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SÍNDROME ELEITORAL

01-09-2017 - João Torres

De 4 em 4 anos, a síndrome eleitoral aparece. E de tal forma exacerbada que mais parece um combate de “surdos” e “mudos”. Ninguém se entende e alguns parecem não querer entender porque além de ficarem sem esses sentidos acresce o facto de “cegarem” repentina e convenientemente.

A isto chamo de Síndrome Eleitoral Periódica.

Bom…é compreensível cada qual defender o que acredita. No entanto, dita o bom senso que as opiniões mais diversas devam ser ouvidas e algumas notadas como críticas meramente construtivas e não destrutivas. Mas não, o ataque inicia-se assim que alguém abre a boca ou desabafa por um motivo qualquer. Sendo sobre água, o corte de cabelo de alguém ou até mesmo a forma como se bebe essa mesma água…pelo menos quando não falta.

Já lá vão algumas semanas desde que a dita faltou por Almeirim. Nada mais natural de acontecer…por algumas horas. Pois…por algumas horas! Não por 48 horas! Digo eu…

Bem, no entanto tal problema ficou resolvido com uma permanente informação do atual Presidente da Autarquia. Imagino que durante essas horas não tenha sido fácil para o mesmo gerir todo o “chorrilho” de comentários, quer positivos, quer negativos que jorravam à velocidade da luz na rede social que tão bem conhecemos. Incluo-me, como é óbvio, num dos personagens que mais criticou o problema…sim, critiquei as Águas do Ribatejo! E continuarei a criticar enquanto um serviço que é pago não seja de todo bem prestado. Mera opinião. Meras opiniões.

No entanto e como que de rompante apareceram algumas vozes que por pouco não me comiam vivo e regurgitavam logo a seguir.

Apraz-me saber que o atual Edil tenha alguns fervorosos apoiantes que antes de entenderem o que quer que seja atacam tal como “cães danados” alguém que de certa forma exprimiu “in loco” o que lhe ia na alma, visando essencialmente as Águas do Ribatejo e não o detentor do lugar de destaque da Autarquia.

Julgo, em bom abono da verdade, que tal nunca me passaria pela cabeça.

Mas…desde invejoso, “destilador de veneno”, “mordedor de mãos” (esta ainda estou para perceber), passando por “a sua vida poderia ser diferente…”! Ser diferente do quê? A vida que tenho eu a escolhi e com orgulho a disfruto permanentemente em Almeirim Cidade e principalmente em minha casa. Mas isso são assuntos do foro privado.

Sou sincero: deixei-me envolver por uma situação irritante de falta de água. Esse bem essencial que tanta falta faz! Principalmente quando existem crianças bastante pequenas em casa. Mas…tudo passou. Nada mais se falou ou disse sobre o assunto. Daí falar no princípio deste texto que situações destas são normais de acontecer dentro de uma certa normalidade.

Custa-me, no entanto, perceber que existem pessoas agarradas a um sem número de opiniões não muito bem aferidas. Mas se são felizes assim há que os deixar seguir o seu rumo.

Sempre apreciei - e muito - a coerência de opiniões, a lealdade e acima de tudo a educação. Nunca encontrei nada disso durante a minha passagem pela política autárquica. Encontrei sempre discursos de meias palavras, portas fechadas, segredos, palmadas nas costas irónicas e conversas de “desconversar”. Nunca me revi em tal! Daí dizer que a experiência em si não foi de todo gratificante. Presumo que não soube ir a “jogo” ou então inconscientemente não entrei no mesmo.

É certo e sabido que decorria o ano de 2005 quando fui convidado a sair pela porta pequena da Autarquia pelo finado Ex-presidente da Edilidade. Devo dizer que foi um autêntico terramoto. Pese embora o facto de agora afirmar não ter sido uma boa experiência, existe no momento uma sensação de vazio que de alguma forma me remete para aquilo que muitos políticos têm medo de perder: um certo poder! É normal, faz parte da natureza humana. Devo, no entanto, dizer que tal “chuto divinamente dado no meu rabo” me fez acordar. Não no preciso momento em que o recebi, mas passado algum tempo!

Foi PROVIDENCIAL! A isso devo ao Ex.

Mas providencial também é opinar sobre o que está mal ou bem. Providencial é desprezar certas atitudes e opiniões. Vivemos ou não numa democracia? Eu quero crer que sim.

De 4 em 4 anos lá aparece o raio da síndrome. E apareceu este ano, com um brinde. A falta de água. Mas, meus senhores, nada que afete o atual candidato. Não devem estar preocupados. Oposição é “coisa” que não existe em Almeirim…não sei se para bem ou mal da Democracia.

Com toda a certeza o atual Presidente teria dispensado certos comentários que em seu abono o fizeram. E até presumo que às páginas tantas o próprio assim o ditou: “calem-se lá que alimentar certo tipo de discussões não leva a lado algum”. Presumo isto até pela sua experiência política adquirida ao longo de bastantes anos em cargos autárquicos.

Por isso, calem-se lá e leiam. E, acima de tudo sejam justos.

João Torres

Engenheiro do Ambiente

 

 

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