Edição online semanal
 
Segunda-feira 21 de Maio de 2018  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

PANeleirices E OUTRAS COISAS…

20-10-2017 - José Janeiro

Sinto-me ideologicamente excluído, porque penso diferente das modernices bacocas. Possivelmente é defeito meu, depois dos 50 terei entrado na fase “velho do restelo” e estarei ultrapassado perante tão iluminada gente. Nunca me considerei um tipo mentalmente aborrecido, nem retrogrado, mas ou é impressão minha ou esta gente “apatetou” de vez?

LEVE O PIRIQUITO A JANTAR FORA

Como tudo, o que é exagerado é pouco inteligente, aqui temos a nova lei que permite a entrada dos animais nos estabelecimentos de restauração. Não deixa de ser bizarro, porque bicharada já por lá anda muita na forma de bifes, churrascos e outras coisas. A ASAE nas suas inspecções encontra sempre naquele sítiozinho escondido e menos limpo, desses estabelecimentos, o motivo para os multar e demonstrar o seu elevado poder inquisitório, agora é legal a entrada de cãezinhos, gatos e talvez outros animais de estimação, digo eu, sei lá cobras, leopardos, aranhas e toda a fauna que hoje as pessoas acham por bem ter em casa, ou a lei será sectária?

Mais uma vez, o PAN, utiliza apenas o “A” nas suas brilhantes ideias, deixando de fora o que não interessa, as Pessoas e a Natureza. Incêndios da Natureza? Nem uma palavra. Pessoas mortas em incêndios? Nem uma palavra. Animais mortos? Agora sim: que pena já não podem ir jantar ao restaurante mais perto.

Á parte desta bizarria outra tem tomado forma no escancarar de prioridades das gentes com cérebro do tamanho de uma ervilha: soube-se que em Inglaterra uma mãe e o seu bébé no respectivo carrinho, não puderam entrar num autocarro porque, imaginem, não havia espaço no local para esse efeito reservado, até aqui nada seria de todo anormal se o espaço não estivesse ocupado por um carrinho de bébé com um gato lá dentro. Confesso que não sei o que pensa gente desta que leva um gato a passear num carrinho de bébé, mas juro que gostava de saber. Será moda ou estupidez pura?

A questão perdura: será que agora posso já levar os políticos a almoçar? Com ou sem trela? E acaimo?

SABÃO RACISTA

E os idiotas atacam de novo. Já não bastavam as estatuas, agora o sabão DOVE. O anúncio da marca que apenas queria dizer que podia ser usado em todas as peles e apresentava uma negra, uma branca e uma asiática que se iam auto transformando retirando a camisola (vá lá não babem já, não havia maminhas à mostra), foi considerado racista porque um idiota qualquer disse que uma negra se transformava em branca se se lavasse com DOVE! Mais estupido do que isto é impossível!

AQUI BICHA NÃO ENTRA

… nem com a nova lei do PAN!

A igreja quer anular a possibilidade dos seminaristas poderem ser gays ou pedófilos e para isso fará exames psicológicos aos ditos. Achava melhor se fosse uma ANALise mais prática e profunda da coisa e se o dito entre suspiros de “Ai jasus” e frases como “tens meia hora para o tirar” revirasse os olhos, estava resolvido, seria bicha e não entrava. Agora um examezitoo teórico sobre bichise há sempre a possibilidade de erro grave, tanto mais que por norma os padres têm todos um tique abichanado, faz parte da profissão porque têm que parecer bonzinhos.

OS 64 CENTIMOS

28 Arguidos depois, 31 crimes ao Sócrates e uma enorme quantidade de dinheiro, o preciosismo dos 64 cêntimos indicados no turbilhão da acusação deixaram-me a pensar. Como é possível tal numero tão exacto? Sempre imaginei que os corruptos desprezassem os trocos, o que aqui não parece ter sido o caso. Imagino uma conversa entre eles: “ olha para usar a golden share tens que me depositar 4milhões trezentos e vinte mil euros e vinte cêntimos, ou nada feito”. Ou então uma das muitas amigas que o homem sustentava dizer-lhe: “Querido mudei a casa e ficou em 3 mil euros e trinta e cinco cêntimos, podes depositar? Não te esqueças dos trinta e cinco cêntimos porque já passei o cheque.”

O engraçado da operação marquês é o facto de por alturas das eleições o garanhão Sócrates ter sido apelidado de gay e agora, talvez para disfarçar, sabemos que era homem de muitas mulheres, aquilo parecia um harém sultânico, tal a quantidade de mulheres que sustentava. Conseguiu a proeza de todas viverem em paz umas com as outras, sem ciumeiras desnecessárias, pelo menos que se saiba. O dinheiro é na verdade um antidoto para todos os males.

PROCISSÕES…

Á santa da asneira!

O tempo anormalmente seco provocou novas desgraças para deleite dos mesmos comentadeiros e especialistas do costume, que tudo sabem e nada fazem. Desgraçadamente mais vidas foram ceifadas pelo fogo para não falar dos hectares de floresta e bens que arderam. Aqui e ali diziam de forma recorrente, que lembrava o diabo e o inferno, tal como alguém profetizou. Aqui e ali fizeram-se procissões e novenas a umas santas de gesso ou de pau oco para que, na crendice do povo, a imagem da devoção fizesse o milagre da chuva. E o pedaço de gesso ou de pau não atendeu as gentes e o tempo continuou seco. Já não há santas como antigamente, naqueles tempos a gente pedia e a santa dava, hoje pede-se, reza-se e até uma ministra assim intercedeu junto do divino no passado e o diabo continuou a tomar conta da populaça.

Culpa-se o governo, mas não os sucessivos governos que deixaram andar sem aplicarem convenientemente a lei, ou a justiça branda para com os incendiários, que como alguém lembrava, é mais branda do que para quem comete uma infracção de trânsito. Eterniza-se a culpa em grave rotatividade que se vai esquecendo quando aparecerem as primeiras cheias, para recomeçar tudo de novo na época de incêndios do ano seguinte. Sim, bastou um ano seco e quente como não há memoria para por a nu a desgraça que existe na falta de aplicação da lei. Não quero limpar responsabilidades, mas arder num lado e deitar foguetório ao lado, é estupido, fazer queimadas porque se anuncia chuva é estupido, plantar eucaliptos que projectam chamas a distâncias inimagináveis é estupido, ter legislação e não a fazer cumprir é estupido, pedir desculpa por ser impossível controlar mais de 500 incêndios é estupido, pedir desculpa a um povo que os ateou é estupido e podíamos continuar.

Sem querer defender a ex-Ministra da Administração Interna, porque tem uma enorme responsabilidades ao nível das nomeações de boys para a Protecção Civil, vi reacções indignadas a uma frase que ela proferiu em que mais ou menos dizia: “que seria fácil demitir-se e ir fazer as ferias que não fez”. Qualquer pessoa de bom senso olha para esta frase e diz: “realmente seria a forma mais fácil e demonstra algum caracter em não virar costas a um problema”, mas os do costume vieram com a história absurda em afirmar que os que morreram nunca mais tirariam ferias. Sou só eu que acho isto estupido ou há mais alguém?

Mas a memória é selectiva e esquecem-se que Cavaco vendeu a Agricultura a Bruxelas e nos terrenos permitiu o avanço do lóbi das celuloses, para planteio de eucaliptais, planta não autóctone. Sim o problema não é só de um governo, dize-lo assim é sectário, a culpa tem 30 anos e os sucessivos governos não têm nem tiveram coragem de o assumir, porque a celulose representa largos milhões em exportações e postos de trabalho. É possível “conviver” com a floresta aonde haja planteio de eucaliptos e floresta tradicional se obrigarem as celuloses a gerir os locais que sejam definidos para essa plantação, quer em prevenção, quer em dotação de meios aos bombeiros aonde essas florestas existam.

Mas tudo isto é negócio. É negócio na madeira queimada que fica mais barata, é negócio no combate ao fogo, é negócio no “replantamento” da área ardida e será negócio com as chuvadas na limpeza das enxurradas devido aos incêndios. Talvez um dia se perceba que o dinheiro não se come!

O.G.E. – ONDE OS GAJOS O ESTOIRAM

O Orçamento Geral do Estado agora é só OE para os amigos, veio por a nu uma realidade evidente: manta curta tapa e destapa conforme as necessidades.

Para repor rendimentos na Função Publica houve necessidade de criar novos impostos como: taxas de sal e açúcar, taxas de bebidas alcoólicas e fazer acertos em outras taxas e taxinhas. Mas é impressão minha ou continuam imutáveis as rendas excessivas, as PPP’s e coisas que tais? É impressão minha ou o combate á fraude e evasão fiscal continua como dantes?

Em resumo, continua-se a ir buscar ao mesmo sítio o que falta para compor o deficit, deixando de fora as atitudes corajosas de equilíbrio financeiro que nos prometem há mais 30 anos desde a altura da criação do “monstro”.

Mais do mesmo para problemas velhos.

NOTA FINAL : o partido do táxi, dos submarinos e da galinha que quer ser galo, por ter “cristas” apresentou uma moção de censura ao governo, ficamos sem saber se com ou sem espelho dada a coresponsabilidade no arco da governação como tanto gostam de dizer.

Até para a semana.

José Janeiro

 

 Voltar

Subscreva a nossa News Letter
CONTACTOS
COLABORADORES
 
Eduardo Milheiro
Cordenador
Marta Milheiro
   
© O Notícias de Almeirim : All rights reserved - Site optimizado para 1024x768 e Internet Explorer 5.0 ou superior e Google Chrome