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A Produtividade (Lenda dos Tempos Modernos)

16-06-2017 - Francisco Pereira

O papão da produtividade, palavrão tão caro aos nossos governantes, empresários bem como aos gurus da economia, que se arrastam nesta terra esquecida por Deus, faz das suas todos os dias, ontem era mais uma fábrica que fechava lá para o Norte, desculpa para o fecho, a famosa falta de produtividade, amanhã é mais um qualquer negócio que enfia pessoas a trabalhar precariamente com salários de miséria, mentindo ao fisco e à segurança social, fugindo vergonhosamente aos descontos, tudo a bem da tal produtividade.

De repente a falta de produtividade entrou portas adentro da psique colectiva do povaréu ignaro e pimba, qualquer tragalhadanças medíocre que ocupe uma pasteca ministerial se arroga o direito de “cagar” postas de pescada acerca do assunto”.

A alegada, adoro este termo politicamente correcto até vou repetir, a alegada falta de produtividade serve para tudo, despedimentos individuais e colectivos mais ou menos ilegais, arrepios ao Código de Trabalho, coisa que muito bem sabe quem trabalha jamais funcionou em terras de Camões.

Por outro lado continuam as perseguições aos funcionários públicos, esses malandros, eterna raiz de todos os males deste país, perseguições sectoriais diga-se de passagem que estas perseguições são selectivas, nada de tocar nos médicos, nos juízes e noutra rapaziada dessa laia.

Ora vamos supor que uma empresa que produz hoje dez caixas de fósforos, passa a partir de amanhã após um esforço titânico a produzir cinquenta, o mercado nacional, que é aquele a que a maioria das empresas estão reduzidas, só absorve quinze caixas, que se fará ao produto restante.

Pois é, a falta de políticas e estruturas de mercado, a falta de agressividade do produto nacional, a falta de visão de Cavacos, Guterres, Durões, Sócrates, Coelhos, Costas e quejandos, deita por terra a falácia da produtividade, como muito bem sabem os produtores nacionais de leite, de batata, de carne, de fruta só para citar alguns exemplos.

O nosso mercado deveria ter sido estruturada a partir de 1986, para os reais desafios de hoje, infelizmente não o foi, abriu-se o precedente da subsídiocracia e agora é o descalabro, agora os arautos do neo liberalismo globalizante e bacoco descobrem a pólvora e lançam ao ar a falta de produtividade, que grande falácia. Quando a culpa é dessas araras boieiras que andaram a dormir na forma todos estes anos, cuidando somente de encher os bolsos.

Já agora toda aquela caterva de ministros, secretários de estado, administradores e deputados, produz o quê? Que produzem os Bavas, os Granadeiros ou os Mexias?

Francisco Pereira

 

 

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