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OS VENDEDORES DE “BANHA DA COBRA”!

21-07-2017 - Armindo Bento

Já não há vendedores de banha de cobra como havia dantes é certo que hoje ainda os há e cada vez mais mas a banha é que passou a ser diferente e diferente para pior porque a banha de cobra autêntica era mesmo banha e a banha de hoje é tudo menos banha. De qualquer modo, o notório vendedor da banha da cobra não é uma personagem de histórias de ficção. O vendedor da banha da cobra existe, evoluiu, continua por aí e é muito hábil e astuto. Todos sabemos que a banha da cobra não serve para nada, mas a convicção que esse vendedor transmite, através de uma oratória bem estudada e estruturada, convence muita gente sobre as capacidades infinitas da milagrosa curandice.

Ora, fazer política como se tratasse de vender “banha da cobra” é subverter o que ela tem de nobre no sentido de permitir aos cidadãos a melhor escolha para dirigir a comunidade em que se inscreve essa opção. É fazer dessa arte e ciência um tratado de peripécias para tomar o poder em que o que se promete é apenas um meio para o alcançar e dele se servir e não para o servir.

Vem isto a propósito daquilo que vamos lendo e ouvindo sobre o, dito classificado “furto de material de guerra em Tancos”, algo profundamente estranho quanto ao que é conhecido, pois de novo aparecem versões e mais versões e sobretudo um violento ataque ao Governo. Até parece que nunca houve furtos de material de guerra por esse Mundo fora. É triste. Mesmo no tempo da ditadura de Salazar e Caetano havia quem fosse capaz de chegar aos quarteis, por motivos honrosos e não para “desviar material”.

Mas já se sabe o que aconteceu em toda a sua extensão? Mas há alguém que acredite qua caia num jornal de “internet”, qualificado com ideólogo da “extrema direita neoliberal” sem relevo em Espanha o rol das armas furtadas? Como se passou o furto? O chefe de Estado-Maior do Exército disse que “se sentia humilhado” pelas falhas dos militares e que afinal havia misseis nos paióis onde ocorreram os furtos e não os levaram por serem pesados… Que é muito grave, se houve, de facto, um furto desta dimensão ou apenas uma “invenção de um furto” para esconder algo mais. Por isso temos dúvidas, mas que é preciso pesquisar, investigar e tirar as devidas conclusões.

A PGR não comunicou ao gabinete do Ministro da Defesa Nacional (MDN) a suspeita de roubos de armas e ainda ninguém colocou o cargo à disposição. A inqualificável baixeza ética dos deputados da comissão parlamentar de Defesa que passaram para a comunicação social informação sobre o que se estava a discutir à porta fechada não terá sido o melhor exemplo de responsabilidade democrática (não será difícil adivinhar de que bancada terá vindo).

Um “político” que foi primeiro ministro deste País, como Passos Coelho que cortou em todo o lado, empobreceu os portugueses e o País, perdido na sua solidão dentro do PSD, sai a terreiro para ganhar oxigénio e afirmar que o furto se deveu “a cativações” – o que demonstra aquilo que já sabíamos ser um “individuo impreparado para exercer tão alto cargo publico”, já que o sistema de cativações é um modelo de gestão criteriosa, exigente na sua fundamentação para os responsáveis por qualquer despesa dos meios e recursos intermédios - logo seguido pelo CDS, não vá o resultado eleitoral de Lisboa ser mau.

Sabemos que o fazem por mera sobrevivência politica, não deixa de trata-se de mera politiquice barata em que tudo é permitido para se chegar a uma certa conclusão, mesmo antes de se fazer o que se tem de fazer no capítulo da investigação. Afinal qual é o medo de Passos e Cristas?

Armindo Bento (economista aposentado)

 

 

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