qualquer racionalidade e pudor, para que de pés bem assentes na terra se tomem as decisões convenientes. O PM nomeou entretanto uns amigalhaços para ocuparem os lugares vagos no rescaldo dos incêndios e foi sendo cruxificado por não pedir desculpa, sinceramente não sei do quê, porque a desgraça tem razões e causas que pela dimensão era impossível controlar. Senão vejamos, existem 470 corporações de bombeiros em Portugal Continental e Ilhas, incluindo Sapadores, nas áreas afectadas existem 120, a área a cobrir e o número de incêndios foram respectivamente cerca de 500 mil hectares, ou dito de outa forma qualquer coisa como 5 km2 e mais de 530 fogos, expliquem-me como controlar e gerir esta imensidão, sobretudo os comentadeiros e especialistas do costume.

As causas, as razões e as medidas estão claras há muito, mas tal implica agir contra o imenso eucaliptal do país, contra as celuloses, contra o elevadíssimo volume de exportações do sector e contra os imensos postos de trabalho e isso nenhum governo quer, tendo-se visto isso mesmo ao longo de décadas, até haver uma desgraça já expectável que obriga a agir.

O aproveitamento político foi execrável, o turismo mórbido, fez-se sentir nos locais afectados, a chamada volta dos tesos para fazer rodar o calhambeque, o clamor por justiça, seja ela qual for, leva á irracionalidade. Sacudir responsabilidades foi preciso “no meu tempo de ministra nunca houve tal coisa”, ou “os eucaliptos não ardem” e coisas tais, a par da fuga para a frente ao apontar o dedo para desviar as atenções dos actos passados.

A Fénix não renasce assim. A Fénix precisa que se cumpra a lei, porque não é por falta de legislação que a desgraça aconteceu, mas sim pela sua inoperância e fraqueza dos organismos responsáveis.

Nota Final:. Incendiário amigo vamos lá, mais uma semana de terror que o tempo permite e ainda há muito para queimar. A PJ apanha-te, o Juiz solta, mesmo que sejas reincidente. Conselho útil: nunca por nunca te dirijas ao teu posto de trabalho sem carta ou com álcool que aí vais preso.

Até para a semana

José Janeiro

*) leia-se HUMANIDADE

 

 

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