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OBREPETICISMOS (*) E AS LINHAS TORTAS DO DIREITO

25-08-2017 - José Janeiro

Não sei se é falta de bom senso, se é falta de legislação, se é apenas burrice geracional, mas a verdade é que a nossa justiça anda pelas ruas da amargura. Nada disto é novo, mas cada vez mais me convenço que este estado de coisas nos atira para sermos justiceiros, tal e qual as figuras de ficção criadas pela banda desenhada.

Estou seriamente a pensar que fato usar na cruzada justiceira e que nome adoptar, aceito propostas e já agora apoio de quem saiba costurar, quem saiba transformar carros e armas para poder cumprir a missão convenientemente.

Em quatro anos um individuo que ganha 4000 euros como deputado consegue poupar 5,6 milhões, e num puro acto do mais básico chico espertismo, declara 3 zeros menos. Há gajos a que o dinheiro se reproduz na carteira, só o meu é todo ele gayzola, já o inscrevi no LGBT+, para terem os direitos correspondentes á sua homossexualidade.

A fazer fé no que se sabe decidi fazer umas contas e segundo o que corre nas notícias o ti Basílio terá sido apenas deputado no período em que se esqueceu de 3 zeros, que como sabemos valem isso mesmo, zero, na sua declaração de património. Ora segundo as mesmas fontes o homem é muito poupadinho e conseguiu na sua “horta” (Basílio Horta) reproduzir os euros. Vejamos como: ele teve apenas os cargos de de(puta)do e presidente da camara, coincidência a decomposição da primeira palavra, aonde terá auferido mais ou menos 4000,00 euros/mensais, ora x 14 meses x 4 anos a coisa teria rendido 5,6 milhões, isto se contarmos o cultivo de euros na horta ou o resultado de matemática criativa. Definitivamente o guito reproduziu-se como coelhos e multiplicou-se 23 vezes, isto se o tipo durante 4 anos passasse fome e não pagasse contas. Extraordinário!

E o que fez o ti Basílio? Ora careca destapada, sobre o que ele pensava que passaria no “barulho das luzes”, lá veio a tradicional inventona politiqueira e o desmentido inicial. A coisa ganhou folgo rapidamente e o ti Basílio deu então conta do erro, coisa pouca somente 3 zeritos que como bem sabemos nada valem. O argumento de tuga chico esperto foi que se tinha enganado. Não vi a declaração, nem sei como se preenche, mas aposto que terá aqueles quadradinhos para por o valor e depois eventualmente o extenso para que não haja equívocos. A pergunta impõe-se: como um gajo destes que não sabe ler números pode decidir sobre orçamentos de milhões? Quem souber que me informe.

Veio agora a figurinha descarada dizer que o rendimento era devido a ter tomado conta do negócio de cortiça do pai. A questão agora é: Então se o rendimento era legal para quê recorrer ao chico espertismo de se “esquecer” dos zeros? Cheira a esturro!

Até entendo, o homem é licenciado em Direito, mas fez um curso complementar em ciências político-económicas, ali por certo lhe explicaram matemática básica, aquela que se aprende no ensino primário em que 5600, não é o mesmo que 5600000. E foi este indígena várias vezes Ministro. Estamos entregues aos bichos, com a agravante de o fazerem com total impunidade.

Ainda no campo do direito, leia-se justiça trôpega, soubemos que um padrasto violou e engravidou a filha adoptiva e saiu em liberdade. Surpreendentemente foi uma juíza que ajuizou do alto da sua beca tal decisão de uma sensibilidade extrema (ironia), ficando aquela besta apenas com termo de identidade e residência e proibição de contactar com a menor, brilhante. Desconheço, por incompetência formativa, em que legislação, tal energúmena se baseou para tomar esta decisão. A explicação que vejo será que não queria que a besta violadora saísse com um andar novo da prisão, ou em alternativa que alguém que lhe faça a folha enquanto anda em liberdade. Aqui não existe sequer a presunção de inocência a analise ao ADN demonstrou bem quem foi e quem é o culpado, ou então disse ele á ilustre magistrada, como aqueles padres pedófilos, “que as crianças o seduziam sexualmente”. Justiça cega, ou cegeta?

E a saga da pedofilia, continua. Um pai fazia orgias com os dois filhos e calava-os á porrada. Acho que o deviam soltar também, mas façam um favor à sociedade, publiquem as fuças e as moradas dos dois casos, julgo que gostaríamos de saber, temos umas contas a ajustar com eles, coisa pouca, apenas capá-los e pendura-los pelos tomates num poste qualquer.

Mantenham-se justos.

Até para a semana

José Janeiro

(*) Sinonimo de chico esperto. Curiosidade: se procurarem outro sinonimo encontram entre uma vintena a palavra “politico”, engraçado não é?

 

 

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