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JUNTOS SEMPRE POR QUALQUER COISA…

15-09-2017 - José Janeiro

E estamos nas eleições autárquicas. Não sei se já repararam mas a falta de imaginação nos cartazes é directamente proporcional à falta de imaginação das propostas.

Nos cartazes propagandísticos há sempre um “juntos por” ou “todos juntos” ou ainda variações sobre a mesma composição que possa ligar juntos e candidato. Na mesma proporção encontramos medidas a metro ou seja, um apresenta 20 o outro tem que apresentar 20,5 porque não importa a qualidade mas a quantidade. Como a falta de imaginação ou desconhecimento das verdadeiras necessidades da população grassa por esse país, a regra é: obra vistosa mesmo que desnecessária, beijinhos e abraços, agarrar em criancinhas, fica bem, canetas e chapéus.

Como sempre o bizarro aparece nestas campanhas, seja pelos cartazes infelizes em jogos de palavras com o nome da freguesia/concelho, seja pelas propostas, destaquem-se algumas:

Ganhou folgo a proposta do Aeroporto Internacional de Coimbra, foi surpreendente pela negativa, claro está. Sobre aeroportos internacionais estamos cheios, fartos e já demos o suficiente, o exemplo de Beja é o caso acabado de uma obra pública desnecessária e transformada num elefante branco. Agora Coimbra quer também o seu elefante branco porque já tem um cinzento que é o ramal da Lousã, ou deverei chamar metro de superfície, ou ainda coisa que demonstra a incompetência e que só serviu para putas e vinho verde? Pelos vistos os administradores do elefante cinzento foi nisso que gastaram o guito e metro, ramal ou seja o que seja, nem vê-lo. O mais engraçado foi o insigne candidato do PS e actual presidente vir dizer, pasmem-se, que não serão os Portugueses a pagar a obra mas os Coimbrenses, isso mesmo, temos assim uns país chamado Coimbra e não tínhamos dado por nada.

Mas se pensam que é o único país dentro de Portugal enganem-se! a Guarda quer também a independência e com moeda própria. Mais um sinal da “enooorme” falta de ideias e do disparate eleitoral. O candidato do PS tirou da sua cartola de mágico uma ideia brilhante, se pensam como ideia brilhante uma futura decisão a favor do bem-estar da população, enganam-se. A ideia é criar uma moeda própria para a região, isso mesmo. Além de ilegal, é retorcido e isolacionista, o nome escolhido é … O “Sancho”. Até aqui a falta de imaginação imperou sabemos bem que outros foram mais imaginativos, chamaram-lhe “fotocópias” por exemplo e teríamos tantos nomes engraçados e apelativos: 3F’s (como sou natural do distrito, na minha aldeia chamavam-lhe a cidade dos 3 F’s, Feia, Fria e Farta (de putas)), poderiam recuperar a tradição, ou podiam recuperar o primeiro nome do Euro, ECU, ficaria bem pelo simbolismo do local fisiológico mencionado e nem seria homofóbico porque “CU” todos temos, ou ainda CHOURIÇAS, assim no feminino como se diz lá pelas berças, teria várias vantagens, os muçulmanos ali não entravam porque era insulto e não havia atentados, seria portanto como que kryptonite para eles, pois não os imagino a pagar as matérias primas para as bombas em Chouriças e sempre era engraçado nas transacções comerciais: quanto custam os sapatos? 15 Chouriças e meia, ou então, a que preço vende as chouriças? Quais? as chouriças, chouriças ou as chouriças? Acho que a malta se iria divertir e haveria por certo alguns tesourinhos com base na moeda chouriças.

E a candidata a uma junta de freguesia do concelho da Covilhã que num debate radiofónico com um luso descendente venezuelano que é candidato local também, não admitiu que o candidato opositor a tratasse pelo nome próprio “Joana”, tinha que a tratar por Srª Presidente. Mas o ridículo foi quando o luso descendente espanholou uma expressão “apojado” e a Srª Presidente o corrigiu argumentando que teria que melhorar o português senão na Barroca Grande ninguém “vai o” entender, isso mesmo “vai o entender”, fiquei a pensar se ela não estava a ser patrocinada pela “vaio” marca da Sony, mistérios.

Mas se pensam que já viram tudo o candidato do PSD de Mesão Frio, emitiu um convite de casamento com a autarquia, sendo que o “copo de água” é na casa de cada um, não vá o diabo tecê-las e depois não há orçamento para o banquete, assim é mais engraçado se cada um festejar como quer já que eu, candidato, não tenho nada com isso. Estranho, estranho é que o candidato sendo casado terá que ser acusado de bigamia e não deixa de ser engraçado que o casamento tenha data marcada e o divórcio também, ao fim de 4 anos, enfim modernices.

“Vamos construir um gimnodesportivo para utilização de todas as assoçiações”, assim mesmo “assoçiações” tal como está escrito, talvez a candidata do PSD/CDS devesse antes construir uma escola para seu uso pessoal em Monte Córdova.

Sobrosa, em Paredes espera muitos mortos na localidade, talvez para aumentar a população, o candidato local do PS à Junta de freguesia promete “reduzir o preço das campas para metade”, isso mesmo há que incentivar o aumento populacional na freguesia. É assim uma proposta com muito futuro.

Montemor-o- Novo diz o candidato do PS num cartaz: “Chiça, Porra que é demais, 40 anos do mesmo?! É urgente mudar!” assim mesmo! Imagino como serão as propostas eleitorais, sei lá, qualquer coisa como: vamos melhorar a merda do jardim da terra, ou no cruzamento é necessária a puta de uma rotunda, ou ainda o “cagadoiro” municipal está a precisar de obras… não sou de intrigas, mas deve ser assim!

Nem vou falar dos trocadilhos iluminados com os nomes de terras menos comuns, como Picha, Venda da Gaita, Cama Porca, Colo do Pito, Punhete e tantos outros que elevam a imaginação dos futuros autarcas ao rubro. Nem falarei dos candidatos “Dalton”, os condenados por crimes e que regressam à tentativa de ir ao pote de novo, ou ainda dos que vão mudando de cor política conforme a ocasião e nem se dão ao trabalho de mudar a fotografia das eleições anteriores. Mas fico admirado que alguns destes candidatos consigam ter votantes, sem serem eles próprios claro, demonstrando bem a qualidade nos eleitores que, afinal, têm o que merecem.

Refleti um pouco e penso que devemos esforçar-nos por criar uma petição junto do Tribunal Constitucional para que os futuros candidatos autárquicos sejam obrigados a apresentar um atestado em como não fizeram nenhuma lobotomia porque realmente têm atitudes estranhas e em simultâneo que provem a sua literacia e cultura, se assim fosse, por certo ficaríamos sem candidatos, mas contribuiríamos para a saúde mental nacional, ainda que ficássemos sem o folclore anedótico da coisa.

Até para a semana.

José Janeiro

 

 

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