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Domingo 19 de Agosto de 2018  
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HUMILDADE VERSUS ARROGÂNCIA

08-09-2017 - Armindo Bento

- ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

O país está melhor, não pode fazer com que percamos a humildade de saber que, mesmo quando o País está melhor, há erros que se cometem e há que ter a humildade de os saber corrigir" (Dr António Costa – primeiro ministro)

Chegou o “tempo da humildade” – está aí o “chamado período eleitoral autárquico”! Na verdade, repete-se cada vez mais por todo o lado, e já são raras as excepções. Chegou o momento da “chamada caça ao voto”, os beijos, apertos de mão, abraços, só sorrisos, o que contrasta “com a chegada ao poder”, quando surgem as “prévias marcações”, as dificuldades de “falar com os munícipes”, ou seja surgem os sintomas da “arrogância” daqueles que julgam ter o eleitorado no bolso e se dão mal, mais tarde ou mais cedo com a essa “arrogância”. Como dizia alguém “devemos, todos, ter isso bem presente, porque os partidos nunca são donos dos eleitores ”. Claro que há raras excepções!  Convenhamos, que um “político” que só olha para cima e para si mesmo, só pode ver estrelas e mais nada. Com certeza, cedo ou tarde, irá tropeçar em seus próprios pés e cair do pedestal. 

O arrogante causa repulsa, o humilde a atracção. Pessoas arrogantes ocupam-se de si mesmos, já os humildes ocupassem de servir os outros. No final, o arrogante sempre acaba sozinho de frente do espelho, e o humilde cercado de seguidores.

Em qualquer actividade política o homem tem que saber a hora certa para tomar a decisão. Napoleão Bonaparte disse que “o pior momento da política é o momento da vitória. Vaidade e arrogância em política são a véspera do fracasso.”

Nestes tempos em que, toda a gente pode ter, acesso a todos os meios de informação para formar a sua opinião, nomeadamente através da Internet que quase toda a gente usa, com maior ou menor responsabilidade e, que todos os políticos, nomeadamente os autarcas não dispensam, e em que o modelo e sistema político em que vivemos, a política e as respectivas eleições autárquicas deveriam constituir o exemplo mais sólido de democracia participativa, porque na nossa opinião é no poder autárquico que reside a maior atractividade à participação dos cidadãos na política e no exercício de direitos e obrigações de cidadania. É no poder e intervenção local que a política de proximidade se faz sentir e se constrói parte muito significativa do quotidiano daqueles que vivem, trabalham ou visitam determinada região.

E nestes tempos que a política é feita essencialmente da intervenção da palavra e da linguagem acessível a todos, também é visível que se instalou um sistema alimentado de (supostos) factos e contra-factos, os chamados “factos alternativos”, com omissão dos verdadeiros factos, de provocação e resposta, de insinuações e intrigas, de conspirações e pré-juízos, de informação “preparada” por grupos organizados nas redes sociais e propagandas desqualificadas e demagógicas para “credibilizar” as encenações que entretanto vão alimentando os “adeptos de cada lado”.

É nestes cenários que temos que reflectir como é que foi possível, que nas últimas eleições autárquicas, mais de metade dos cidadãos eleitores que tinham possibilidade de  escolher os seus representantes locais optaram por não o fazer. Por preguiça? Por falta de oportunidade? Porque o sistema não os representa ou simplesmente porque não acreditam no sistema? Foi a maior taxa de abstenção de sempre em Portugal consideradas eleições nacionais. DE QUE VALE O VOTO AFINAL?  

O afastamento dos eleitores em relação à participação política não é tema novo. E perceber quem são ao certo os abstencionistas destas eleições autárquicas (onde votariam, em quem deixaram de votar, que impacto tem essa abstenção nos resultados finais, etc.) requer mais tempo de análise.

Deixo no entanto aqui uma questão para reflexão: Se quando um cidadão, por exemplo pretende comprar uma casa, passa meses a estudar os preços e localizações, a avaliar acessibilidades e perspectivas de valorização, porque não faz o mesmo quando se trata de eleições? Bem sei que a maior parte vai responder : Mas porque hei-de perder tempo a estudar candidatos cuja eleição depende não de mim, mas de milhares ou milhões de outros eleitores? Então, vota-se em quem se conhece superficialmente, e por quem se tem alguma simpatia ou porque simplesmente é do “nosso clube”! Um destes dias, o sapo Cocas, ou a porca Piggy ainda é eleito (a)!!!

Em resumo eu diria simplesmente - queremos ter um Presidente sério, humilde, qualificado, competente e com visão de futuro para o nosso concelho. Que mais podemos desejar ?

Armindo Castelo Bento (economista aposentado)

 

 

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